Após mais uma morte no Itaquerão, Corinthians declara luto de três dias, mas obras não devem parar
Delegado Rafael Herculiani esteve no local e aguarda resultado da perícia para investigar
Copa do Mundo 2014|Francisco Valle, do R7

Perto da conclusão de suas obras, o Itaquerão registrou sua terceira morte no último sábado (29) — em novembro do ano passado dois operários morreram após a queda de um guindaste que colocava o última parte da cobertura do estádio.
Dessa vez, Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, que trabalhava na instalação das arquibancadas móveis para a abertura da Copa do Mundo, escorregou de uma altura de cerca de 10 m e não resistiu aos ferimentos.
O Corinthians, dono da Arena, se manisfestou por meio de nota oficial, na qual lamentou a morte do jovem, se solidarizou com a família e decretou luto de três dias no clube. Apesar de mais uma tragédia, no entanto, as obras da Arena não devem ser interrompidas, pois o canteiro não foi afetado como da última vez [em novembro].
Porcurado pelo R7, o Secopa, site do governo brasileiro sobre o Mundial, informou que só falará sobre o ocorrido na próxima segunda-feira (31), mas que não há motivos para a paralização dos trabalhos.
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Com isso, o novo prazo final dado pela Fifa ao Corinthians para a entrega, estabelecido para maio de 2014, deve ser matindo.
O acidente
Fábio Hamilton da Cruz era funcionário da empresa WDS, contratada pela Fast Engenharia para instalar as arquibancadas móveis do Itaquerão exigidas pela Fifa para a abertura da Copa do Mundo.
De acordo com o 24º Distrito Policial de São Paulo, onde o boletim de ocorrência do caso foi registrado, as primeiras informações são de que o operário, que morava em Diadema-SP, estava trabalhando no canteiro de obras quando escorregou e caiu de um altura de 8 a 10 metros. Logo em seguida, por volta das 11h de sábado (29), ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao hospital Santa Marcelina, localizado perto ao estádio.
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Às 16h, cinco horas após ter dado entrada no local, Fábio não resistiu aos ferimentos, e a assessoria de imprensa do hospital divulgou a notícia de sua morte.
As empresas WDS e Fast Engenharia se manifestaram para explicar a tragédia. Segundo as notas oficias, ambas vão colaborar com a investigação e prestarão ajuda aos familiares.
Perícia
Em contato com o 24º Destrito Policial de São Paulo, a reportagem apurou que o delegado Rafael Pavarina Herculiani assumiu o caso e esteve tanto no local do acidente como no hospital Santa Marcelina para analisar a cena da tragédia e conversar com testemunhas.
O DP informou que, agora, a investigação aguarda pelo resultado da perícia, que deve sair já neste domingo (30), para descobrir o que exatamente aconteceu no acidente.



