Arábia Saudita anuncia criação de campeonato feminino de futebol

Decisão acontece dois anos após mulheres serem autorizadas a frequentar estádios, jogos acontecerão em três cidades: Riad, Jeddah e Dammam

Mulheres só foram permitidas em estádios há dois anos

Mulheres só foram permitidas em estádios há dois anos

EPA/STR - 12.1.2018

A Federação de Futebol da Arábia Saudita (SAFF) anunciou nesta semana que irá criar uma liga feminina no país. As partidas serão disputadas em três cidades do país: Riad, Jeddah e Dammam. A medida foi sacramentada apenas dois anos depois de o país passar a permitir que mulheres frequentassem as arquibancadas dos estádios locais.

Conservadora e religiosa, a Arábia Saudita mantém uma política restrita às mulheres, com a obrigação de terem permissão de um homem da família para trabalhar, estudar, se casar e até passar por tratamentos médicos. Apesar disso, o país tem adotado medidas de abertura nos últimos anos, como permitir que mulheres dirijam ou assistam a jogos de futebol nos estádios.

"O lançamento da liga reforça a participação das mulheres no esporte e vai gerar um reconhecimento crescente das conquistas femininas no esporte", disse a federação em um comunicado.

A criação da liga teve apoio do príncipe Mohammed Bin Salman, um dos maiores incentivadores do esporte local. A competição terá primeiramente uma etapa regional, com as equipes vencedoras reunidas posteriormente para decidir quem é o campeão nacional.

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O campeonato será organizado pelo governo, que vai destinar cerca de R$ 570 mil para premiações. O objetivo dos criadores é fomentar a criação de uma seleção feminina local capaz de disputar as próximas edições do Mundial. Os jogos do novo campeonato devem começar já no mês de março.

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Em outras modalidades esportivas, a Arábia Saudita propiciou aberturas para as mulheres há pouco tempo. A primeira representante do país a competir em uma Olimpíada foi a judoca Wodjan Shaherkani, que participou dos Jogos de Londres, em 2012. No automobilismo, a piloto Reema Juffali iniciou a carreira em 2019, um ano depois de as mulheres serem liberadas para tirar a carteira de motorista no país.

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