Futebol Após reclamações, VAR passa despercebido na final do Paulista

Após reclamações, VAR passa despercebido na final do Paulista

Ausente na polêmica decisão de 2018, arbitragem de vídeo foi apenas espectadora no clássico sem lances críticos entre Corinthians e São Paulo

VAR no Paulistão

Clauss controlou ânimos de corintianos e são-paulinos e não foi até cabine do VAR

Clauss controlou ânimos de corintianos e são-paulinos e não foi até cabine do VAR

Jales Valquer/Estadão Conteúdo - 21.4.2019

Depois da polêmica final de 2018 do ‘Paulistinha para quem perdeu e Paulistão para quem ganhou’, era claro que a FPF (Federação Paulista de Futebol) precisava tomar alguma atitude para não ver o dito principal Estadual do país reduzido às questões de arbitragem. A solução encontrada para este ano foi a implantação do VAR (assistente de árbitro de vídeo) a partir das quartas de final e que foi apenas espectador na grade decisão, neste domingo (21), na vitória que deu o título ao Corinthians sobre o São Paulo, no Itaquerão.

Naquela oportunidade — também vencida pelo Corinthians, mas sobre o Palmeiras, no Allianz Parque — os palmeirenses acusaram Marcelo Aparecido de Souza de influência externa ao voltar atrás e desmarcar pênalti do corintiano Ralf em Dudu. A briga foi parar no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) e durou cinco meses até que fosse decidido pela manutenção do resultado de campo, na partida que ficou conhecida como “O Dérbi que não acabou”.

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Para este ano, mesmo com o auxílio eletrônico, que obedece os mesmos moldes da utilização na Copa do Mundo da Rússia 2018 por exemplo (mais informações abaixo), algumas situações fugiram do controle. Inicialmente, torcedores e alguns dos próprios jogadores entendiam que simples lances de saída de bola poderiam ser revisados. Era um tal de gesto com as mãos para indicar o VAR que não tinha fim. Isso sem falar em lances capitais como pênaltis e expulsões.

O árbitro Raphael Claus não só teve uma atuação segura no clássico do último domingo, em Itaquera, como sequer precisou efetivamente da ajuda dos auxiliares de vídeo — Welton Wohnrath era o chamado avaliador de vídeo, em uma estrutura que ainda contou com Carlos Augusto Junior, Thiago Duarte Peixoto, Emerson Augusto de Carvalho e Rodrigo Guarizo do Amaral. Exceto uma jogada e outra de entrada mais forte e algumas encaradas, corintianos e são-paulinos até que ajudaram na condução do espetáculo e o árbitro não foi chamado a interpretar no vídeo um lance sequer.

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Já com as fases finais do Paulistão em andamento, Mauro Silva, vice-presidente da FPF, disse que o VAR cumpre o seu papel ao evitar erros absurdos de arbitragem. Além disso, o ex-jogador revelou que espera que o protocolo seja mais rápido.

"Na nossa avaliação, o VAR está cumprindo o papel. Estamos corrigindo erros, evitando injustiças. Desafio é diminuir o tempo e aumentar a precisão. É um projeto imenso para a Federação, começou anos atrás, com investimento grande. É um legado para o futebol", disse Mauro Silva.

A FPF ainda promete entregar o balanço final do torneio, mas adiantou que o custo total da operação ultrapassou a casa do R$ 1 milhão. Para o Brasileirão que começa neste fim de semana, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) garantiu a utilização do recurso de tecnologia desde a primeira rodada.

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Arte/R7