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NFL: 1 em cada 4 jogadores mortos entre 2016 e 2021 tinha doença cerebral, aponta estudo

Condição está ligada à encefalopatia traumática crônica, relacionada à exposição repetida a impactos na cabeça

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela que 24,5% dos ex-jogadores da NFL mortos entre 2016 e 2021 tinham encefalopatia traumática crônica (CTE).
  • A pesquisa foi conduzida por instituições renomadas e publicada no The BMJ.
  • CTE está associada a impactos repetitivos na cabeça e só pode ser confirmada após a morte.
  • A NFL está implementando medidas para reduzir concussões, enquanto a associação de jogadores alerta sobre os riscos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

NFL afirma que vem adotando medidas para reduzir concussões e impactos na cabeça durante partidas e treinamentos Reprodução/Instagram @nfl - 16.08.2026

Uma nova pesquisa acende um alerta sobre os impactos de longo prazo das pancadas sofridas na cabeça durante a carreira no futebol americano. Ao menos 24,5% dos ex-jogadores da NFL que morreram entre 2016 e 2021 tinham encefalopatia traumática crônica (CTE), uma doença neurodegenerativa associada a impactos repetitivos na cabeça.

O levantamento foi realizado por pesquisadores do Mass General Brigham, da Universidade de Boston e da Concussion & CTE Foundation e publicado nesta terça-feira (25) no periódico científico The BMJ.


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Para chegar à estimativa, os pesquisadores identificaram 878 ex-jogadores da NFL que morreram entre 2016 e 2021. Desse grupo, 235 tiveram o cérebro doado para análise. Em 215 dos casos — o equivalente a 91,4% dos cérebros examinados — foram encontradas evidências de CTE.

Como os outros 643 cérebros não foram examinados, os cientistas adotaram uma estimativa considerada conservadora: mesmo supondo que nenhum deles tivesse a doença, os 215 casos confirmados já representariam 24,5% de todos os jogadores mortos no período, ou aproximadamente um em cada quatro.


A proporção real, porém, pode ser maior. Os pesquisadores calcularam que, no extremo matemático, a prevalência poderia chegar a 97,7% caso todos os jogadores que não tiveram o cérebro analisado também apresentassem CTE. Esse cenário é considerado improvável, e os autores ressaltam que a taxa verdadeira deve estar em algum ponto entre os dois extremos.

Confirmação após a morte

A CTE é uma doença cerebral progressiva relacionada à exposição repetida a impactos na cabeça. Atualmente, não é possível confirmar o diagnóstico em uma pessoa viva: a identificação definitiva depende da análise do tecido cerebral após a morte.


A pesquisa também encontrou uma relação entre a forma mais grave da doença e sinais de demência. Entre os jogadores cujos cérebros foram examinados, aqueles com CTE em estágio avançado apresentavam maior probabilidade de ter desenvolvido problemas cognitivos antes da morte.

Segundo os pesquisadores, um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença é a força acumulada dos impactos sofridos na cabeça ao longo da vida. Isso significa que a exposição não necessariamente começa na NFL: parte dos atletas pode ter acumulado pancadas desde as categorias de base, no ensino médio e na universidade.


O estudo também reforça uma dificuldade enfrentada pela ciência: os cérebros doados para pesquisa não constituem uma amostra aleatória. Famílias de atletas que apresentavam alterações cognitivas ou comportamentais podem ter maior propensão a autorizar a doação, o que dificulta determinar exatamente qual é a prevalência da doença entre todos os jogadores.

Ainda assim, os autores consideram os resultados um dos levantamentos mais informativos já realizados sobre a ocorrência de CTE entre ex-atletas da NFL.

O levantamento também coloca em perspectiva estudos anteriores. Considerando todos os ex-jogadores da NFL que morreram entre 2008 e 2021, foram identificados 1.712 atletas, dos quais 338 tiveram o cérebro examinado; 315 apresentaram CTE. Para o período mais recente, entre 2016 e 2021, a estimativa mínima chegou aos 24,5%.

A NFL afirma que vem adotando medidas para reduzir concussões e impactos na cabeça durante partidas e treinamentos. Já a associação que representa os jogadores classificou os novos dados como um alerta sobre os riscos de longo prazo da modalidade.

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