Modric sai valorizado rumo ao Bola de Ouro apesar do vice na Copa

Camisa 10 da Croácia, de 32 anos, foi eleito melhor jogador da Rússia 2018 e chorou no colo das autoridades a oportunidade perdida diante da França

Modric e presidenta Kolinda Grabar-Kitarovic choraram no pódio da final da Copa

Modric e presidenta Kolinda Grabar-Kitarovic choraram no pódio da final da Copa

Carl Recine/Reuters - 15.7.2018

Por mais que sejam craques, determinados jogadores não são andorinhas que fazem o verão sozinhos em suas seleções. A derrota da Croácia para a França neste domingo (15) mostrou que Luka Modric é um desses atletas. Nem por isso, a Fifa deixou de valorizá-lo com o troféu de melhor jogador da Rússia 2018.

Como jogador do Real Madrid, autêntico maestro do meio-campo, do gabarito exigido pelo ex-técnico Zinedine Zidane, Modric conquistou todos os títulos que lhe eram possíveis com um Espanhol, quatro Liga dos Campeões e um Mundial de Clubes. Na seleção, os títulos ainda não chegaram. Ainda assim, é um dos fortes candidatos ao The Best, antigo prêmio Bola de Ouro.

"Agradeço esse tipo de comentário [sobre o prêmio de Bola de Ouro], mas preferia ter vencido a Copa do Mundo. Não é fácil perder uma final. Nós demonstramos foco, mas nem sempre ganha o melhor", disse Modric, na saída do Luzhniki.

E talvez esses títulos nem cheguem. Aos 32 anos, foi ele quem comandou essa equipe ao segundo lugar da Copa do Mundo. Os dois gols e uma assistência, aliados a um pênalti desperdiçado, talvez nem chamem tanta atenção, mas é interessante perceber sua visão de jogo e passes precisos.

Antes da final, o camisa 10 disse que não gostaria de relembrar os períodos de guerras nos Balcãs, mas era justamente essa força que gostaria de levar para aquela que provavelmente é a última oportunidade da sua carreira de conquistar o tão desejado troféu.

Se Modric não é campeão do mundo, ao menos pode se conformar que outros tantos craques que “nasceram no país errado” também lamentam a ausência do troféu de maior expressão mundial. Isso, no entanto, não limita o seu futebol. Mais do que isso, o desempenho na Rússia 2018, o impulsiona para o título de melhor do mundo.

Sabedor de sua dificuldade ao lado de companheiros de seleção, o jogador chorou no pódio ao cumprimentar a presidenta croata Kolinda Grabar-Kitarovic.

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