Não foi só o campeão que voltou. A seleção brasileira das Eliminatórias Sul-Americanas também. A vitória sobre os sérvios nesta quarta-feira (27), no Estádio do Spartak, era o que o time do técnico Tite precisava para avançar bem às oitavas de final da Copa do Mundo. E se tem o dedo de Tite, claro, tem Paulinho, autor do primeiro gol em Moscou.Confira a tabela da Copa do Mundo Primeiro colocado do Grupo E, o Brasil enfrenta o México, segundo do F. A partida acontece na segunda, às 11 horas (de Brasília), na Arena de Samara. Paulinho, eleito o homem do jogo, foi inventado e reinventado com Tite. Primeiro na campanha campeã da Libertadores e do Mundo com o Corinthians, depois na seleção brasileira. O jogador, como insistem as propagandas de TV, estava acabado para o futebol no Guangzhou Evergrande, da China, até conseguir ótimas atuações com a camisa pentacampeã do mundo. O Barcelona acabou adquirindo o jogador que ainda teve o mérito de se desenvolver técnica e taticamente aos 29 anos. “Talvez o Paulinho vá bem apenas quando faz gol. A minha preocupação não é essa. A minha preocupação é sempre ajudar a equipe. Independente se faça gol ou não, a minha função é essa”, disse o meio-campo, um tanto ríspido na entrevista oficial. "Estou aqui porque trabalhei e porque merecei. Em quatro anos, trabalhei muito e por isso estou aqui." A jogada do gol de Paulinho já estava ensaiada desde aqueles três contra o Uruguai, em pleno Estádio Centenário, em Montevidéu, claro, pelas Eliminatórias. O velho "homem surpresa" de Tite já havia ficado perto de alcançar uma bola cara a cara com Vladimir Stojkovic e não alcançou por alguns números da chuteira. Pouco tempo depois, Philippe Coutinho mandou na medida exata para o próprio Paulinho só tirar do goleiro e empurrar com o gol praticamente vazio, aos 35 minutos da etapa inicial. Mas a seleção brasileira da Rússia 2018 não é a mesma da vendida nos comerciais e também sofreu presão. Nem por isso é um mau time. Mesmo acuada no segundo tempo, saiu para jogar bola quando teve oportunidade. O time fez seu grande trabalho em nível continental sim, mas só o equivalente aos campeonatos regionais para o Brasileirão. Um serve de preparação para o outro, e Copa do Mundo é outra história. A evolução demonstrada ao longo da primeira fase foi importante. Como os técnicos gostam de dizer, “é preciso saber sofrer o jogo” e assim alcançar a vitória. Paulinho se desdobrou na marcação ao lado de Casemiro e foi bem no ataque. Deixou o campo exausto e com cara de muita dor aos 20 minutos do segundo tempo. Fernandinho entrou no seu lugar e, mais defensivo, equilibrou a partida. Superada a desconfiança da estreia contra a Suíça (1 a 1) e da vitória suada nos acréscimos contra a Costa Rica (2 a 0 ), a badalação deve voltar. Desta vez, no entanto, o time aparenta mais solidez e o velho futebol das Eliminatórias Sul-Americanas. Ainda que Paulinho não seja mais nenhuma surpresa. .