Afastado do time de Minotauro, Maldonado exalta ajuda de Demian Maia: “Como se fosse da família”
Meio-pesado realizou parte de seus treinos para enfrentar Joey Beltran em São Paulo
Mais Esportes|Diego Ribas, do R7, em Barueri (SP)

A polêmica que envolveu Fábio Maldonado e Rafael ‘Feijão’ referente à compra de uma franquia da Team Nogueira, equipe liderada pelos irmãos Rodrigo ‘Minotauro’ e Rogério ‘Minotouro’, culminou com a saída do “Caipira de Aço” do time, em mudança que dificultou sua vida.
E em todos os sentidos, como ele mesmo frisou em conversa com os jornalistas na última segunda-feira (7) no Ginásio José Correa, em Barueri. Se antes ele poderia contar com uma equipe de alto nível, organizada e com sparrings em todas as modalidades, tudo isso em um mesmo lugar, agora o ex-pugilista tem que virar.
— Ficou tudo mais difícil. Na Team Nogueira eu tinha tudo na mão. Se não fossem meus amigos, eu teria que ir para algum lugar, fechar com algum time, não teria como fazer sozinho. Precisei dos amigos. O Demian Maia e o Daniel Sarafian me ampararam como se fosse da família deles.
Acostumado a treinar com os dois entres suas constantes idas e vindas na cidade de São Paulo, Maldonado aproveitou para usar o forte camp de Demian, que também luta nesta quarta-feira, o que facilitou na busca por uma estrutura adequada.
— É sempre melhor ter uma equipe, uma estrutura montada. A gente que está mais conhecido, somos sempre testados. Se vou treinar com um cara do muay thai, ele vai tentar me quebrar. Se vou fazer jiu-jitsu, alguém vai tentar finalizar o cara do UFC. Com isso, as vezes acabamos forçando além da conta.
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Mas quem pensa que a brusca mudança e a ausência dos amigos da equipe carioca em seu corner abatem o atleta especialista em box, está enganado. Afastando qualquer possibilidade de potencializar o assunto (“sem drama”), Maldonado recorre ao velho estilo franco atirador em suas entrevistas para terminar sobre o assunto.
— Não foi superação nenhuma. E difícil ser lutador, mas é difícil ser policial também. Vou tentar bater nele, chegar para machucar. São dois homens. Fico nervoso dando entrevista, mas na luta eu fico tranquilo.
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Questionado pela reportagem do R7 sobre a ajuda dada ao amigo Maldonado, Demian enalteceu a qualidade do meio-pesado e desejou um belo desempenho diante da torcida brasileira.
— É o Maldonado, né? Adoro ele [risos]. Ele não fez o camp todo com a gente, mas fez alguns treinos. Como ele mora aqui do lado, já treinou com a gente várias vezes. O professor de boxe dele foi meu professor também, então temos uma excelente relação. Espero que ele vença.
Escalado para o card principal deste show, Maldonado encara o mexicano Joey Beltran em busca de anotar sua segunda vitória seguida na organização, feito inédito para o atleta até então.












