Scolari ironiza possível troca por técnico estrangeiro 

Treinador questionou se eles não teriam que se reciclar após a Copa das Confederações

O técnico Luiz Felipe Scolari repetiu inúmeras vezes em suas duas últimas entrevistas coletivas, após os fiascos contra Alemanha e Holanda, que vai entregar o cargo ao presidente da CBF "conforme combinado" antes da Copa. Mas não parece muito disposto a cumprir o acordo.

Questionado nos vestiários do Mané Garrincha, em Brasília, sobre um possível período de reciclagem com técnicos estrangeiros, e também sobre a vontade de parte da torcida de ter um comandante europeu à frente do time brasileiro, ironizou e, como de costume, se prendeu à conquista da Copa das Confederações.

— Eu? Há um ano ganhei a Copa das Confederações. Então eles teriam que vir ao Brasil se reciclar? Não. No último ano e meio ganhamos uma Copa das COnfederações e ficamos entre os quatro melhores do mundo. Não tem nada a ver com treinadores, com dirigentes. Nossa equipe tem alguma dificuldade a mais em relação a jogadores. Estamos revelando um pouco menos.

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Felipão também se prendeu à conquista das Confederações em 2013 para blindar o grupo convocado para a Copa do Mundo no Brasil. Para o treinador, a geração não ficará marcada pelos 7 a 1 que levou da Alemanha ou os 3 a 0 diante dos holandeses.

— Essa geração não tem nada que ficar marcada. Vai ficar marcada porque ganhou a Copa das Confederações e perdeu o Mundial. Vai ficar marcada porque perdeu de 7, mas também como uma que começou a preparação para 2018 com uma classificação entre os quatro. Não tem dificuldade nenhuma. Temos que continuar trablahando, dando condições aos técnicos e que os jogadores jovens tenham aprendido mais lições e, no futuro, sejam melhores em condições de jogo.