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BRASILEIRO 2022

Ambulantes driblam a polícia e tentam participar da festa da Copa

Eles vendiam cerveja e outras bebidas pelas redondezas do Anhangabaú

Copa do Mundo 2014|Eugenio Goussinsky, do R7

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O ambulante Isaac vende cerveja para se manter na viagem ao Brasil
O ambulante Isaac vende cerveja para se manter na viagem ao Brasil

Mesmo com a severa vigilância da Polícia Militar (PM), muitos ambulantes vendiam cervejas e refrigerantes nos arredores da Fan Fest, no centro de São Paulo, onde um público de 30 mil pessoas se aglomerou para ver o jogo do Brasil contra Camarões, nesta segunda-feira (23).

O ambulante Carlos Eduardo, de 29 anos, que mora em um hotel social em São Paulo dizia, enquanto pedia dinheiro para os que passavam, que a PM já havia lhe retirado várias mercadorias, como chapéus e buzinas. E misturava uma dose de inconformismo com esperança nos rumos do País.


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Nas redondezas do Vale do Anhangabaú, a cerveja era vendida a R$ 5 a lata, em geral de marcas diferentes das adotadas pelos patrocinadores do evento. Até doses de vodka eram oferecidas por R$ 4, para chilenos, holandeses e brasileiros sentados no calçadão ou que se dirigiam à entrada da Fan Fest.


— Quem está fora do sistema dos patrocinadores não tem vez. Moro em albergue, luto para sobreviver, estou sem emprego e já me retiraram produtos que eu vendia. Mesmo assim, torço pelo Brasil, a Copa tem de ser uma festa. São Paulo é acolhedora e, apesar desta Copa estar sendo feita para os estrangeiros, temos de recebê-los bem.

O ambulante, porém, gostaria de poder entrar na Fan Fest, mas foi impedido na entrada, já que o local estava lotado. Além de ter perdido a mercadoria ficou sem poder assistir ao jogo no telão.


— Vou ver em um bar por aqui. Não tem jeito, a não ser torcer pelo Neymar, que simboliza o talento do brasileiro.

Outro ambulante que estava de olho nos policiais era o chileno Isaac Murillo, de 34 anos. Ele, que trabalha na construção civil, veio de Viña del Mar especialmente para assistir ao Mundial. E, para arrecadar dinheiro, vendia cervejas guardadas em uma caixa de isopor, na porta de uma loja fechada.

— Comprei R$ 100 em cerveja e já consegui lucrar R$ 200. Vendo para sobreviver aqui no Brasil, enquanto acompanho o Chile. Estou me preparando para ir a Belo Horizonte e este dinheiro ajuda muito.

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