Maldini afirma que Pep Guardiola esteve perto de assumir a seleção da Itália
Ex-dirigente revela negociação com o técnico espanhol e explica bastidores de sua saída da federação
Vanity Brasil|Do R7

Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o ex-zagueiro Paolo Maldini revelou que o técnico Pep Guardiola esteve próximo de assumir o comando da seleção da Itália. Maldini ocupou o cargo de diretor de seleções da Federação Italiana de Futebol (FIGC) por apenas 16 dias.
Segundo Maldini, a aproximação ocorreu após o treinador demonstrar interesse em dirigir uma equipe nacional. O ex-dirigente relatou um encontro com o técnico na Espanha.
“(Guardiola) É o treinador que mais representa o jogo técnico e ofensivo. Por meio de alguns amigos, ele havia manifestado a ideia de treinar uma seleção. Fomos visitá-lo em Barcelona, almoçamos juntos, conversamos durante um dia inteiro. Ele ficou muito tentado. Chegou muito perto de aceitar. Chegou até a escrever escalações em folhas de papel”, afirmou Maldini.
Apesar das tratativas, Guardiola recusou a oferta. Maldini explicou que a decisão decorreu do desgaste físico e mental do treinador, e não de razões financeiras — embora a imprensa italiana tenha veiculado na época que havia divergência entre a pedida de 20 milhões de euros anuais e a proposta da federação, estimada na metade desse valor.
“Guardiola vem de dez anos extenuantes na Premier League. Passou por uma cirurgia nas costas. Quer descansar. Mas foi uma discussão muito séria, estudamos os elencos, desde o sub-17 para cima”, pontuou o ex-dirigente.
Tentativa por Ancelotti e veto a Pirlo
Antes das conversas com Guardiola, a FIGC buscou a contratação de Carlo Ancelotti, atual técnico da seleção brasileira. No entanto, Ancelotti manteve seu compromisso com a equipe do Brasil.
“Fizemos uma ligação para o melhor treinador italiano de todos os tempos, meu amigo fraterno Carlo Ancelotti. Ele nos respondeu que o Brasil havia reafirmado sua total confiança nele, despediu-se desejando-nos boa sorte. Era uma ligação que precisávamos fazer”, disse Maldini.
Com as duas negativas, Maldini e o consultor Leonardo buscaram a contratação de Andrea Pirlo. Contudo, o presidente da FIGC, Giovanni Malagò, vetou o nome de Pirlo devido a um contrato comercial do ex-jogador com uma casa de apostas russa.
O veto gerou o desligamento de Maldini e Leonardo da federação. O cargo de treinador da seleção italiana estava vago desde a saída de Gennaro Gattuso, em abril, após a equipe não obter vaga para a Copa do Mundo de 2026.
“A primeira coisa que perguntei quando cheguei foi: quem escolhe o técnico? Malagò me respondeu: vocês (Maldini e Leonardo) escolhem o treinador, e eu dou meu aval. Esse era o acordo. Depois, os acontecimentos fizeram com que isso mudasse. Consequentemente, a única coisa a fazer era pedir demissão. Ou melhor, desistir de assinar o contrato de quatro anos que deveria começar em 1º de agosto”, explicou Maldini.
Após a saída dos dirigentes, a FIGC anunciou, em 28 de julho, o retorno de Roberto Mancini ao comando da seleção italiana, que tenta se reestruturar após ficar fora de três edições consecutivas da Copa do Mundo.














