Infantino é acusado de usar verba da Uefa para indenizar ex-amante, diz jornal
Caso publicado por veículo britânico amplia pressão política sobre o presidente da Fifa antes da eleição
Vanity Brasil|Do R7

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, é alvo de novas acusações divulgadas pelo jornal britânico The Telegraph. Segundo a publicação, o dirigente teria mantido um relacionamento afetivo com uma colega de trabalho no período em que atuava na Uefa e utilizado recursos de um fundo da entidade europeia para pagar uma indenização de seis dígitos, além de custear estudos da funcionária após o término da relação.
Em nota emitida em uma sexta-feira à noite e citada pela reportagem, a Uefa confirmou ter realizado um pagamento e ter conhecimento das alegações sobre o relacionamento entre o dirigente e a funcionária. A entidade declarou que, desde o ocorrido, “endureceu” seus regulamentos para “refletir os padrões de uma organização moderna e de alto nível”. Infantino trabalhou na Uefa entre 2000 e 2016, ano em que assumiu o comando da Fifa. Ele é casado e tem quatro filhos.
Um porta-voz negou formalmente as acusações em nome do presidente da entidade máxima do futebol:
“O presidente da Fifa, Gianni Infantino, nega veementemente essas alegações, que são categoricamente falsas. Qualquer insinuação de conduta inadequada ou violação de estatutos ou regulamentos é difamatória. Nenhum funcionário da Uefa e da Fifa jamais apresentou queixa sobre o comportamento de Infantino, pois nunca houve um incidente em que ele estivesse envolvido. Todas as ações da empresa relacionadas a funcionários, incluindo desligamentos e indenizações, sempre foram aprovadas pelos diretores competentes, em conformidade com todas as normas aplicáveis”.
Contexto de crise política na Fifa
As revelações surgem em meio a um momento de forte desgaste político para Infantino. O dirigente enfrenta oposição, especialmente por parte da Uefa, após ter proposto a venda de ações da Copa do Mundo a investidores privados. Embora o projeto tenha sido abandonado devido à rejeição de dirigentes e confederações, a entidade europeia passou a defender uma mudança na liderança da Fifa.
A próxima eleição para a presidência da entidade está agendada para 18 de março do próximo ano, durante o 77º Congresso da Fifa, em Rabat, no Marrocos. No cargo desde 2016, Infantino pode buscar mais um mandato para o período de 2027 a 2031. Apesar de contar com o apoio declarado da Conmebol, da AFC e da CAF — que reunidas somam 111 votos —, a resistência da Uefa e críticas da Concacaf abrem espaço para candidaturas de oposição, como a de Victor Montagliani, presidente da confederação das Américas do Norte e Central e do Caribe.














