Árbitros da NFL podem fazer greve, e liga planeja colocar ‘reservas’
Com acordo coletivo previsto para expirar no dia 31 do próximo mês, NFL estuda usar árbitros do futebol americano universitário

A NFL planeja utilizar árbitros alternativos caso liga e associação que atende as “zebras” não alcancem um acordo coletivo até o início da temporada. Segundo a imprensa dos EUA, executivos da NFL já estão reunindo nomes do futebol americano universitário que podem ser utilizados no nível profissional.
Conforme publicado pela CBS Sports, as negociações entre as partes evoluíram pouco desde 2024, quando começaram as discussões. O impasse precisa ser solucionado até o dia 31 de maio, quando se encerra o atual acordo coletivo dos árbitros.
Caso NFL e zebras não se entendam até o início de setembro, a liga precisará utilizar árbitros de fora do quadro da liga para os treinos conjuntos da pré-temporada, partidas de pré-temporada e, quem sabe, em jogos da temporada regular.
A última vez que os árbitros fizeram greve foi em 2012, quando ficaram de fora até a Semana 3. Foram disputados mais de 40 jogos com zebras alternativas, e acreditem: era duro de assistir.
A greve teve fim, coincidentemente ou não, após um lance que ficou conhecido como “Fail Mary”. No último lance da partida entre Seahawks e Packers, em Seattle, Russell Wilson, então quarterback dos Seahwaks, lançou a bola na end zone e se iniciou uma confusão entre os árbitros. Enquanto uma zebra marcava touchdown, a outra sinalizou passe incompleto.
O replay do lance era claro: interceptação dos Packers e final de jogo. Os árbitros, por outro lado, decidiram o lance como touchdown dos Seahawks, que venceram a partida por dois pontos de diferença.
Com o lance inacreditável exibido ao vivo em uma transmissão na TV aberta nos Estados Unidos, a liga se viu obrigada a aceitar as exigências dos árbitros, que retornaram na semana seguinte com um novo acordo coletivo assinado.
Para evitar uma Fail Mary 2.0, a NFL estuda mudar as regras neste ano e permitir uma maior interferência da central de replays, em Nova York, para auxiliar os árbitros reservas em campo. Especula-se que a liga possa alterar até chamadas de falta, sejam elas marcadas em campo ou não.
Segundo a ESPN dos Estados Unidos, os donos da franquia estão “alarmados” com as chances de um acordo não ser alcançado até o início da temporada. Será que Roger Goodell, comissário-geral da liga, que tem o salário pago pelas 32 equipes, vai cometer o mesmo erro de novo?
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