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Vasco já destruiu o sonho do Athletico de conquistar bi-campeonato

O jogo de hoje traz uma rivalidade que remonta a 2004

História em Campo|Do R7

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Lance da partida entre Vasco e Athletico, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2004, no Estádio de São Januário
Lance da partida entre Vasco e Athletico, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2004, no Estádio de São Januário Fábio Motta/Estadão Conteúdo - 12.12.2004

A RECORD transmite neste domingo, a partir das 20h30, o jogo entre Vasco e Athletico-PR pela 15.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Cruzmaltino vem de vitória de virada na Copa Sul-Americana, mas está a apenas 2 pontos da zona de rebaixamento, precisando desesperadamente da vitória em casa, para ter paz durante a parada para a Copa do Mundo.


Já o Furacão vem embalado, na quinta colocação e em busca de se aproximar ainda mais dos líderes. Será mais um capítulo da rivalidade entre os clubes.

O jogo entre Vasco e Athletico Paranaense é uma partida com rivalidade interestadual, que remonta a um jogo em 2004, declarações de dirigentes e à rivalidade anterior entre o finado Eurico Miranda (grande mandatário cruzmaltino da época) e o presidente do Athletico, Mário Celso Petraglia.


Dirigentes

Petraglia e Eurico eram inimigos declarados; em 1997, tiveram trocas de acusações entre ambos na investigação de um suposto esquema de compra de resultados esportivos.

Eurico era deputado federal e Petraglia, presidente do Furacão. Mas o ápice da rivalidade aconteceu justamente no ano de 2004. Primeiro, em novembro daquele ano, a dupla teria se desentendido numa discussão por conta de cotas televisivas negociadas pelo Clube dos 13.


Relatos da época chegam a falar sobre trocas de agressões físicas entre os dois dirigentes desafetos… mas não existe nenhum vídeo ou foto do entrevero.

Jogo decisivo

O problema é que essa briga aconteceu um mês antes de um dos jogos mais importantes da história do Athletico.


O time paranaense estava em primeiro lugar no segundo campeonato de pontos corridos da história do Brasileirão. Mas a vantagem para o segundo colocado, o Santos comandado pelo Vanderlei Luxemburgo, era de apenas 2 pontos.

O Vasco, vejam só, seria o fiel da balança desse campeonato. Pois, faltando apenas duas rodadas para a competição acabar, jogaria em casa contra o Furacão e fora de casa (Presidente Prudente, pois a Vila estava interditada) contra o Santos (até essa rodada o segundo colocado).

Por sua vez, o Cruzmaltino precisava de 3 pontos em uma das duas partidas para não correr risco algum de rebaixamento.

Com a possibilidade de título antecipado (em caso de vitória paranaense e tropeço santista), a torcida do Athletico estava eufórica… prometia invadir o Estádio de São Januário.

Um real

Eurico declarou guerra ao Athletico. Para garantir um São Januário pulsante com torcedores fanáticos incentivando o Cruzmaltino, o mandatário resolveu colocar os ingressos da partida por apenas um real, um valor simbólico. Ao mesmo tempo, torcedores do Athletico eram barrados antes de chegar ao estádio, com ônibus sendo impedidos de ir até o campo vascaíno.

Jogadores do Furacão relataram na época que a pressão era absurda na chegada ao estádio, com problemas nos vestiários e vandalismo contra o ônibus dos atletas. Em campo não parecia que os times estavam mais de 30 pontos distantes na tabela. O Vasco jogou o que não jogou em toda a competição.

A partida

Numa partida nervosa e pegada, digna de uma final, o zero teimava em se manter firme no marcador, até que, aos 21 minutos do segundo tempo, Petkovic cobrou uma falta pela ponta direita, próxima da grande área, com curva e grande altura, mas o zagueiro Henrique subiu mais do que todos e cabeceou para o delírio da apaixonada torcida vascaína.

Na outra partida, o Santos goleava o Grêmio por 5 a 1. Ou seja, o Peixe passava o Athletico em pontos e decidiria em casa, contra o mesmo Vasco, o título da competição.

Ao término do jogo, Eurico Miranda invadiu o campo e comemorou como se fosse campeão. Era uma vitória que livraria o Vasco do rebaixamento, mas era também um triunfo pessoal dele contra o desafeto Petraglia…

VASCO 1 X 0 ATLÉTICO-PR

Data-Hora: 12/12/2004, às 16h.

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (Fifa-PE)

Público: 14.540 pagantes

GOL: 21/2ºT Henrique (VAS)

VASCO: Éverton; Fabiano (20′/2ºT Gomes), Daniel e Henrique; Thiago Maciel (31′/2ºT Claudemir), Ygor, Coutinho, Júnior (Intervalo - Marco Brito), Petkovic e Diego; Anderson. Técnico: Joel Santana.

ATHLETICO: Diego; Marinho, Rogério Correia e Marcão; Raullen (14′/2ºT Pingo), Fabiano, Allan Bahia (25′/2ºT Morais), Fernandinho e Ivan (32′/2ºT Davi); Washington e Dênis Marques. Técnico: Levir Culpi.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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