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Cruzeiro e Grêmio decidiram a Copa do Brasil em 1993

Times tinham craques inesquecíveis do Brasil, um deles nos deixou mais cedo, o outro foi um dos maiores de todos os tempos e herói do penta

História em Campo|Ivan BelmudesOpens in new window

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O time tinha o craque Eder Aleixo, já no final de carreira e em breve teria o Ronaldo Fenômeno @Cruzeiro X

Cruzeiro e Grêmio se enfrentam neste sábado (18), às 20h30, com transmissão da RECORD para todo o Brasil. Mas, quando falamos desse clássico nacional, pensamos em grandes confrontos de mata-mata, com o ápice até agora sendo a final da Copa do Brasil de 1993 (primeira conquista do Cruzeiro, maior ganhador da competição).

Pois, como gosta e muito, o blog História em Campo viaja para a década de 1990, em que tudo aparenta ser superlativo e excêntrico no mundo contemporâneo, mas com aquele gostinho de nostalgia para quem viveu.


Craques

O ano de 1993 é especial para os amantes de futebol por dois craques que, curiosamente, não conquistaram o troféu nesta final.

No elenco do Cruzeiro estava o ainda jovem, franzino e com cabelo, Ronaldo, que seria um dos maiores craques da história do Brasil.


No lado do Grêmio, o camisa 10, que ficou sem essa taça, era nada mais, nada menos do que Dener, o jovem craque desequilibrante e mágico, que nos deixou precocemente no ano seguinte, em acidente automobilístico.

As campanhas

O Cruzeiro chegava para a final depois de passar por: Desportiva Ferroviária (ES), na primeira fase; Náutico, nas oitavas de final; São Paulo, nas quartas de final; e Vasco da Gama, nas semifinais.


Já o Grêmio passou por Sorriso (MT), na primeira fase; União Bandeirante (PR), nas oitavas de final; Palmeiras (nos pênaltis) pelas quartas de final e Flamengo, nas semifinais.

Notinha do editor: imagina a frustração de quem esperava um clássico Flamengo e Vasco na final...


A grande final

Depois de um triste 0 a 0 no Rio Grande do Sul, os times voltaram a se enfrentar para a derradeira partida em 30 de maio de 1993, com pouco mais de 70 mil pagantes no Mineirão, que acompanharam de perto a primeira conquista cruzeirense da Copa do Brasil.

O primeiro gol da partida foi uma lambança do goleirão gremista Eduardo Heuser. Roberto Gaúcho recebeu uma bola pela ponta esquerda do ataque, driblou o zagueiro com facilidade e bateu, do meio da rua. Eduardo, num gesto técnico infeliz, acabou aceitando um verdadeiro frango, logo no início do jogo (aos 11 da primeira etapa).

Aos 25 minutos da primeira etapa, o capitão gremista Pingo empatou o jogo, em um escanteio magistralmente cobrado pelo meio-campista Juninho. Mas a esperança gremista durou apenas até o intervalo; logo no primeiro lance do segundo tempo, o capitão cruzeirense Paulo Roberto cruzou na área e o artilheiro Cleisson, de cabeça, colocou números finais na decisão.

Cruzeiro 2 x 1 Grêmio

3 de junho de 1993 (quinta-feira)

Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Público: mais de 70.000 torcedores.

Gols: Roberto Gaúcho, 11′ do 1º tempo; Pingo, 25′ do 2º tempo; Cleisson, 20 segundos do 2º tempo.

Cruzeiro: Paulo César; Paulo Roberto Costa, Robson, Célio Lúcio e Nonato; Ademir, Rogério Lage (Luís Fernando), Cleisson e Boiadeiro; Roberto Gaúcho e Raimundo. Técnico: Pinheiro

Grêmio: Eduardo; Alfinete, Paulão, Agnaldo Liz e Itá; Pingo, Jamir, Dener e Caio; Gilson (Carlos Alberto) e Fabinho. Técnico: Sérgio Cosme

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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