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“Um pequeno batatal”, auxiliar do Palmeiras ironiza gramado de São Januário. Estreante, Renato Gaúcho comemora a virada do Vasco. E ataca. “Prefiro nosso campo que grama sintética.’

Palmeiras joga mal e toma virada do Vasco. Perde por 2 a 1, a liderança e reparte a culpa pelo péssimo futebol na sofrida grama de São Januário. Renato Gaúcho desfruta. “Não viramos contra qualquer equipe. Foi o Palmeiras’

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Vasco se aproveitou do recuo excessivo do Palmeiras. E virou o jogo Pedro Kirilos/Conteúdo Estadão

“Na televisão não dá para ver, mas por baixo do campo parece que plantaram batatas.

“O campo tem altos e baixos. Mas tudo bem, isso é o que é, o futebol raiz. Estamos em 2026 e algumas coisas não mudam.


“No segundo tempo, começou a chover e virou um pequeno batatal.”

João Martins, o auxiliar, que substituiu Abel Ferreira no comando do Palmeiras, reservou grande parte da culpa da derrota para o Vasco, ontem, ao gramado de São Januário. De verdade, péssimo.


“O campo do Vasco não é nota 10, mas é um bom campo. Mas eu prefiro jogar no campo do Vasco do que na grama sintética.

“Acho que o Palmeiras tem um grande treinador, me dou muito bem com ele. Tem vezes que as coisas não dão certos e não temos que procurar desculpas”, retrucou Renato Gaúcho.


A verdade é que o Palmeiras jogou mal, principalmente no segundo tempo, dando espaço para o Vasco articular seus ataques. E mereceu virar o jogo.

Flaco López fez o primeiro gol do jogo. Thiago Mendes e Cuiabano deram a vitória ao Vasco.


Renato Gaúcho, que fez sua estreia, celebrava a vitória. Ele foi contratado para tirar o Vasco do caminho para a zona de rebaixamento.

“Pelo momento que o Vasco estava atravessando e pelo lugar no Brasileirão, não adianta se desesperar, tem que começar a corrigir lá atrás. O que é corrigir lá atrás? É não dar tantas oportunidades para o adversário, entendeu?

“O Diniz tem o esquema de jogo dele, que eu respeito. Eu tenho uma outra forma de trabalhar, principalmente pelo momento que o Vasco estava passando.”

O técnico revelou seu plano de jogo, que deu muito certo.

“Na minha cabeça, era neutralizar a equipe do Palmeiras e, com a bola, jogar. Se você começa a dar muitas chances e muito espaço para a equipe do Palmeiras, é difícil.

“Então nós neutralizamos as jogadas do Palmeiras, tínhamos praticamente sempre um homem a mais no meio de campo.

“No segundo tempo, mesmo assim mudamos a equipe na parte tática, colocamos um meia e tiramos um volante. E, mesmo assim, a gente continuou pressionando e conseguiu essa vitória.”

O auxiliar João Martins confessou o óbvio. O Palmeiras não teve força física para competir com o Vasco. Por isso não conseguiu travar os ataques em bloco, ordenados por Renato Gaúcho.

Arias lutou. Mas Renato Gaúcho conseguiu travar os principais jogadores palmeirenses Cesar Greco/Palmeiras

O time venceu o Paulista no domingo à noite, em Mirassol. Jogadores comemoraram. O resultado foi a queda assustadora na segunda etapa. Situação que o Vasco se aproveitou.

“No segundo tempo, a equipe tentou. Se tivéssemos uma varinha mágica, teríamos feito as alterações no intervalo, não sabíamos que a equipe ia quebrar tanto.

“Entraríamos com duas ou três substituições, com mais energias. Foi isso que faltou.

“Falta de lucidez, e a parte física pesou muito.”

Sim, o Palmeiras demorou a trocar seus jogadores. Quando João Martins tentou agir, já era tarde. O Vasco estava confiante e encurralando o time paulista.

Renato Gaúcho foi contratado depois de três tentativas do presidente vascaíno, o ex-jogador Pedrinho, que aumentava a quantia de dinheiro oferecida a cada proposta. Ele aceitou quando ouviu que seu salário seria de R$ 1,7 milhão por mês.

João Martins seguiu inconformado com o gramado realmente péssimo. E lembrou que o rival ficou 11 dias se preparando para o confronto.

“Eu estava a torcer pelo Vasco no Campeonato Carioca para que o Vasco tivesse menos dias, como nós. Infelizmente, não conseguiu chegar à final, deu certo para outras equipes.

“Também foi igual no segundo tempo, uma equipe parada, a outra não. Não há milagres, mas infelizmente nós enfrentamos uma equipe com energia extra, mudou treinador e não jogava há 11 dias.

“Num campo pesadíssimo, parece que jogaram ontem neste campo e vamos continuar a falar de sintéticos. Enquanto a CBF não tomar uma atitude..”

Já Renato deixou escapar o motivo de sua contratação. Evitar que o Vasco seja rebaixado. E também mostrou o quanto os atletas estavam desgastados com as cobranças e a ameaça de o clube ir para a Segunda Divisão com Fernando Diniz.

“Quando terminou o jogo muitos jogadores se jogaram no chão exaustos. Às vezes não é só o cansaço físico, mas sim o psicológico.

“Não está tudo bem, vamos continuar tendo problemas, mas foi importante a vitória diante desse poderoso Palmeiras para elevar o moral e dar de presente para o torcedor.

“Hoje o torcedor vai para casa feliz porque viu a equipe se entregando. Já é alguma coisa estar fora do Z-4. Esse é o caminho...”

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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