Cosme Rímoli Titulares da Croácia correram mais 189 quilômetros e ficaram 135 minutos a mais em campo. Enorme vantagem física do Brasil, hoje

Titulares da Croácia correram mais 189 quilômetros e ficaram 135 minutos a mais em campo. Enorme vantagem física do Brasil, hoje

Embora os dois times sejam técnicos, talentosos, a Seleção de Tite tem grande vantagem física. Prorrogação contra o Japão e poupar jogadores contra Camarões desequilibraram o confronto. Ótimo para a Seleção

Modric assume que a Croácia está mais desgastada que o Brasil. Vantagem do time de Tite

Modric assume que a Croácia está mais desgastada que o Brasil. Vantagem do time de Tite

REUTERS/Dylan Martinez

Doha, Catar

O futebol deixou de ser decidido em mero acaso desde 1863, quando foi criado o impedimento.

Desde então foi se aprimorando e com os técnicos percebendo cada detalhe do jogo para ter vantagem diante do adversário.

159 anos depois, Tite, na competição mais elitizada do futebol, a Copa do Mundo, tem uma grande vantagem hoje, nas quartas-de-final contra a Croácia.

A fase do torneio que derrubou o Brasil em 2018 é toda favorável ao time nacional, aqui, no Catar.

Custou caro, a derrota para Camarões.

Mas hoje, o balanço físico é extremamente favorável aos brasileiros.

Na partida do meio-dia, horário de Brasília, o time titular de Tite entrará muito mais descansado que o de Zlatko Dalic.

Os números são espantosos.

Os croatas, que não puderam poupar seus atletas, como o Brasil fez com Camarões, e ainda tiveram de enfrentar a prorrogação contra o Japão, pelas oitavas, tiveram de correr 189 quilômetros a mais que o Brasil.

Em um torneio tão compacto, com jogos seguidos, de três em três dias, essa é uma vantagem enorme para o time de Tite.

Para aumentar a diferença, Neymar ficou fora dois jogos. Está ainda mais descansado.

Poupar os jogadores contra Camarões e a prorrogação diante do Japão fizeram que os croatas estivessem 135 minutos a mais em campo do que os brasileiros. Com toda a pressão que os jogos da Copa do Mundo exigem.

"Muita gente criticou o professor por poupar, mas muitos não entendem isso. É uma competição pesada e a gente mostrou essa intensidade alta de novo porque a gente foi poupado. Muitos criticam ele, agora é hora de elogiar um pouco", diz, rancoroso, Richarlison.

Coube ao auxiliar de Tite, Cléber Xavier, determinar claramente como o Brasil pretende vencer o jogo e levar a Seleção à semifinal da Copa.

"Nossa forma de dar ritmo não é só a posse  (de bola), fazer a bola circular mais rápido ou verticalizar, é também na agressividade de marcação. Um bom trio de meio onde passa o jogo da Croácia, vamos fazer a mesma marcação que fizemos contra outras seleções, forte. É o jeito que temos de jogar, temos que manter o nosso estilo."

Ou seja, o Brasil utilizará sem piedade sua maior força fisica, sua vitalidade para definir a partida.

Se possível, ainda no primeiro tempo.

Sem se dobrar ao toque de bola competente, mas lento, que tem como maior preocupação tirar a velocidade do jogo. É a única chance que os croatas têm de supreender.

Ele têm 18 jogadores que nunca disputaram uma Copa e seus principais atletas estão envelhecidos, como Modric, 37 anos, que disputa seu último Mundial.

"Há vantagens para o Brasil que o fazem favorito. É o melhor time da Copa. Mas nem todos favoritos foram campeõs do mundo. Temos confiança na nossa equipe. No nosso poder de superação. Vamos para essa partida confiante.

"Sabemos que tivemos de correr mais, eles jogaram com suplentes contra Camarões, nós tivemos a prorrogação contra o Japão. Mas estamos muito fortes porque sabemos da importância desse jogo. Nessa hora, o jogador se supera", aposta Modric

Terá de ser mesmo na superação.

Na fria lógica, o Brasil tem grande vantagem física.

Está muito mais descansado e pronto para impor um ritmo intenso ao jogo.

E, pelos planos de Tite, pode ser definido já no primeiro tempo.

A ordem é não deixar os croatas tocarem a bola com precisão e lentidão.

O Brasil vai partida para a velocidade e marcação por pressão.

Para acabar de vez com o fôlego dos europeus.

E ficar com a vaga para as semifinais o mais rápido possível.

Com menos desgaste que conseguir.

Além do talento, o físico explica o favoritismo brasileiro hoje...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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