Tite já corre perigo de demissão. Cruzeiro gastou R$ 250 milhões em reforços. E o time segue dando vexames. Há 13 anos, o clube não perdia por quatro gols de diferença
A equipe, recheada de estrelas, foi montada para ganhar a Libertadores. Mas está jogando exatamente como o Flamengo, em 2024, quando Tite foi demitido. Virou uma equipe apática, insegura e frágil na defesa. Assustadora a diferença do trabalho de Leonardo Jardim
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Acabaram os sorrisos fáceis de Pedro Lourenço.
Quem cobre o dia-a-dia na Toca da Raposa sabe que é um péssimo sinal.
O bilionário, dono da SAF do Cruzeiro, não está nem um pouco satisfeito com o desempenho do time sob o comando de Tite.
A goleada de ontem, por 4 a 0, para o Botafogo, irritou demais toda a cúpula cruzeirense.
Pela maneira que o time se comportou.
Passivo, apático, sem criatividade, preso a excesso de trocas inúteis de passes. E sem personalidade, a ponto de se abater, ficar entregue, depois que Danilo marcar. Tudo piorou de vez, quando Gerson se contundiu e deixou a partida.
A imprensa mineira não perdoa o desempenho de Tite, desde que ele foi contratado a peso de ouro.
São apenas seis jogos.
E ele já está profundamente questionado, criticado.
Contra o Botafogo, o estrelado Cruzeiro chegou a quatro derrotas: Pouso Alegre, Democrata, de Governador Valadares, o rival Atlético Mineiro já haviam celebrado triunfos sobre a equipe de Tite.
Só duas vitórias. Sobre os ‘poderosos’ Tombense e Uberlândia.
Vale lembrar que ele recebe R$ 2,5 milhões a cada 30 dias.
O comportamento de Tite, em frente ao banco de reservas, tem chamado a atenção. Nada de vibração.
Os conceitos táticos do Cruzeiro são previsíveis. Time estático, lembrando pebolim, com cada um na sua função. Apenas Matheus Pereira e Kaio Jorge com personalidade para não guardar posição.
Equipe espaçada, sem compactação, sem força de recomposição. Falta de ataques em bloco.
A saudade é imensa do trabalho do português Jardim.
As frases feitas, as desculpas de Tite, não têm o alcance que já tiveram, por exemplo, na Seleção.
“Estou tendo dificuldade em buscar de novo essa retomada de trabalho. Talvez até os próprios resultados tenham tirado a confiança de um momento ter o acerto, a efetividade. Talvez sim, uma coisa puxa a outra.
“Essa falta de ritmo, gerando uma finesse melhor e um acabamento melhor, transformar em gol. Uma coisa associada à outra.”
Palavras difíceis para o torcedor comum, conceitos gerais, sem se aprofundar em nada. As frases de Tite estão sendo dissecadas pela imprensa mineira. E rejeitadas.
Ninguém está questionando o fato dele voltar a trabalhar depois do ataque de ansiedade, que enfrentou em 2025. E que o obrigou a um período de tratamento intenso.
O Cruzeiro é o primeiro trabalho desde a crise.
E seu comportamento em campo tem chamado a atenção. Pela passividade diante do fraquíssimo futebol mostrado por seus caríssimos jogadores.
São apenas seis partidas, mas a desilusão é tanta que já há quem defenda a demissão.
O desejo do Cruzeiro em 2026 é alto.
Vencer a Libertadores.
E disputar o Mundial de Clubes.
A cúpula já gastou mais de 40% neste início de ano do que investiu em todo 2025. O planejamento era buscar peças específicas, que faltavam para deixar o time muito mais competitivo.
Capaz de enfrentar, para ganhar, o Flamengo e o Palmeiras, os elencos mais fortes da América do Sul.
Só que, por enquanto, está dando tudo errado.
Está assustador o desempenho do Cruzeiro.
Tenso, diante da forte cobrança da imprensa mineira, já que o clube celeste não perdia por diferença de quatro gols há 13 anos, ele teve de admitir que errou.
“Talvez, o erro maior nas reflexões agora que estou observando, foi estratégia, que eu entendi ser a mais importante, de preservação da equipe para retomar ritmo. A retomada de ritmo dela é o mais importante.
“Poderia ter jogado mais jogos mesmo correndo risco maior de lesão. A equipe podia ter jogado mais jogos, ia estar mais ritmada para apressar o processo de voltar a ter um comportamento e um ritmo melhor tal qual ano passado.”
Tite tem o benefício de ser o início do ano.
Mas enfrenta a impaciência e a desilusão dos dirigentes cruzeirenses.
Eles sabem que pagam o segundo maior salário de todo o futebol brasileiro. Só Abel Ferreira recebe mais.
E exigem resposta o mais rápido possível.
A diferença da confusa proposta tática de Tite e do futebol vibrante de Leonardo Jardim é gritante.
As consequências para o ex-técnico da Seleção podem vir mais rápidas do que ele imagina.
Não haverá a mesma paciência que o Flamengo teve.
O próprio técnico já sentiu as cobranças...















