Cosme Rímoli Tenso, Ceni foi cobrado por seus erros. Pressão no Fla já é forte

Tenso, Ceni foi cobrado por seus erros. Pressão no Fla já é forte

Eliminação da Libertadores já tem consequências. Ceni foi muito cobrado por seus erros. Sair da principal competição de 2020 pesa demais na Gávea

  • Cosme Rímoli | Do R7

Rogério Ceni tentou desviar o foco de seus erros. Mas sentiu a pressão da eliminação

Rogério Ceni tentou desviar o foco de seus erros. Mas sentiu a pressão da eliminação

Alexandre Vidal/Flamengo

São Paulo, Brasil

"Se o resultado nos pênaltis tivesse sido diferente, seríamos tratados como heróis, como não conseguimos temos que dar explicações."

Rogério Ceni demonstrou o quanto estava perdido, após a eliminação do Flamengo da Libertadores, em plena oitavas-de-final.

Diante de um adversário com elenco muito mais fraco, o Racing.

Jamais ele ou seus jogadores seriam 'tratados como heróis', por eliminarem uma equipe com menor potencial, em casa, no Maracanã.

Tenso pela segunda eliminação em três semanas, com o melhor elenco do país, Ceni tentava ironizar a imprensa, desviar o foco de suas falhas. 

Da bobagem que fez tirando Arrascaeta e Everton Ribeiro do jogo.

"Reforçamos o meio (com a entrada de João Gomes) abrindo o Vitinho e Bruno, com Pedro centralizado.

"Se fazia necessária a velocidade pelos lados, por mais qualidade que eles (Everton e Arrascaeta) tenham", tentava explicar.

Mas não era verdade.

Não se 'fazia necessária a velocidade pelos lados'. Não sem ter quem tenha capacidade de fazer a bola chegar nestes velocistas. Por isso, tirar Arrascaeta e Everton Ribeiro foi algo inaceitável. E que prejudicou demais o Flamengo.

O treinador também falou sobre seu erro de deixar Pedro apenas para o final do jogo.

"O Pedro não tinha condições de jogar 90 minutos. Avaliamos que 30 minutos era o que poderia entregar de melhor para gente. Pedro vinha de lesão, treinou apenas dois dias com a gente e não tinha condições de jogar uma partida inteira. Seguramos o máximo que deu para colocá-lo", confirmou.

Mas Ceni teve de reconhecer o enorme prejuízo financeiro que mais esta eliminação, sob seu comando, deu ao Flamengo.

"O peso é gigantesco. A Libertadores tem um maior significado. Não há como mensurar prejuízo financeiro e de confiança. Temos de tentar seguir trabalhando firme para buscar o título que falta. O Brasileiro", dizia, buscando mudar rapidamente o foco da sua entrevista, que era explicar a precoce, caótica eliminação da competição mais importante para o Flamengo em 2020. 

O treinador sentiu a forte cobrança.

E mesmo com apenas três semanas de trabalho, sua eficiência comandando um gigante como o Flamengo já passa a ser questionada.

"Acredito que posso continuar fazendo meu melhor todos os dias. É o que me predispus a fazer quando vim para cá. Trabalhar para fazer com que o time possa pressionar mais, ter mais quilometragem no jogo, melhorar parte tática e técnica. Só não posso controlar o resultado. Isso não é possível da parte de ninguém.

"Sei da minha dedicação nos meus últimos 21 dias. Trabalhei de 12 a 14 horas por dia, tentando pensar e realizar treinos para que esse time melhore cada vez mais sua intensidade. Só tenho coisas boas para falar dos atletas. É uma oportunidade fantástica na vida, infelizmente a Libertadores fica para trás."

A verdade é que Ceni já está pressionado.

Ou ele consegue a reação de forma imediata, fazendo uma grande campanha no Brasileiro, ou seu futuro na Gávea pode ser curto.

De nada adianta trabalhar tanto sem resultado.

Sem eficiência.

A eliminação do Flamengo desta Libertadores, diante do Racing, em pleno Maracanã, é muito pesada.

Ceni merece ser questionado...

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