Cosme Rímoli Tensão no Atlético. A cobrança para o time de R$ 180 milhões ganhar o Brasileiro e a Copa do Brasil

Tensão no Atlético. A cobrança para o time de R$ 180 milhões ganhar o Brasileiro e a Copa do Brasil

As feridas emocionais da eliminação da Libertadores não foram curadas. Tensão desmedida após a derrota contra o Atlético Goianiense. O time voltou de madrugada, já treinou para enfrentar o Fortaleza. Psicológico à prova

  • Cosme Rímoli | Do R7

A pressão no Atlético, clube que gastou R$ 180 milhões, para ganhar um título é maior que o normal

A pressão no Atlético, clube que gastou R$ 180 milhões, para ganhar um título é maior que o normal

Heber Gomes/Brasileirão Assaí

São Paulo, Brasil

A pressão é enorme no Atlético Mineiro.

Desmedida mesmo para um grande clube.

O plano em 2021 foi simples.

Seus mecenas investiram mais de R$ 180 milhões.

Para conquistar um título de grande repercussão. Para brigar por mais dinheiro nas transmissões de seus jogos, atrair patrocinadores, sócios-torcedores, buscar mais arrecadação. Fidelizar os atleticanos à arena MRV, com capacidade para 46 mil pessoas. 

A inauguração deve acontecer no primeiro trimestre de 2023.

Cuca, campeão da Libertadores de 2013, não voltou à toa. Retornou para comandar o elenco mais caro do país, uma seleção sul-americana. A meta era ambiciosa, a Libertadores. Escorregou nas semifinais, depois de empatar com o Palmeiras, no Mineirão. Deixou a competição sem derrotas, de forma invicta.

Há o Brasileiro e a Copa do Brasil. 

A cobrança é tão forte que bastou a derrota ontem, de forma injusta, para o Atlético Goianiense, por 2 a 1, que as críticas à equipe, às escolhas de Cuca, vieram à tona na imprensa mineira. 

Isso porque o time estava sem perder há 18 partidas, faltava uma para completar um turno. E é líder do Brasileiro, com dez pontos a mais que o Flamengo.

E também é semifinalista da Copa do Brasil. Jogará na quarta-feira, no Mineirão, contra o Fortaleza, a primeira partida para decidir qual time chegarà à decisão contra o vencedor de Flamengo e Athletico.

O preço dos ingressos merece a cobrança rígida dos torcedores: entre R$ 105,00 e R$ 500,00.

O clube só venceu uma vez a disputa, em 2016.

O único Brasileiro foi há 50 anos.

As decepções são muitas. Se acumularam no decorrer dos anos. Daí a pressão sobre Cuca e seus jogadores.

Qualquer derrota tem um peso muito maior do que deveria.

A tensão era enorme ontem na entrevista de Cuca, já que os três pontos diante do Atlético Goianiense, adversário muito mais fraco, eram quase obrigatórios.

"Não me parece momento de críticas, estamos fortes e preparados para o que a temporada irá nos mostrar em breve", disse o argentino Nacho Fernández, sentindo o tom de cobrança na coletiva após a derrota de ontem.

A distância entre o Atlético, líder do Brasileiro, e o Flamengo, caiu de 11 para dez pontos. Faltando 12 jogos para o time mineiro e 14 para o carioca. Inclusive o confronto direto.

Cuca, um tanto precipitado, tratou de antecipar o retorno a Belo Horizonte. De forma incomum, com o elenco voltando de Goiânia na madrugada de hoje. Para treinar hoje.

Ele sabe que seu time é mais do que favorito na quarta-feira. E que precisa vencer para seguir com o apoio da torcida e da mídia mineira, que são muito exigentes. 

O Atlético se programou para vencer, no mínimo, um título nacional nesta temporada.

Dentro e fora de campo.

O executivo Rodrigo Caetano, que foi acusado de chutar a porta do VAR na partida contra o Santos, na semana passada, no Mineirão, ontem, reclamou da arbitragem em Goiânia. 

Ele fala porque pode ser suspenso, que não fará falta dentro do campo.

Suas palavras têm força e funcionam como uma maneira de pressionar os árbitros dos próximos jogos do Atlético. Velha estratégia utilizada nos clubes de todo o país.

Enquanto isso, o principal mecenas, Rubens Menin, acompanha tudo de perto. E quer resultados. Assim como a torcida, os jornalistas.

Não aceitam a possibilidade de o clube, como já aconteceu algumas vezes, largar na frente. E depois deixar vários títulos escapar.

Daí a importância dos líderes do elenco, como Hulk, Diego Costa, Rever, Nacho Fernández. Eles estão tentando acalmar o restante do time, passar confiança para essa arrancada final de 2021.

Cuca não se pôs à frente da derrota diante do Atlético Goianiense à toa. Ele precisa de seus jogadores tranquilos. Chegou a hora das decisões para o time de R$ 180 milhões.

A cobrança será fortíssima.

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