‘Tenho meus medos. Tenho pontos fracos. Para eu ser feliz, só preciso que o Palmeiras ganhe.’ Abel Ferreira, o técnico mais vitorioso da história verde
Após vencer ontem o Paulista, o treinador português mostrou seu lado humano para a RECORD. Com a vitória sobre o Novorizontino, Abel chegou ao 11º título, em cinco anos. Esse é o período mais vencedor do Palmeiras

“Eu tenho medos, pontos fracos, sou normal, gosto de comer com a mão, andar descalço…
“E quando vocês olham para mim, acham que eu tenho que ser exemplo em tudo. Eu quero ser só uma pessoa normal, viver a minha vida do meu jeito, bem simples, comer o meu feijão com arroz, com a farofa, que aprendi a gostar.
“Se for com ovos, ainda melhor. Se for com picanha, ótimo. Se não for, também tá tudo certo.
“Para ser feliz, não preciso de muita coisa, preciso que o Palmeiras ganhe.”
Abel Ferreira deu essa declaração ontem, ao programa Esporte Record.
Ele acabava de comemorar seu 11º título. Se tornou o treinador mais vencedor da história palmeirense.
Em um gramado encharcado, veio a vitória sobre o Novorizontino, sensação paulista, por 2 a 1, gols de Murilo e Vitor Roque. Matheus Bianqui descontou. O Palmeiras acabou com a invencibilidade do time interiorano, sensação do campeonato, na sua casa. E conquistou o título estadual.
“Estava com abstinência de títulos”, brincou Leila Pereira, pelo clube passar 2025 sem conquistas.

Abel Ferreira deixou escapar um lado muito mais humano falando para a RECORD.
Mas, ao dar entrevistas para outras emissoras, voltou o velho rancor vingativo.
“Esse ano mesmo (tivemos críticas). Quando perdemos de 4 a 0 aqui, parecia o fim do mundo, mas fim do mundo para quem?
“Imprensa? Torcida? Quando jogamos juntos, a torcida, organizadas, o time, somos muito mais fortes.
“Não precisamos ir para o ano passado, neste ano mesmo. Nós mantemos sempre o caminho, precisamos jogar juntos por um bem maior do que nós.”

Abel estava especialmente feliz com a conquista. Ele correu e deslizou no gramado de joelho, celebrando o título. E, sem falsa modéstia, elogiou seu trabalho. Mesmo no ano passado, quando o clube gastou mais de R$ 700 milhões e não venceu títulos.
“Se tiver em conta só a análise dos títulos, tenho que concordar contigo, ano passado não ganhamos nenhum.
“Mas se valer a consistência do trabalho, consistência da equipe, competitividade, tenho que te dizer que fomos a equipe mais consistente ao longo dos últimos anos.
“Eu não posso prometer títulos, porque do outro lado também tem equipes com qualidade, grandes treinadores.
“Não posso desvalorizar o trabalho que foi feito no ano passado, no Paulistão, não posso desvalorizar a Libertadores do ano passado.”
Abel apelou até para a culinária para explicar as derrotas de 2027. Misturou pudim com torresmo.
“Não tem como, era um cartão vermelho que deveria ter sido dado e não deu, embora a nossa presidente não goste que falem nisso.
“De fato, a nossa performance teria que ter sido melhor, mas está lá, tudo certo, ficamos em segundo. Agora, chegar no final do ano e dizer que o ano é ruim, lamento quem pensa assim.
“Costumo dizer que nos últimos anos fomos altamente consistentes, altamente resilientes, tivemos noites mágicas.
“Vamos ganhar e perder, o futebol é como a vida, não é só comer pudim, às vezes vamos comer um torresmo. Não é por isso que somos melhores ou piores, a nossa consistência é essa. É uma atitude de não desistir, ser resiliente.”
Leila Pereira estava também muito empolgada, com o título paulista.
A dirigente segue firme, desejando um terceiro mandato. Ela tem maciço apoio dos conselheiros e sócios do Palmeiras. Leila quer seguir até 2030. E sonha com a permanência de Abel Ferreira.
O treinador, a princípio, não quer. Só que as conquistas vão se empilhando. E seu salário aumentando.
E 90% dos atletas que realmente queria foram contratados.

Abel era só empolgação com seus jogadores.
“O Palmeiras se tornou a minha casa. E eu quero deixar o ambiente cada vez melhor com todas as conquistas que eu puder colaborar”, disse, sereno, após o jogo.
O português chegou à quarta conquista de Campeonato Paulista. Antes já havia vencido duas Libertadores, dois Brasileiros, Recopa Sul-Americana, a Copa do Brasil e a Supercopa do Brasil.
“Vamos lutar muito para conquistar os campeonatos que disputaremos esta temporada”, promete o treinador.
Restam o Brasileiro, a Libertadores e a Copa do Brasil.
Será que alguém ainda duvida de Abel Ferreira?
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