Cosme Rímoli Santos demite seu 12º técnico em seis anos. O problema é não assumir o difícil presente. E se cobrar como bicampeão do mundo

Santos demite seu 12º técnico em seis anos. O problema é não assumir o difícil presente. E se cobrar como bicampeão do mundo

A dívida do Santos ultrapassa os R$ 400 milhões. Os elencos são cada vez mais fracos. Os treinadores são trocados sem piedade. Parece que será necessário um rebaixamento para o clube se enxergar em 2022

  • Cosme Rímoli | Do R7

Bustos foi o 12º técnico em seis anos. O problema do Santos não é treinador. É mais profundo

Bustos foi o 12º técnico em seis anos. O problema do Santos não é treinador. É mais profundo

Santos

São Paulo, Brasil

O último título santista foi em 2016.

O Campeonato Paulista.

Nos últimos seis anos, só desilusão.

E dívidas que se acumulam, graças às péssimas gestões.

Atualmente, elas passam dos R$ 400 milhões.

Sem dinheiro para montar grandes elencos, virou um moedor de treinadores.

Levir Culpi, Elano, Jair Ventura, Serginho Chulapa, Cuca, Jorge Sampaoli, Jesualdo Ferreira, Marcelo Fernandes, Ariel Holan, Fernando Diniz, Fábio Carille. E hoje, o demitido, Fabián Bustos.

O argentino havia chegado no último dia de fevereiro.

A gota d'água foi a ridícula desclassificação da Copa Sul-Americana pelo Deportivo Táchira, em plena Vila Belmiro. Pela primeira vez, em uma competição internacional, um clube brasileiro é eliminado por um venezuelano.

O grande problema do grande Santos bicampeão mundial, berço de Pelé e Neymar, é não se assumir como um clube com graves problemas financeiros.

Com um estádio ultrapassado, com elencos fracos, sem patrocinadores fortes, mas conselheiros orgulhosos demais para entenderem, enxergarem as dificuldades.

O Santos não é mais o bicampeão mundial.

O clube ficou para trás.

Estagnou. Não há planejamento para crescer.

A saída seria apelar para o passado, porque o Santos segue sendo um dos clubes brasileiros mais conhecidos no Exterior, e buscar um investidor, disposto a assumir uma SAF.

E modernizar o clube, buscar recursos para nova arena, valorizar com grandes jogadores a camisa marcante que já foi vestida por Pelé e Neymar.

Enquanto isso não acontecer, as decepções irão se acumular.

O problema, os dirigentes sabem, não está no cargo de treinador.

12 técnicos desde 2016 já deveriam ter mostrado que a questão é bem mais grave.

Mas enquanto o Santos sonhar com o passado, não vai enxergar o presente.

Ou será que é preciso um rebaixamento para as coisas mudarem na Vila Belmiro?

Infelizmente este parece ser o caminho...

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