Cosme Rímoli Primeiro vexame do calendário de 2024. Confusa, CBF não consegue marcar local da final da Supercopa. Entre Palmeiras e São Paulo

Primeiro vexame do calendário de 2024. Confusa, CBF não consegue marcar local da final da Supercopa. Entre Palmeiras e São Paulo

Rivais se juntam para pressionar a CBF sobre definição do local da final da Supercopa. São Paulo foi vetada. Rio e Brasília não querem. Uberlândia deseja, mas viagem é desgastante. Desacerto é o primeiro vexame de 2024

  • Cosme Rímoli | Do R7

Abel Ferreira sabe da importância da conquista da Supercopa. Ainda mais contra o grande rival paulista

Abel Ferreira sabe da importância da conquista da Supercopa. Ainda mais contra o grande rival paulista

GUILHERME VEIGA/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDO - 11.06.2023

São Paulo, Brasil

Caio Paulista é 'uma coisa'.

R$ 10 milhões livres em premiação, conquista do primeiro título de 2024, jogando com o apoio de seus torcedores, no melhor gramado e com menos desgaste possível, é 'outra coisa'.

Mesmo magoados pela ida de Caio Paulista para o rival, os dirigentes do São Paulo negociam com os do Palmeiras, junto à CBF, o melhor lugar para a disputa da Supercopa do Brasil.

Em um jogo só, o campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil, de 2023, se enfrentarão no dia 3 de fevereiro, sábado.

O atraso na definição é o primeiro vexame no calendário de 2024.

Tudo já deveria estar fechado há meses.

Ou, no mínimo, antes de os elencos saírem de férias.

O óbvio foi tentado.

O clássico paulista ser disputado em São Paulo, com torcidas divididas.

Mas o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública exigem que os jogos entre dois grandes paulistas só tenham 'torcida única'. Por conta da violência e não vão recuar, na postura que assumiram desde 2016.

Ao contrário do que aconteceu em 2022, o estádio Mané Garrincha, em Brasília, está vetado. Porque haverá o 'Carnaval do Mané'. Shows de Psirico, Se Joga, Dennis e Nattan, já estão confirmados para o sábado, dia 3 de fevereiro. Com ingressos já vendidos.

As direções de Palmeiras e São Paulo pediram, de forma unida, para a CBF, que o palco do confronto fosse no Maracanã.

No entanto, o consórcio que administra o estádio quer preservar o gramado entre o mês de janeiro e a primeira semana de fevereiro. 

O jogo inicial de 2024, a princípio, seria o clássico entre Flamengo e Botafogo, pelo Carioca, dia 8 de fevereiro, na quinta-feira.

O último jogo no estádio carioca, em 2023, será amanhã. A partida entre as Estrelas, organizada por Zico.

Não há entusiasmo pelo consórcio em liberar o estádio para a final da Supercopa do Brasil. Porque, se em 40 dias o gramado não estiver recuperado, o prazo para a liberação passará à segunda quinzena de fevereiro. Há essa possibilidade.

Quem surge por fora é a prefeitura de Uberlândia, oferecendo o estádio municipal do Sabiá.

E pagando R$ 6 milhões e mais passagens, hospedagem à CBF.

Mesma proposta que o grupo Metrópoles fez para a final da Supercopa do Brasil em Brasília, no ano passado.

O entrave está na transmissão da Globo. Há muito mais recursos no Maracanã e na Capital do Brasil. 

As diretorias dos dois clubes paulistas também queriam um deslocamento menor. Para evitar desgastes.

Piorando a situação, o presidente interino da CBF, o interventor José Perdiz de Jesus, tem se mostrado indeciso, submetido à muita pressão, sobre o local da primeira decisão de 2024, fazendo os clubes perderem tempo de planejamento.

Dirigentes palmeirenses e são paulinos têm se mostrado unidos ao exigirem o mais rápido possível a escolha.

Abel Ferreira sabe o quanto foi importante para o seu time ser campeão logo no início desta temporada, vencendo o Flamengo, em Brasília.

Dorival Junior quer o título, para dar confiança ao elenco do clube que voltará a disputar a Libertadores, prioridade em 2024, depois de ficar três anos fora da competição.

Abel e Dorival vão poupar atletas no início do Paulista para a decisão da Supercopa.

Eles pressionam as diretorias dos seus clubes.

Querem a definição do local o mais rápido possível, por conta da programação.

São Paulo e Palmeiras pressionam a CBF.

A definição já deveria ter acontecido há meses.

Em 2023, o título da Supercopa valeu R$ 10 milhões, livres, ao Palmeiras.

E R$ 5 milhões ao derrotado Flamengo...

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