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Pedro? Que Pedro? Bruno Henrique e Gabigol dão a vitória ao Flamengo contra o Olimpia. E acabam com a crise

O Flamengo dependeu de sua dupla de atacantes mais efetiva. Bruno Henrique marcou depois de assistência perfeita de Gabigol. Vitória contra o fechado Olimpia por 1 a 0, pelas oitavas da Libertadores. Pedro? Que Pedro?

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Bruno Henrique e Gabigol. A dupla desequilibrou mais uma partida. Pedro? Quem é Pedro?
Bruno Henrique e Gabigol. A dupla desequilibrou mais uma partida. Pedro? Quem é Pedro? Bruno Henrique e Gabigol. A dupla desequilibrou mais uma partida. Pedro? Quem é Pedro?

São Paulo, Brasil

Pedro?

Que Pedro?

O Flamengo usou a sua velha e letal arma para vencer uma partida difícil, amarrada, travada, no Maracanã.

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A mesma que garantiu 102 vitórias, 39 empates e 34 derrotas.

E foi responsável por 167 gols!

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A dupla Gabigol e Bruno Henrique.

Aos dois minutos do segundo tempo, uma alteração inteligente de Jorge Sampaoli conseguiu destravar a retranca impiedosa montada por Arce.

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Fora da área, Gabigol levantou, como já fez inúmeras vezes, a bola por trás da zaga, de onde surgiu, como um raio, Bruno Henrique cabeceando com consciência, sem chance para o ótimo goleiro Espínola. 

Gol importantíssimo e que definiu a vitória sofrida do Flamengo, com direito a ver seu travessão balançar duas vezes, contra o Olimpia, na primeira partida das oitavas de final da Libertadores

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Com a vitória por 1 a 0, o Flamengo poderá até empatar no Paraguai, na próxima quinta-feira, que ficará com a vaga para as quartas.

"Esse passe que ele traz para fora e acha por dentro não é novidade para ninguém. Ele consegue botar a bola onde eu gosto, e eu, com a minha impulsão, também consigo me sobressair ali. É uma parceria de longa data", comemorava Bruno Henrique.

Uma dupla que começou de forma discreta no Santos, mas explodiu no Flamengo, quando se encontraram, em 2019. 

A comemoração de Bruno Henrique. Jogada mais do que decorada. Mas quase impossível de marcar
A comemoração de Bruno Henrique. Jogada mais do que decorada. Mas quase impossível de marcar A comemoração de Bruno Henrique. Jogada mais do que decorada. Mas quase impossível de marcar

Os dois se entendem pelo olhar. E Sampaoli sabe disso. O treinador argentino estava ansioso para Bruno Henrique voltar de contusão e formar a dupla novamente. 

Para o técnico, Pedro é reserva, e ponto-final. Se é um suplente caro, o problema é do Flamengo.

Há uma série de problemas que envolve a relação entre o atacante e o treinador.

Sampaoli trata muito mal os reservas. Ele acredita que não tem "tempo a perder" com quem não é titular, com quem não vai lutar para resolver os jogos.

Pedro é um jogador que, se atuasse em qualquer outra equipe do Brasil, seria titular. E em inúmeros times médios da Europa. Que perdeu a Olimpíada por conta da direção do Flamengo, que impediu sua apresentação em Tóquio. Que quase não foi para a Copa, já que era mero frequentador do banco, só foi porque Dorival Jr. encontrou uma maneira para que atuasse com Gabigol. Mas um detalhe passou despercebido: Bruno Henrique estava machucado.

Ou seja, atleta extremamente magoado, já que havia voltado a ser reserva, desde que Sampaoli assumiu o Flamengo. 

E tudo ficou insuportável com a reação de Pedro, que não quis continuar aquecendo no sábado, ao perceber que não entraria na partida contra o Atlético Mineiro. Vieram os três tapinhas na cara e o soco fortíssimo do preparador físico e amigo há anos de Sampaoli, Pablo Fernández, que custou a barulhenta demissão. Com direito a boletim de ocorrência por agressão na polícia de Minas Gerais.

Pedro foi suspenso pela diretoria do jogo contra o Olimpia e multado em 10% dos salários, por não querer fazer aquecimento e faltar ao treino de segunda-feira. Na terça-feira, ele estava lá e foi tratado com total indiferença por Sampaoli. 

Veio o jogo ontem. 

E, de novo, a dupla preferida do técnico argentino no ataque rubro-negro. Gabigol e Bruno Henrique. Eles eram os focos de marcação do time paraguaio, que sonhava com um 0 a 0.

Arrascaeta, encaixotado, muito bem marcado. O meia uruguaio não conseguiu se sobressair
Arrascaeta, encaixotado, muito bem marcado. O meia uruguaio não conseguiu se sobressair Arrascaeta, encaixotado, muito bem marcado. O meia uruguaio não conseguiu se sobressair

Com um sistema que lembrava a distribuição fixa, posicional, de uma mesa de pebolim, 5-4-1, o Olimpia conseguia encaixotar Arrascaeta e travava os desafogos Wesley e Ayrton Lucas. E ainda abusava de "faltas táticas" e cera, para evitar a fluência do jogo e irritar os brasileiros.

No primeiro tempo, Gabigol estava mais adiantado e Bruno Henrique, aberto na lateral, como ponta-esquerda. Não dava certo. A marcação forte havia decorado os passos da dupla.

Foi preciso que, no intervalo, Sampaoli agisse.

Ele fez com que Bruno Henrique virasse o "centroavante" que Gabigol tanto detesta. O midiático jogador foi liberado para atuar nas intermediárias. E Gerson virou o homem de referência pela esquerda.

Os defensores do Olimpia ainda procuravam entender a movimentação quando o Flamengo conseguiu o seu suado e desejado gol.

Aos dois minutos, na intermediária, pela direita, Gabigol estava com a bola dominada. Já sabia qual seria a movimentação de Bruno Henrique e lançou a bola atrás do truculento Ramaña. O parceiro rubro-negro flutuou e marcou o gol de cabeça.

Pedro teve de treinar sozinho. Diretoria o suspendeu do jogo de hoje. O desgaste com o atacante é real
Pedro teve de treinar sozinho. Diretoria o suspendeu do jogo de hoje. O desgaste com o atacante é real Pedro teve de treinar sozinho. Diretoria o suspendeu do jogo de hoje. O desgaste com o atacante é real

Na comemoração, Bruno Henrique foi até Sampaoli e o acarinhou. Estava claro de que lado o atacante estava, sem se importar com Pedro.

Arce sabia que a derrota por um gol de diferença, em pleno Maracanã, estaria de bom tamanho para o Olimpia e manteve seu time atrás. As duas bolas no travessão de Matheus Cunha foram em lances isolados. A estrutura tática dos times não se alterou, com o Flamengo atacando e os paraguaios se defendendo.

No fim da partida, Sampaoli deixou claro que a mágoa entre ele e Pedro continua, só não quis expor de modo explícito.

"Jamais falaria [mal] de um jogador meu. Pedro não jogou hoje porque o clube determinou uma suspensão, amanhã será parte do grupo e, se estiver em condições, poderá jogar ou não no domingo. 

"Todas as pessoas que trabalham comigo no Flamengo são minhas pessoas. Eu tenho que proteger o Pedro e resolver toda situação da porta para dentro."

Sampaoli sabe o peso do resultado no futebol.

E insistiu em falar sobre a vitória sobre o Olimpia, deixando Pedro de lado, mesmo com insistentes perguntas sobre o tema.

Até Bruno Henrique, sempre generoso com os companheiros, aceitou falar. 

Mas em nenhum momento citou o nome Pedro.

"Foi lamentável [o que aconteceu]. O Flamengo é um grande exemplo no futebol, não poderia ter acontecido. Poderia ter acontecido com qualquer um. A gente está focado em fazer o melhor. É ter a cabeça no lugar. A semana foi triste e conturbada, mas nada tirou o foco. Temos de seguir em frente para conquistar os nossos objetivos."

No Maracanã, ontem, o Flamengo chegou ao recorde na Libertadores, com 13 vitórias seguidas como mandante, e Pedro era um nome esquecido.

Todos celebravam a dupla de atacantes titular de Sampaoli.

E que decidiu mais um jogo.

Gabigol e Bruno Henrique.

Pedro?

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