Palmeiras não enfrenta Pelé, que nega Mundial, em 51. Respeito...

Provocou ira a declaração de Pelé, que o clube não tem Mundial. Conselheiros queriam contestar seus 1.283 gols. Galiotte exigiu silêncio. Por respeito

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Em 2008, Pelé fez publicidade para a Nestlé, com a camisa do Palmeiras

Em 2008, Pelé fez publicidade para a Nestlé, com a camisa do Palmeiras

Divulgação/Nestlé

São Paulo, Brasil

Como um dos líderes dos clubes brasileiros para o reajuste do calendário e redução dos salários dos jogadores, caso a pandemia do coronavírus continue, o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte evitou, de propósito, comprar briga com Pelé.

"Apesar da provocação, o presidente Galiotte mostrou respeito por tudo que Pelé significa para o futebol brasileiro, no planeta. Não levou a sério. Quem estava vivo na época sabe que foi Mundial. Vida que segue", disse ao blog, um dos conselheiros que sustentam Galiotte no cargo.

Mas Pelé levou desconforto ao Palmeiras, tanto quanto fazia em campo.

Na semana passada, deu entrevista à CNN/Brasil.

Tocou em uma ferida aberta no Palestra Itália.

"O título foi dado ao Palmeiras.

"Mas não foi um campeonato mundial.

"Foi um torneio que deram ênfase de Mundial, mas não é o mesmo Mundial que a seleção (brasileira) e o Santos ganharam.

"Não foi um torneio mundial."

Palmeiras impediu que Pelé  fosse 12 vezes campeão paulista, em seguida

Palmeiras impediu que Pelé fosse 12 vezes campeão paulista, em seguida

Reprodução/Twitter

A entrevista repercutiu.

Conselheiros revoltados queriam a resposta de Galiotte.

Inclusive, alguns queriam 'desmistificar' os 1.283 gols que marcou. Lembrar que vários deles foram em amistosos, combinados e até por 'times'do Exército Brasileiro. Mesmo assim, contabilizados.

Mas a decisão foi o silêncio.

O respeito de Galiotte por Pelé se impôs.

Pela relevância do maior jogador de todos os tempos.

E também por sua idade, 79 anos.

Sua condição física, precisando de andador ou cadeira de rodas para se locomover.

Conselheiros mais antigos lembram que o Palmeiras foi o grande 'espinho' na vida do Santos, de Pelé.

Jornais da época: campeão mundial

Jornais da época: campeão mundial

Reprodução/Twitter

Interrompeu por três vezes as conquista seguidas de títulos paulistas: em 1959, 1963 e 1966. 

Se não fosse o clube de origem italiana, o Santos, com Pelé no auge, teria conquistado 12 títulos paulistas em seguida.

12 vezes...

Porque venceu em 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969.

Mas mesmo assim, o eterno camisa 10 se impôs ao rival alviverde.

Ao longo de 57 partidas, com ele em campo, o Santos venceu 28 jogos e o Palmeiras, 17, com 12 empates.

Dos 110 gols que os santistas marcaram nestes confrontos, Pelé fez nada menos do que 33.

No Palestra Itália, no entando, Galiotte e seus companheiros de diretoria seguem convictos.

O 'troco' dos conselheiros

O 'troco' dos conselheiros

Reprodução/Twitter

Para eles, o Palmeiras foi campeão mundial em 1951, vencendo a Taça Rio.

Ganhou o título antes da Seleção Brasileira.

E do maravilhoso Santos de Pelé...