Cosme Rímoli Na guerra pela Libertadores, Mancini não quer o caríssimo Luan

Na guerra pela Libertadores, Mancini não quer o caríssimo Luan

Treinador precisa de time vibrante nos quatro últimos jogos do Brasileiro. Luan seguirá como caríssimo reserva. Por isso, clube quer negociá-lo

  • Cosme Rímoli | Do R7

Luan. Investimento de R$ 23 milhões. E R$ 650 mil por mês. Reserva fixo de Mancini

Luan. Investimento de R$ 23 milhões. E R$ 650 mil por mês. Reserva fixo de Mancini

MARCELLO ZAMBRANA - 03.02.2021/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

São Paulo, Brasil

Para Vagner Mancini, a questão é simples.

O Corinthians briga com Bragantino, Athletico Paranaense e Santos pela oitava colocação no Brasileiro.

Que levaria o clube à Libertadores da América.

Atlhetico Paranaense, em casa; Flamengo, fora; Vasco, em casa; Internacional fora.

São esses as quatro partidas restantes.

O treinador precisa de um time vibrante, lutador, intenso, como foi no duelo contra o Ceará.

E por isso, seguirá respeitando o que acompanha nos treinamentos e jogos, desde que chegou ao Parque São Jorge.

Não há espaço para o caríssimo Luan.

Se o ex-presidente Andrés Sanchez resolveu fazer uma aposta pessoal e gastou R$ 23 milhões por 50% dos seus diretos, o problerma é dos dirigentes.

Mais R$ 650 mil, a cada mês, por quatro anos.

Mancini, que tem muita proximidade com o presidente Duílio Monteiro Alves, ganhou toda a liberdade para manter o meia-atacante no banco.

Luan chegou com status de jogador de Seleção Brasileiro. Em um ano e dois meses, mero reserva

Luan chegou com status de jogador de Seleção Brasileiro. Em um ano e dois meses, mero reserva

Corinthians

E é o que ele tem feito.

Há quatro jogos, Luan é um espectador privilegiado dos jogos do Corinthians.

Ele treina, se aplica, mas não consegue mostrar o futebol competitivo, com pitadas de grande talento, que a cúpula corintiana espera dele.

Segue lento, indeciso, sem objetividade, criatividade.

Facilmente anulado.

O jogador de 27 anos entrou em campo apenas 116 minutos nas dez últimas partidas.

E teve atuações muito fracas.

Perdeu a confiança da Comissão Técnica.

Em 35 partidas, desde que chegou, fez apenas quatro gols e três assistências.

Desempenho pífio.

Empresários já foram avisados que podem buscar clube para o jogador.

Não importa onde, no Brasil ou no Exterior.

O Corinthians não assume publicamente para não desvalorizar ainda mais o atleta.

Mas um ano e dois meses foram mais do que suficiente para provar que ele não é o jogador que Andrés Sanchez esperava.

Mancini entende que Luan precisava jogar, para tentar se valorizar.

Mas, vivido, sabe que seu emprego está em jogo.

Ele, que foi contratado para evitar o rebaixamento corintiano, ganharia muito prestígio no Parque São Jorge se conseguisse classificar o time para a Libertadores.

E essas quatro próximas partidas são fundamentais.

Ele precisa de resultados.

De um time muito lutador, veloz, vibrante.

Luan não está nos seus planos.

Discretamente, a diretoria concorda...

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