Cosme Rímoli Multa impede São Paulo de se livrar de Daniel Alves

Multa impede São Paulo de se livrar de Daniel Alves

Coadjuvante de luxo de Messi e Neymar, veterano de 37 anos. De esperança, se tornou decepção caríssima. Rejeitado pela torcida

  • Cosme Rímoli | Do R7

Egocêntrico, caríssimo, coadjuvante. Jogando cada vez pior. Intocável por Diniz

Egocêntrico, caríssimo, coadjuvante. Jogando cada vez pior. Intocável por Diniz

Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo, Brasil

Ninguém havia entendido porque Yuri Alberto virou o rosto para um lado e colocou a bola no fundo do gol do São Paulo, que estava do outro.

Não foi uma provocação.

Mas resposta.

A Daniel Alves, que irritou os jogadores do Internacional ao dar duas vezes passes da mesma maneira, tentando menosprezar o time gaúcho.

O capitão do São Paulo, de 37 anos, só conseguiu dar mais ânimo aos rivais para golearem sem piedade seu time por 5 a 1.

O jogador conseguiu. Está se transformando na maior decepção da história do Morumbi.

Depois de fugir da imprensa depois dos fracassos recentes, ele deu ontem uma entrevista coletiva tola, que não enfrentou a decadência técnica do time, amarrada à sua exigência em jogar como meio-campista, para 'cansar menos', e não na lateral, onde foi um dos melhores do mundo.

"O grande trabalho do Diniz vem a partir do momento em que ele não se preocupa só em criar grandes jogadores, mas sim grandes seres humanos, que vão sair melhores do que eram daqui. O Diniz, no dia que não estiver mais aqui, vai deixar uma grande base, não só monetária, mas pessoal também para o São Paulo.

"Serão pessoas que vão influenciar outras a não serem omissas", disse, como se fosse um dos centenas coaches, influenciadores digitais, especializados em auto ajuda e não o capitão de um clube tricampeão mundial.

Daniel Alves tem de proteger Fernando Diniz. Ele é o responsável por sua contratação. Cuca foi mandado embora por enfrentar o jogador, querer escalá-lo na lateral. Raí contou ao inseguro Leco a situação. E ambos decidiram pela demissão. O camisa 10 insistiu que Diniz era o 'mais moderno' técnico do Brasil. E ele foi contratado.

O jogador nunca foi tão odiado na sua carreira.

Nas suas redes sociais, palavrões e milhares de pedidos de que vá embora do São Paulo. Feitos por próprios torcedores tricolores.

No Bahia, Sevilla, Barcelona, Juventus e Paris Saint-Germain jamais passou por situação parecida.

Além da pandemia, tanta rejeição tem feito que o jogador tenha evitado sair de sua casa. As festas que faz são na sua casa ou na de amigos.

Desde que chegou, no dia primeiro de agosto de 2019, com festa de mais de 40 mil torcedores, o jogador coleciona fracassos. No Brasileiro, Copa do Brasil, Campeonato Paulista, Libertadores, Copa Sul-Americana. Vexames atrás de vexames.

Justo ele, que sua assessoria de imprensa, fez questão de espalhar para os veículos de comunicação que se trata do jogador com mais títulos significativos no mundo. 40. Mas Daniel Alves tem essa coleção à sombra de Messi e Neymar, no Barcelona e no PSG. Jamais foi protagonista e sim um coadjuvante.

No atual São Paulo ele não é o grande líder que se esperava. Pelo contrário. Setoristas, jornalistas que acompanham diariamente o clube o sentem mais protegido de Fernando Diniz, do que qualquer outra coisa. Das 47 partidas que jogou com o técnico, só saiu duas vezes. Por cansaço e contusão. Mesmo atuando cada vez pior. É intocável.

O São Paulo deve mais de R$ 570 milhões, herança 'maldita' do inseguro Leco, que passou cinco anos no clube sem um título.

O novo presidente Julio Casares promete avaliar a fundo o clube, depois do Brasileiro. Principalmente o futebol. Jogadores caros como Hernanes e Pablo, por exemplo, não ficarão.

Quanto a Daniel Alves, o inseguro Leco deixou o São Paulo amarrado ao atleta.

Depois que o Barcelona, a Juventus e o PSG não quiseram mais renovar com ele, o veterano atleta foi firme com o clube paulista.

Fechou dois anos e meio de contrato. Por R$ 1,5 milhão por mês. Até dezembro de 2022.

Sem jogar, após fratura no antebraço, Daniel Alves batuca com amigos

Sem jogar, após fratura no antebraço, Daniel Alves batuca com amigos

Reprodução/Instagram Laercio Costa

A multa rescisória é simples. O clube tem de pagar os meses que faltariam para completar o compromisso. Se Casares quiser dispensá-lo em fevereiro, quando acaba o Brasileiro, terá de pagar 22 meses.

Ou seja R$ 33 milhões.

De agosto de 2019 até janeiro de 2021 ele já custou R$ 25,5 milhões.

Se ficar até o final de seu contrato, custará R$ 55,5 milhões ao São Paulo.

Fora bônus por títulos, se o clube conseguir algum, até dezembro de 2022.

Nos planos de Daniel está ficar até o final e depois, disputar a Copa do Catar, que será justamente em dezembro de 2022. E encerrar a carreira, aos 39 anos e sete meses.

Mas também será muito difícil.

Tite já percebeu que Daniel Alves não tem explosão muscular para ser lateral.

E como meio-campista é um jogador mediano, abaixo da média dos da Seleção.

Brilhou na Copa América de 2019 no Brasil, por enfrentar adversários fraquíssimos sul-americanos, reconstruindo suas equipes depois de fracassarem na Rússia. Um ano e meio depois, seu futebol piorou muito.

Tanto que passou a não ser mais convocado pelo técnico.

Daniel Alves tem uma postura oportunista.

Nas vitórias contra adversários fracos, fotos suas com mensagens de autoajuda.

Nas eliminações do clube, silêncio.

Se o São Paulo vencer o limitadíssimo Coritiba, amanhã, no Morumbi, basta abrir seu instagram.

Certeza de foto do jogador e com legenda de superação.

Se perder, silêncio.

Eternamente grato. Diniz só está no São Paulo por  indicação de Daniel Alves

Eternamente grato. Diniz só está no São Paulo por indicação de Daniel Alves

Rubens Chiri/São Paulo

Daniel Alves tem caríssima decepção na história do São Paulo.

Provou não ser o jogador que a diretoria e a torcida sonhavam.

Não é líder.

Se mostra perdido sem a sombra de Messi ou Neymar.

Nasceu para ser um coadjuvante de luxo...

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