Cosme Rímoli 'Mercenário.' Cuca ouve a pior ofensa da torcida do Atlético Mineiro. Clube já procura novo técnico para 2023

'Mercenário.' Cuca ouve a pior ofensa da torcida do Atlético Mineiro. Clube já procura novo técnico para 2023

No final do ano passado, Cuca surpreendeu a direção do Atlético pedindo para ir embora. Mesmo tendo vencido a Copa do Brasil e o Brasileiro. Agora, a direção não irá renovar com o treinador. O desgaste é insuportável

  • Cosme Rímoli | Do R7

Cuca teve de ouvir o coro de 'mercenário'. Torcida protestou, e mecenas buscam outro técnico para 2023

Cuca teve de ouvir o coro de 'mercenário'. Torcida protestou, e mecenas buscam outro técnico para 2023

Pedro Souza/Atlético

São Paulo, Brasil

"Me dói o coração. Tenho 243 jogos pelo Galo e é a primeira vez que sou hostilizado. Podem chamar de burro, mas de mercenário, não. Não voltei por dinheiro. Posso ser burro por ter voltado. Deixei de ir para outros times, grandes, importantes. Não traí o Galo.

"Não traí o Atlético quando saí para cuidar do meu projeto, porque eu falei que não ia pegar outro time. Só voltei porque eu senti que o Atlético estava precisando de mim. Não pensei em contrato, não pensei em nada. Então, quando te chamam de mercenário, dói o coração. Dói."

O que aconteceu ontem no Mineirão encerrou de vez as chances de Cuca seguir no Atlético Mineiro em 2023.

Não foi a derrota em si para o Botafogo, que ainda tem a chance de lutar por uma vaga na "pré-Libertadores". Mas a reação raivosa da torcida contra ele.

Em pleno Mineirão, Cuca teve de ouvir o coro:

"Mercenário, mercenário, mercenário".

A raiva dos atleticanos estava entalada na garganta desde o final do ano passado, quando Cuca, depois de ter comandado o time campeão da Copa do Brasil e do Brasileiro, decidiu abandonar o clube. Não quis a renovação.

Travou um processo vencedor.

Obrigou a direção a contratar um novo técnico.

E veio o argentino Turco Mohamed. Mudou todos os métodos de Cuca. A maneira de jogar do Atlético. Ganhou apenas o Mineiro.

Mas o time naufragou na Copa do Brasil.

Não estava despertando confiança no Brasileiro nem na Libertadores.

A equipe se mostrava instável.

Turco foi demitido. E Cuca voltou em julho, sete meses depois que havia saído.

O resultado foi péssimo, frustrante.

Cuca errou em voltar.

Ele era cotado para assumir a seleção brasileira.

Ganharia mais moral se tivesse se afastado da Cidade do Galo.

Mas não resistiu aos apelos dos mecenas bilionários que bancam o futebol do Atlético Mineiro.

Eles queriam que Cuca assinasse contrato até o final de 2023.

Mas ele insistiu só até o termino deste ano.

Porque sonhava em ser escolhido como sucessor de Tite.

Na sua visão otimista, faria o Atlético vencer a Libertadores.

E aí se tornaria imbatível na sucessão.

Mas veio a queda diante do Palmeiras.

O desânimo e a decadência do time no Brasileiro.

E a inesperada luta por uma vaga na pré-Libertadores, quando havia a certeza de classificação direta para a fase de grupos.

Cuca está muito desgastado.

Não quer ficar mais no clube pelo qual foi campeão da Libertadores, em 2013.

Os homens que controlam o futebol atleticano já estudam o nome do treinador ideal para o próximo ano.

Fazem parte da lista pessoas importantes do cenário do futebol.

Como Marcelo Gallardo, que já declarou seu adeus ao River Plate em 2023.

E até mesmo Tite, que não ficará na seleção brasileira depois da Copa.

A indefinição é grande.

A única certeza é que Cuca não ficará.

Se ele abandonou o Atlético ao final de 2021...

Desta vez será a vez de o Atlético abandoná-lo.

E ele também deixou de ser um sucessor natural de Tite...

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