Cosme Rímoli Medo de Sylvinho sabota o Corinthians. Para felicidade de Hulk

Medo de Sylvinho sabota o Corinthians. Para felicidade de Hulk

Treinador mostra o quanto sente a pressão de jogar em casa. Em sete partidas em Itaquera, uma vitória, dois empates e quatro derrotas. Pior rendimento de um técnico corintiano na arena, desde que foi construída

Hulk se aproveitou do recuo do Corinthians. Marcou os dois gols da virada do Atlético em Itaquera

Hulk se aproveitou do recuo do Corinthians. Marcou os dois gols da virada do Atlético em Itaquera

Atlético Mineiro

São Paulo, Brasil

Enquanto Hulk ganhava todos os méritos pelos dois gols, pelo responsável direto da virada do Atlético Mineiro, diante do Corinthians por 2 a 1, em plena Itaquera, Sylvinho ansiava que chegasse logo o dia 7 de agosto. Será quando poderá contar com o novo reforço Giuliano em campo, fazendo sua estreia contra o Santos.

"Depois do empate, nos faltou força", deixou escapar o treinador corintiano.

O retrospecto de Sylvinho na arena corintiana é muito preocupante. Com sua equipe com a responsabilidade da vitória, a história tem se repetido. O time transpira insegurança. Foram sete partidas. Uma vitória, dois empates e quatro derrotas.

É o pior aproveitamento de um técnico do Corinthians, desde que a arena foi construída.

A derrota de ontem, contra o Atlético Mineiro, não aconteceu apenas pela falta de força física de Giuliano. O time, além de limitado tecnicamente, segue recuando demais. Por ordem e pela distribuição tática de Sylvinho.

"Incomoda (perder em Itaquera) é nossa casa. Estamos passando todos por um momento difícil. Pandemia, estádios vazios. Sentimos mais. Isso está nítido. Trabalhamos para reconduzir isso e trazer a força do nosso estádio, do nosso torcedor, que não pode comparecer.

"Temos de buscar formas e mais pontos em casa. Também é bem verdade que alguns adversários estão lutando por coisas bastante importantes e temos de dizer que a qualidade do adversário também importa nesse percentual. Mas é um percentual baixo. Temos de performar melhor", admitiu.

O treinador ficou nervoso quando teve de explicar porque o Corinthians ficou tão atrás, com o Atlético Mineiro criando inúmeras chances, até que veio a virada.

"Ninguém volta porque quer. Volta porque o adversário tem qualidade técnica e, com posse de bola e jogadores bem colocados, vai te levando para o teu campo. A transição era uma forma eficaz de percorrer 60 metros e jogar no campo adversário.

"Mas no segundo tempo vai ficando mais difícil. Você tem que sair com o contra-ataque construído por dentro. Nem sempre se consegue. Vai ficando mais difícil. Era essa a estratégia e manter o adversário no campo dele", confessou, deixando claro o fracasso do seu planejamento para mais essa partida. Como se Sylvinho não conhecesse o Atlético Mineiro.

O treinador escalou Cantillo, Gabriel e Roni. Três volantes que atuaram muito distantes. Fábio Santos deixou espaço demais às suas costas. De nada adiantou o técnico ter tido uma semana livre para preparar o time.

O Corinthians é o 12º no Brasileiro, com três vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Futebol instável, inseguro, sem confiança.

A diretoria segue tentanto convencer Renato Augusto a voltar ao Corinthians. 

No futebol, as derrotas pressionam os dirigentes a fazer contratações. 

Ainda mais depois do clima pesado que ficou no clube depois da virada de ontem.

Por mais empolgado que tenha ficado, Sylvinho sabe, melhor que ninguém.

Apenas Giuliano não será suficiente para este Corinthians...

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