Medo de Mancini faz Corinthians só empatar

Treinador deixou seu time defensivo, queria segurar a vitória por 3 a 2. Travou o Corinthians e sofreu o 3 a 3. Briga pela Libertadores segue indefinida

  • Cosme Rímoli | Do R7

Mosquito teve excelente atuação. E marcou dois gols. Um belíssimo

Mosquito teve excelente atuação. E marcou dois gols. Um belíssimo

Rodrigo Coca/Corinthians

São Paulo, Brasil

Mancini errou.

Quis garantir a vitória.

Deixou o Corinthians mais defensivo

Mas tudo que conseguiu foi atrair o Athletico Paranaense para sua área.

E na luta para tentar chegar à Libertadores, perdeu dois pontos importantíssimos, em Itaquera.

Empate em 3 a 3, que ameaça a vaga, faltando quatro partidas para acabar o Brasileiro.

Foi uma pena também para Mosquito.

O meia-atacante fez excelente partida, com direito a dois gols. O primeiro, lindíssimo. Depois de um chapéu. 

"Feliz pelos dois gols, mas triste pelo resultado. Temos um jogo a menos, seria importante vencer."

"Já temos confronto agora com o Flamengo, jogo difícil, mas vamos buscar os três pontos para chegar à Libertadores", disse, esperançoso, Mosquito.

A partida foi empolgante desde os primeiros minutos.

Tanto Mancini como Paulo Autuori sabiam da necessidade de vencer.

O que significa para os cofres de Corinthians e Athletico disputar a Libertadores.

O time paulista apostou na leveza, no toque de bola, na velocidade.

Jô, que não consegue entrar em forma, começou, com toda a justiça, na reserva.

Cantillo teve, finalmente, a liberdade para ser o volante criativo do seu início no Parque São Jorge.

Mosquito livre para aproveitar o espaço às costas dos volantes do Athletico. Mas com a obrigação de fechar o lado direito, ajudar Fagner, com as investidas de Abner.

Otero e Araos deveriam abrir espaço, com tabelas, infiltrações, dribles e chutes de fora da área. E Léo Natel, correr, como um desvairado, pelos lados do campo.

E, lógico, Fagner livre para atuar aberto, como ponta.

Autuori respondia com Alvarado e Christian marcando na intermediária. Canesin e Nikão, ficavam alternando de posição, marcando e atacando, recompondo. E buscando a frente em bloco, para dar opções para Kayser e o velocista Carlos Eduardo. Além da liberação de Abner, pela esquerda.

Os dois times foram alternando chances do início ao final da partida.

De maneira frenética.

O Corinthians saiu na frente, graças a um lindíssimo gol de Mosquito, que está ganhando personalidade para tentar lances individuais, que o credenciavam quando atuava na base.

Mosquito. Depois do chapéu em Pedro Henrique, o chute fortíssimo. Golaço

Mosquito. Depois do chapéu em Pedro Henrique, o chute fortíssimo. Golaço

Rodrigo Coca/Corinthians

E foi assim que, logo aos dois minutos, Cantillo deu excelente lançamento para Fagner, ele descobriu Mosquito chegando na velocidade. Pedro Henrique, ex-Corinthians, teve de se sujeitar ao chapéu. Em seguida, o meia fuzilou de esquerda, indefensável para Santos.

Corinthians 1 a 0. 

O grande problema é que, se Mosquito se aprimora na frente, atrás precisa de muito mais concentração. Ele não acompanhou uma jogada conhecida do Athletico. Contragolpeando em bloco, Kayser serviu para Canesin. Dele, o passe imediato para Abner. O lateral dominou e chutou cruzado, pelo alto, indefensável para Cássio.

Quem estava um segundo atrasado e não acompanhou Abner? Mosquito.

1 a 1, aos 13 minutos.

O jogo seguiu com os ataques se impondo aos sistemas defensivos.

Aos 17 minutos foi a vez da defesa do Athletico falhar de forma juvenil, em uma jogada registrada do Corinthians.

Escanteio cobrado por Fagner. Gil cabeceou para o meio da área. O volante Gabriel cabeceou para as redes de Santos. 2 a 1.

O Athletico tinha a posse de bola, chegou a 62% mas o Corinthians contragolpeava com muito perigo. Tanto Santos como Cássio tinham de se desdobrar.

Até que, depois de uma confusão na área,  a bola sobrou para Canesin. O meia empatou, aos 33 minutos. 2 a 2.

No segundo tempo, o confronto seguiu aberto.

O Athletico perdeu um gol inacreditável, aos oito minutos. Em contra-ataque fulminante, Kayser driblou Cássio, perdeu o ângulo e deixou Nikão livre para marcar. Ele chutou forte, Gil conseguiu salvar. A bola sobrou pingando para Vitinho, sem goleiro. O arremate saiu violentíssimo, beijou o travessão e saiu.

Dois minutos depois, Araos fez sua melhor jogada, descobrindo Mosquito por trás da zaga. O chute saiu forte: 3 a 3, Corinthians.

A vitória seria muito importante.

E afobado, com medo, Mancini tratou de reforçar o sistema defensivo corintiano.

Trocou Araos por Lucas Piton, para ajudar o veterano Fábio Santos. E Matheus Vital entrou no lugar de Otero. Ainda trocou Mosquito por Ramiro.

Tudo muito precoce.

Melhor para o Athletico que se aproveitou, ganhando a intermediária, atendendo o 'chamado' de Mancini.

E empatou o jogo.

Vitinho marca o gol de empate. Mancini atraiu o Athletico para a área corintiana

Vitinho marca o gol de empate. Mancini atraiu o Athletico para a área corintiana

Athletico Paranaense

Canesin na direita cruzou. Kayser fura e a bola sobra para Vitinho. Desta vez, ele não teve coragem de perder o gol. 3 a 3, aos 27 minutos.

Com o empate, os dois times esgotados diminuíram o ritmo.

E aceitaram o 3 a 3.

Pior para o Corinthians, que poderia ter vencido o jogo.

Se Mancini não tivesse um ataque de pânico...

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