Cosme Rímoli Liberação de Daniel Alves para a Olimpíada abala o São Paulo

Liberação de Daniel Alves para a Olimpíada abala o São Paulo

O presidente Julio Casares autorizou a liberação para a Seleção Olímpica. Sem a obrigatoriedade. Crespo não teve direito a veto. Serão nove jogos importantes, quatro eliminatórios, sem seu capitão e principal jogador

  • Cosme Rímoli | Do R7

São Paulo abriu mão de seu capitão, principal jogador. De nove jogos importantes

São Paulo abriu mão de seu capitão, principal jogador. De nove jogos importantes

Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo, Brasil

11/07 - Bahia (Brasileiro),13/07 - Racing (Libertadores), 18/07 - Fortaleza (Brasileiro), 20/07 - Racing (Libertadores), 25/07 - Flamengo (Brasileiro), 28/07 - Copa do Brasil, 01/08 - Palmeiras (Brasileiro), 04/08 - Copa do Brasil, 08/08 - Athletico-PR (Brasileiro).

Serão nove partidas.

Quatro delas eliminatórias.

Duas pelas oitavas-de-final da Libertadores. Duas pelas oitavas da Copa do Brasil. E cinco partidas do Brasileiro.

Que clube abriria mão do seu principal jogador nestes confrontos tão importantes, que valem a chance de disputar a sonhada Libertadores, a milionária Copa do Brasil e 15 pontos no Brasileiro?

O São Paulo.

Por ordem do presidente Julio Casares, o clube não colocou e nem colocará qualquer obstáculo para Daniel Alves ser o capitão da Seleção Olímpica em Tóquio.

Fazer a vontade do veterano lateral de 38 anos é a menor das razões.

Casares não quis criar problemas com a cúpula da CBF. Pelo contrário, o dirigente é um dos articuladores da sonhada Liga dos Clubes, que pretende organizar os Campeonatos Brasileiros, a partir de 2022. Negociando a transmissão, administrando a divisão das cotas.

Casares agradou Daniel Alves. Mas liberação foi jogada política para ganhar importância na CBF

Casares agradou Daniel Alves. Mas liberação foi jogada política para ganhar importância na CBF

Reprodução/Twitter

E o presidente do São Paulo entendeu o quanto o ex-treinador do próprio clube do Morumbi, André Jardine, precisa de Daniel Alves para liderar um grupo jovem e desentrosado, convocado às pressas para tentar conquistar a medalha de ouro novamente.

Para Casares ter a importância que deseja na Liga, ou mesmo na CBF, se a Liga fracassar, ele não poderia prejudicar a Seleção Olímpica. Tirar o sonhado capitão do time em Tóquio. A cessão de Daniel Alves foi uma jogada política do presidente do São Paulo.

O lateral veterano adorou, lógico.

"Bati na trave duas vezes e agora tenho a honra de ser chamado, de poder formar parte desse grupo que vai defender a medalha conquistada aqui no Brasil. É uma responsabilidade grande, mas é o que gostamos", disse Daniel Alves.

O técnico Hernán Crespo sabia dessa possibilidade. Mas não teve direito a veto. O argentino tem plena consciência da importância de Daniel Alves no seu elenco, dentro do campo, ajudando o São Paulo, depois que concordou em atuar como lateral direito.

Perder o jogador em nove partidas, quatro eliminatórias, na Libertadores e na Copa do Brasil, é algo que incomoda. Ainda mais quando a liberação não é obrigatória. 

O coordenador Muricy Ramalho também admite que Daniel Alves hoje é 'fundamental' no São Paulo atual. Não só com a bola nos pés. Mas na liderença, no exemplo, na coragem em campo. 

Os jogos eliminatórios contra o Racing pela Libertadores já mudaram de patamar sem ele. Crespo precisará ainda mais da união do elenco para compensar a falta do capitão, do comandante do time.

Conselheiros acreditam que foi uma postura ingênua de Casares. E que pode acarretar prejuízo ao São Paulo. Daniel Alves se tornou importante demais, para o clube abrir mão dele, de livre e espontânea vontade, por nove partidas.

"Fui convocado e estarei à disposição da Seleção", avisou o jogador.

Ele seguirá seu desejo.

Casares acredita que o São Paulo terá mais força nos bastidores, fazendo seu sacrifício pela Seleção Olímpica.

O problema se tornou todo de Hernán Crespo.

Ele não pode afrontar o presidente do clube.

Só pode se resignar e dizer que aceita a liberação e desejar sorte ao seu capitão.

Crespo não pôde fazer nada. Presidente liberou. E ficará nove jogos sem seu capitão

Crespo não pôde fazer nada. Presidente liberou. E ficará nove jogos sem seu capitão

Rubens Chiri/São Paulo

Mas o técnico se vê encurralado, sem ter o direito de se posicionar. E segurar o jogador mais importante do elenco, em partidas que terão consequências para o resta da temporada.

Muricy também ficou de mãos amarradas.

Daniel Alves realizará seu sonho pessoal.

E o São Paulo na Libertadores, na Copa do Brasil, no Brasileiro?

Terá de se virar sem sua referência em campo.

Jogador que paga R$ 1,5 milhão por mês.

Situação absolutamente desnecessária.

E que, de maneira silenciosa, abala o clube...

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