Logo R7.com
Logo do PlayPlus
Cosme Rímoli - Blogs

Leila Pereira passa a dominar, de vez, o Palmeiras. Ninguém teve tanto poder. Agora, o Conselho de Orientação e Fiscalização é ‘seu’

Em 10 anos, a carioca se apossou do Palmeiras, como ninguém jamais sonhou. De mera patrocinadora, passou a conselheira, a presidente. E ontem foi além. Conseguiu, de forma arrasadora, os 15 membros do COF a apoiam. Todos, sem exceção

Cosme Rímoli|Do R7

Jamais alguém teve tanto o controle do Palmeiras como Leila Pereira Leila Pereira/Instagram

Chega a ser assustador.

A oposição no Palmeiras não tem voz atuante alguma.

Todas as decisões da presidente Leila Pereira terão apoio absoluto.

Com habilidade espantosa, a dirigente conseguiu o que jamais outro presidente sequer sonhou.


Ter dois mandatos, sem contestação.

E agora, fazer com que todos os 15 membros efetivos do Conselho de Orientação e Fiscalização, de sua confiança, fossem eleitos.


Sem exceção, os 15 são da situação, apoiam Leila em tudo, sem questionamento.

É uma vitória histórica.


Impressionante.

O COF foi criado para fiscalizar e questionar as contas e processos que o clube esteja envolvido.

Na prática, a partir de segunda-feira à noite, todas as decisões de Leila sobre o Palmeiras serão analisadas pelo grupo de Leila Pereira.

Ela já domina o Conselho Deliberativo.

“A gente vê uma condição nesse cenário meio personalíssimo e de curto prazo que tem essa característica de autopromoção pessoal. Uma relação de subordinação, de suposta dependência. De “se não sou eu, vocês não são ninguém”. Não é assim. Infelizmente, parte do conselho ouve com os ouvidos dessa forma e se estabelece, lamentavelmente, uma relação de mendicância.”

O alerta foi repetido em setembro de 2024, quando Savério Orlandi tentou disputar a presidência com Leila Pereira.

O resultado acabou sendo constrangedor.

Leila foi reeleita com 3183 dos votos, em 24 de novembro do ano passado.

Orlandi ficou com 858.

Leila tem sido um caso inacreditável na política do clube.

Em 2015, ela chegou ao Palmeiras como patrocinadora.

Levou a marca Crefisa.

Foi excelente negócio para o clube e para a empresa, que teve visibilidade jamais sonhada.

Publicitários cansaram de dizer que o patrocínio foi muito melhor para a instituição financeira.

Leila Pereira entrou em rota de choque com o então presidente do Palmeiras, Paulo Nobre.

Nobre percebeu que Leila queria ganhar poder político no clube.

E tentou travá-la de todas as maneiras.

Só que ela tinha o apoio do ex-presidente Mustafá Contursi, muito forte na época.

Conseguiu derrotar Nobre nos bastidores.

As ofensas dos dois bilionários eram pesadas e chegavam nos ouvidos dos conselheiros.

De tornaram inimigos mortais.

Paulo Nobre e Leila Pereira. Bilionários. Viraram inimigos mortais. Leila venceu o duelo. Paulo desapareceu do Palmeiras Palmeiras

Nobre se sentiu traído com a adesão de Mauricio Galiotte aos apoiadores de Leila.

Sem espaço político, o bilionário deixou de frequentar o Palmeiras.

Se isolou.

Deixou o território aberto para Leila.

Galiotte a apoiou abertamente na campanha para a dona da Crefisa assumir a presidência.

Os dois tinham a mesma visão que o clube precisava buscar o lucro.

Se consolidar financeiramente.

Oferecer estrutura do nível europeu para os jogadores.

Ter o melhor Centro de Treinamento e departamento de fisiologia, medicina esportiva, fisioterapia.

Concentração com hotel nível cinco estrelas.

Investimento de centenas de milhões de reais na base.

Ter olheiros espalhados por todo o Brasil e América do Sul, para ter garotos, a partir dos 10 anos, com potencial para virarem profissionais, não só jogarem, como serem vendidos.

Leila foi além oferecendo um avião emprestado à equipe profissional.

Além de buscar patrocinadores que pagassem muito mais do que a Crefisa pagava.

A partir deste ano acabou o conflito de interesses: ou seja, a presidente ser a patrocinadora do clube.

Leila Pereira teve a coragem de romper com as organizadas do Palmeiras.

Principalmente com a Mancha (Alvi)Verde, que a apoiou como conselheira.

E, em troca, teve aporte financeiro até para ganhar o Carnaval de São Paulo.

O rompimento foi radical e assumido publicamente.

Leila também rompeu com seu padrinho, Mustafá Contursi, por conta de problemas em relação a ingressos, que virou caso de polícia.

A dirigente ficou cada vez mais poderosa.

Porque jamais se esqueceu dos conselheiros.

Ela tratou de arregimentar apoiadores dia após dia.

O desejo era ter, além da maioria esmagadora do Conselho Deliberativo, que ela conseguiu, a busca pelo controle absoluto do Conselho de Orientação e Fiscalização, capaz de barrar as decisões do presidente do Palmeiras.

Na eleição da segunda-feira passada, dia 31 de março, ela obteve o que nenhum presidente palmeirense jamais sonhou.

Todos os 15 nomes são da situação, ligados umbilicalmente a ela.

Representam os grupos União Chapa Verde Branca e Palestra.

Entre os suplentes, há cinco membros da situação.

E só dois, sem força alguma, da oposição.

Exemplo maior do domínio de Leila. Foi ela quem decidiu que Abel Ferreira segue comandando o futebol do Palmeiras. Até o final de 2025, pelo menos. Independente de resultados Palmeiras

Leila está à vontade para tomar as decisões que quiser no Palmeiras.

E sem contestação.

Ela tem o controle total de um clube com patrimônio de mais de R$ 6 bilhões.

Entre bens materiais e elenco de atletas.

E mais de 17 milhões de torcedores em todo o Brasil.

Esse poder veio por meio de eleições, vale destacar.

Jamais um presidente palmeirense sonhou ter tanta força.

Assim como conviver com uma oposição tão minúscula e sem voz ativa.

Reduzida a quase nada.

Mérito de Leila Mejdalani Pereira...

Veja também: Palmeiras chega a Lima para estreia na Libertadores

O Verdão já chegou ao Peru, onde enfrentará o Sporting Cristal nesta quinta-feira (3).

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.