Cosme Rímoli Lágrimas de Daniel Alves não convencem a opinião pública espanhola. A tendência é que seja condenado por estupro

Lágrimas de Daniel Alves não convencem a opinião pública espanhola. A tendência é que seja condenado por estupro

O jogador chorou muito, ao depor no julgamento pela acusação de estupro. Seu depoimento encerrou o julgamento. Ele poderá pegar até 12 anos de prisão. As contradições esvaziam sua defesa

Daniel Alves chorou muito no seu depoimento. Mas não convenceu a opinião pública espanhola

Daniel Alves chorou muito no seu depoimento. Mas não convenceu a opinião pública espanhola

Reprodução/Jornal da Record

São Paulo, Brasil

Daniel Alves chorou muito.

Mas os indícios são que suas lágrimas não comoveram.

Muito menos a tese de que estava embriagado.

E que mentiu para 'preservar seu casamento'.

Pareceu ainda mais distante da realidade que ele ficou parado enquanto a mulher de 24 anos, que o acusa de estupro, conduzia a relação sexual.

A primeira derrota pesada está na sequência da prisão preventiva.

Sua advogada de defesa implorou para que fosse liberado, ficando com a justiça seus dois passaportes, o brasileiro e o espanhol, já que tem dupla nacionalidade.

A resposta da juíza Isabel Delgado Pérez é que o jogador tem dinheiro suficiente para sair da Espanha e ir para o Brasil, onde não há tratado de extradição. Mesmo sem passaportes e por isso seguirá preso preventivamente.

O depoimento do jogador encerrou o julgamento da acusação de estupro, no dia 30 de dezembro de 2022, em Barcelona.

Jornalistas espanhóis acreditam que o atleta será condenado.

E que passará entre cinco e nove anos preso.

Deverá, inclusive, ser símbolo da legislação no país europeu, que trata de agressão sexual.

O fato de ser um jogador mundialmente conhecido serve ainda mais para mostrar a seriedade da nova adequação da legislação espanhola.

As versões de Daniel Alves e da suposta vítima do estupro foram completamente diferentes.

A começar pela postura do brasileiro, garantindo que não é um homem violento e que, de maneira alguma, forçou a mulher ir ao banheiro da boate Sutton, onde tudo teria acontecido.

Insistiu que disse não conhecer a espanhola para a imprensa porque queria seguir casado com a modelo Joana Saenz.

Insistiu que está 'arruinado' porque suas contas bancárias foram bloqueadas, perdeu contratos no Brasil, assim como do Pumas, time mexicano no qual atuava. 

E só soube pela imprensa que era acusado de estupro.

Insistiu que quando saiu de sua casa estava totalmente embriagado. E deixou a esposa dormindo.

Ao chegar na discoteca, começou a dançar com a mulher.

E que ela enconstou no seu corpo e começou a acaricá-lo.

E que a convidou para ir ao banheiro e ela aceitou. 

Lá dentro, não bateu nela.

E que ela queria sexo.

Ele estava muito embriagado para reagir.

Havia bebido duas garrafas de vinho e 'alguns' copos de uísque.

E que quando saiu do banheiro, não viu a mulher.

Foi embora e chegou bêbado em casa.

E dormiu ao lado da esposa.

A advogada de defesa de Daniel Alves, Inês Guardiola, pediu a absolvição. Mas com a alternativa de um ano de prisão, que ele já cumpriu, mais 50 mil euros, cerca de R$ 267 mil por conta de 'responsabilidade civil'.

A promotoria pediu nove anos de prisão ao brasileiro, insistindo na tese de estupro.

E advogada da suposta vítima, 12 anos de prisão.

Não há data para a sentença ser anunciada.

Mas o esperado depoimento de Daniel Alves, no Superior Tribunal de Justiça da Catalunha, não surtiu o efeito que a defesa e o jogador sonhavam.

Pelo contrário.

A mídia espanhola se posiciona contra o brasileiro.

A expectativa é que ele seja condenado...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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