Jô apresentado no Corinthians. Mas processado na Fifa

Atacante de 33 anos reafirmou seu amor pelo clube. Mas tem problema sério. O Nagoya entrou na Fifa com processo por abandono do clube

Jô. O sentimentalismo não fez esquecer. Está sendo processado na Fifa

Jô. O sentimentalismo não fez esquecer. Está sendo processado na Fifa

Corinthians

São Paulo, Brasil

Foi uma tentativa de o coração tomar à frente da razão.

Até a camisa 77, remetendo ao ano que o clube rompeu o jejum de 23 anos sem títulos, foi usada.

E será do atacante na temporada.

A primeira coletiva de Jô, na sua terceira passagem pelo Corinthians, mostrou o jogador de 33 anos empolgado com o retorno.

Com o contrato longo de três anos e meio.

Receberá R$ 700 mil mensais.

As declarações de amor foram claras, explícitas.

Mas não o problema que tem com o Nagoya Grampus, com quem tinha contrato até o final deste ano.

O clube japonês entrou na Fifa acusando o brasileiro de 'abandono de emprego'. E desde abril processa o atacante. Inclusive suspendeu seu pagamento.

A situação não está resolvida.

E isso pode travar a volta de Jô aos gramados pelo Corinthians.

Por um motivo real.

Para a transação se efetivar, o clube brasileiro precisa que a Associação de Futebol do Japão que envie o Certificado de Transferência Internacional. E depende do Nagoya liberar ou não. 

É mais do que  provável que a liberação não ocorra. Porque o processo do clube contra Jô está na a Câmara de Resolução de Disputas. E não há prazo para a resolução.

Talvez Jô não possa nem ser inscrito no retorno do Paulista, que deverá acontecer em agosto.

A situação é séria.

O jogador alega que irá provar que não abandou o clube. A direção do Corinthians se declarou 'tranquila'. 

Mas nada de concreto foi apresentado.

Na coletiva só se falou sobre o amor do retorno do jogador que 'nasceu' no clube.

A coletiva de Jô foi virtual. Por conta da pandemia do coronavírus

A coletiva de Jô foi virtual. Por conta da pandemia do coronavírus

Corinthians

"A partir do momento em que me desvinculei do Nagoya Grampus (do Japão), existiu uma série de especulações, mas nada oficial. Quando mostrei desejo de voltar para o Corinthians, o Corinthians abriu as portas.

"A gente é bobo para o coração e acaba se entregando (risos).

"Estou feliz, é minha casa, eu poderia ter escutado outras propostas, esperado mais, mas penso nos meus filhos, na minha esposa", disse o jogador.

Ele foi sondado pelo Atlético Mineiro e também pelo Al-Ittihad FC, da Arábia Saudita, clube de Fábio Carille, com quem foi campeão brasileiro, em 2017.

A pedido da família, principalmente de seu pai, retornou ao Corinthians.

Lógico que Jô foi perguntado sobre as dificuldades financeiras do clube, que deve mais de R$ 700 milhões.

A resposta foi política, digna de um veterano, vivido.

"Um clube como o Corinthians, do tamanho do Corinthians, tem problemas. Mas aqui tem pessoas muito capazes de corrigir os problemas. Hoje se externou mais essa questão dos problemas, alguns enxergam como muito grande.

"Mas isso aqui é Corinthians!

"Fiz uma ótima escolha. Sei da grandeza, do que o Corinthians é capaz de fazer, da capacidade de contornar os problemas."

Jô não entra em campo desde dezembro de 2019.

Contusões e o problema com o Nagoya...

Enquanto acontecia a coletiva virtual de Jô, o clube ganhava novo problema financeiro.

Foi tornada pública a condenação de R$ 19,6 milhões por usar a rua ao lado do Parque São Jorge como estacionamento.

Com os honorários dos advogados, a nova dívida é de R$ 21,5 milhões.

O processo tramitava desde 2010.

O clube derrubou muros e grades, sem autorização.

Se fosse outro jogador, ficaria assustado.

Mas Jô nasceu no Parque São Jorge...

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