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Jesualdo encurralado. Nem multa de R$ 8 milhões o garante no Santos

A pressão é insuportável. Técnico de 73 anos tem de vencer Palmeiras e Defensa y Justicia. Peres não consegue mais protegê-lo

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Jesualdo já trocou a alegria pela tensão. Só Peres ainda o defende no Santos
Jesualdo já trocou a alegria pela tensão. Só Peres ainda o defende no Santos

São Paulo, Brasil

R$ 8 milhões.

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Esse é o preço para o Santos compensar a aposta, que a diretoria e o Comitê de Gestão consideram já ter dado errado.

José Carlos Peres tenta, de qualquer maneira, convencer seus companheiros mais próximos. 

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Na visão do presidente, seria desmoralizante mandar Jesualdo Ferreira embora, após dois meses de trabalho.

Por mais que o time não esteja reagindo, tenha perdido, de maneira impressionante, sua ofensividade.

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Para tirar o português de 73 anos da aposentadoria, o dirigente fez constar no contrato que ele e sua comissão técnica receberiam integralmente os salários até dezembro. 

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Independentemente de estarem trabalhando ou demitidos.

Os oito membros do Comitê de Gestão foram contrários desde o início. Acreditavam que o risco era muito grande.

Mas Peres fez valer seu poder.

O Santos tem mostrado futebol previsível, lento e defensivo.

Conseguiu agora, no fraco Campeona Paulista, três vitórias, dois empates e duas derrotas, um aproveitamento de só 52%.

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As comparações com o futebol apresentado com Jorge Sampaoli são inevitáveis. O português já não tem mais paciência quando tem de explicar o fraco rendimento com o elenco praticamente o mesmo que o argentino tinha.

Depois de uma reunião importante na semana passada, o Comitê de Gestão decidiu.

Jesualdo tem de fazer o time reagir nestas duas próximas partidas. Contra o Palmeiras, no Pacaembu, sábado. E, na estreia da Libertadores, diante do Defensa y Justicia, na Argentina, terça-feira.

Em caso de fracassos, a postura será exigir um novo técnico.

Jesualdo já percebeu o cerco se fechando.

Ele mudou muito desde a sua chegada.

A amabilidade acabou.

Ameaçado, ele está áspero, impaciente, tenso.

Os jogadores procuram apoiá-lo. 

Principalmente o líder do grupo, o uruguaio Carlos Sanchez.

Não há insubordinação alguma.

Os atletas cumprem o que o técnico treina e pede.

Está nas orientações a preocupação maior com a marcação.

Mas a partir do meio de campo.

Não ofensiva, na saída de bola do adversário, como exigia Sampaoli.

O poder de Peres para proteger o 'mestre de Jorge Jesus' está chegando ao limite.

O dirigente sabe que, em vez de justificativas racionais, como o pouco tempo em um país diferente, com jogadores que não conhecia, e de potencial limitado, Jesualdo precisa de resultados.

O clássico contra o Palmeiras já será importante.

A partida diante do Defensa y Justicia, determinante.

O Santos estruturou seu planejamento financeiro de 2020 em uma campanha importante na Libertadores da América.

Duas derrotas e não serão R$ 8 milhões que irão segurar o português.

O vivido Jesualdo sente a pressão.

E que só as desculpas de Peres não o salvarão.

Não quer passar pela vergonha de ser demitido no Brasil.

Não, com dois meses de trabalho.

Por isso trabalha como se fossem duas decisões.

E, para sua carreira, são...

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