Cosme Rímoli Goleiro Bruno deixa o Rio Branco. Quer jogar no Rio

Goleiro Bruno deixa o Rio Branco. Quer jogar no Rio

Cumprindo pena pelo assassinato de Eliza Samudio, atuou seis meses no Acre. De nada adiantaram protestos. Ele seguirá jogando

  • Cosme Rímoli | Do R7

Bruno, apesar de assassino de Eliza Samudio, voltou ao futebol. Venceu a opinião pública

Bruno, apesar de assassino de Eliza Samudio, voltou ao futebol. Venceu a opinião pública

Reprodução/Twitter

São Paulo, Brasil

"Aqui encerro meu vínculo com o nosso Rio Branco! Quero agradecer primeiramente a Deus por essa oportunidade concedida de conhecer o Estado do Acre! Agradeço a Deus pela volta ao futebol! Agradeço a cada torcedor ou não rio-branquense pelo carinho e apoio!"

"Sentirei saudades! Não é uma despedida, mas sim um até breve!"

"Bjos a todos! Partiu Cabo Frio."

Do lado esportivo, foi um fracasso.

No fraquíssimo campeonato acreano, não conseguiu ser campeão. Foi vice.

Não conseguiu também a classificação para a Série D, a quarta divisão do Brasileiro.

Mas pessoalmente conseguiu vencer.

O goleiro Bruno não tem o que reclamar.

Mesmo ainda cumprindo pena de 20 anos e nove meses, em regime semiaberto, por homicídio, e cárcere privado do seu filho Bruno, ele conseguiu voltar ao futebol.

Enfrentou protestos e desligamento do único patrocinador.

Bruno comemora o gol que marcou pelo Rio Branco. Ele tinha muitos fãs no Acre

Bruno comemora o gol que marcou pelo Rio Branco. Ele tinha muitos fãs no Acre

Reprodução/Twitter

Mas jogou por seis meses no Rio Branco, no Acre.

Só não usava tornozeleira eletrônica nos jogos e treinos.

Foram 18 partidas e até marcou um gol, de pênalti.

Atuou por uma insistência do presidente do clube acreano, Neto Alencar.

Havia o sonho do dirigente que Bruno fizesse sucesso e algum clube se interessaria em contratá-lo, comprando seus direitos.

Mas acabou o contrato e não houve interessados.

Alencar queria voltar a ter patrocinadores.

A rede de supermercados Arasuper avisou que poderia retornar.

Só que com Bruno seria impossível.

O contrato não foi renovado.

O goleiro de 36 anos quer seguir jogando.

Vai tentar se encaixar em um clube pequeno e disputar o Carioca.

Bruno deixando o Acre. De tornozeleira eletrônica, procura outro clube

Bruno deixando o Acre. De tornozeleira eletrônica, procura outro clube

Reprodução/Instagram

Se não conseguir, tem proposta do Humaitá, para seguir na primeira divisão acreana.

Talvez um dado explique essa atração entre o Acre e Bruno.

“Hoje, o Acre é o estado menos seguro para mulheres. O feminicídio é o último grau da violência contra mulher, mas temos vários níveis de agressão, física, psicológica e moral."

"Se nós lideramos o ranking de feminicídio, você imagina os estágios anteriores”, disse a procuradora de Justiça Patrícia Rêgo, ao site Amazônia Real.

Há três anos, o Acre lidera o ranking de feminicídio do Brasil, considerando proporcionalmente à população feminina no estado, que é de 453 mil mulheres, segundo dados do IBGE de 2020.

Bruno tem certeza.

Sua carreira como jogador de futebol continuará.

Os seis meses que atuou pelo Rio Branco deram essa certeza...

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