Cosme Rímoli Gabigol abre guerra contra Globo. E MP quer multá-lo por ida a cassino

Gabigol abre guerra contra Globo. E MP quer multá-lo por ida a cassino

'Maior ídolo do Brasil', Gabigol do Flamengo não fala mais à Globo. Seus advogados prometem processar a Globoplay, por mostrar detenção no cassino clandestino

  • Cosme Rímoli | Do R7

Gabigol está rompido com a Globo. Só queria imagens positivas no seu documentário

Gabigol está rompido com a Globo. Só queria imagens positivas no seu documentário

Reprodução/Instagram

São Paulo, Brasil 

Desde a conquista da Libertadores, em 2019, pelo Flamengo, a cúpula esportiva da Globo teve a certeza.

Seguiria o caminho da Netflix, que aprimorou ideia da ESPN, de produzir séries documentais sobre ídolos do esporte.

No mercado brasileiro, cada vez mais consumidor de séries em streaming, o personagem estava mais do que definido.

Artilheiro do clube mais popular do Brasil.

Midiático.

Quase oito milhões de seguidores no Instagram.

Maior ídolo no país.

Gabigol.

Sua história, de sucesso prematuro, conquista da medalha de ouro olímpica, venda milionária para a Itália, fracasso na Europa e redenção no Flamengo, era ideal.

O jogador, sua família, assessoria de imprensa, empresários, dirigentes do Flamengo.

Todos adoraram a ideia.

E a série documental Predestinado começou a ser gravada.

Com acesso total ao mundo do jogador.

Gabigol, sua família e empresários esperavam o óbvio.

A série de quatro capítulos de 33 minutos mostrando apenas o lado positivo do jogador.

Seria maravilhoso para o atleta ter o documentário espalhado pelo mundo.

Para mostrar a reviravolta na carreira.

Abrir a possibilidade de retorno à Europa.

Acontece que o a emissora carioca decidiu pela imparcialidade.

E não quis fechar os olhos para a situação bizarra que o 'ídolo maior' do atual futebol brasileiro se meteu.

O polêmico documentário

O polêmico documentário

Divulgação

Ir para um cassino clandestino, ilegal, em plena pandemia. Local lotado, com mais de 200 pessoas. No terrível auge da pandemia.

Há filmagem, fotos, depoimentos de testemunhas.

De acordo pessoas que estavam no cassino, Gabigol teria até se escondido embaixo de uma mesa, tentando escapar do flagrante da polícia de São Paulo.

O exemplo foi deplorável.

Um vexame.

Constrangido, ele disse que foi ao cassino clandestino para 'jantar com amigos'.

Como se não pudesse 'matar sua fome' em qualquer outro lugar.

A Globo optou por mostrar o caso, em três minutos e 33 segundos sobre o escândalo, no quarto e último episódio.

Quando souberam, empresários, assessores e a família tentaram evitar que o episódio fosse ao ar.

Alegando que, por contrato, todas as partes deveriam estar de acordo sobre o que estaria na série.

Advogados tentaram barrar a exibição do episódio.

Falharam.

Depois, divulgaram parte do contrato.

“Com efeito, é sabido que atualmente o oportunismo e sensacionalismos midiático em está em alta, e não há dúvidas de que se este episódio “tendencioso” vier a ser lançado, irá macular toda uma trajetória, além de desviar toda a finalidade da série documental “Predestinado” tal como inicialmente acordada.”

“Em nenhuma hipótese seria abordado qualquer matéria que viesse a macular a imagem e história de vida do atleta."

Mas a tentativa de censura da Gabigol Esportes Limitada fracassou.

O documentário foi liberado integralmente pela 14ª Camara Cível do Rio de Janeiro.

Mas os advogados de Gabigol não desistiram.

A cena que Gabigol não queria no documentário. Detenção no cassino clandestino

A cena que Gabigol não queria no documentário. Detenção no cassino clandestino

Divulgação/Polícia Civil

Garantem que vão processar a Globoplay em R$ 2 milhões por quebra de contrato.

Durante esse impasse, o atacante decidiu.

Não dará entrevistas para a emissora carioca.

Está rompido.

Se sente traído pelo documentário. 

A Globo promete não recuar.

Mesmo com processo, com boicote do jogador.

A série será mantida.

Com direito à cena da detenção no cassino.

Enquanto isso, o Ministério Público de São Paulo quer usar a imagem de ídolo do jogador.

Mas para mostrar o quanto ele errou ao desrespeitar o isolamento social.

E ainda frequentar um cassino ilegal.

A promotora Regiane Vinche, do Ministério Público de São Paulo, propôs que ele pague uma multa de 100 salários mínimos, cerca de R$ 110 mil. E o dinheiro entregue ao FMCA, Fundo Municipal da Criança e do Adolescente.

A situação segue constrangedora.

Para o maior ídolo deste país...

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