Cosme Rímoli Final da Libertadores em Madri. Vergonhosa vitória dos vândalos

Final da Libertadores em Madri. Vergonhosa vitória dos vândalos

Os selvagens que atiraram pedras no ônibus do Boca conseguiram. Tiraram a decisão da Libertadores da América do Sul. Jogo será no estádio do Real

final da Libertadores, Boca e River Plate, Madri, Espanha,

Final da Libertadores da América, na Espanha. Uma vergonha

Final da Libertadores da América, na Espanha. Uma vergonha

Reprodução/Real Madrid

São Paulo, Brasil

São 10.039 quilômetros.

Esta é a distância entre Buenos Aires e Madri.

A América do Sul assume sua selvageria descontrolada.

E leva a final da Libertadores da América de 2018 para a Europa.

Será no dia 9 de dezembro.

Talvez na Espanha, os vândalos permitam que River Plate e Boca Juniors joguem em paz.

É uma tremenda injustiça para os argentinos.

A decisão deveria acontecer no país dos finalistas.

Foi a vitória dos vândalos.

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, assume sua total incompetência.

Ele queria que, depois do apedrejamento covarde do ônibus do Boca Juniors, por membros das organizadas do River Plate, no sábado, a decisão acontecesse em Assunção, no Paraguai, cidade que é sede da Conmebol.

Só que a distância é muito pequena entre Buenos Aires e Assunção. Apenas 2.263 quilômetros. Domínguez previu que seria certeza a invasão de vândalos dos dois clubes. 

E, apesar da pressão financeira de Doha, para já começar a campanha pela Copa do Mundo de 2022, a decisão acontecerá na Espanha.

A decisão agrada em cheio o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

De acordo com jornalistas argentinos, ele queria a decisão em um palco nobre europeu.

Com segurança máxima, para que o mundo possa acompanhar o grande clássico que não pôde no sábado.

Veja mais: Clube árabe vai ficar em definitivo com o venezuelano Otero

As delegações poderão viajar tranquilas.

Os times serão protegidos no caminho ao estádio Santiago Bernabeu.

A direção do Boca Juniors acabou cedendo à pressão não da Conmebol. 

Mas do próprio presidente da Argentina, Mauricio Macri.

A princípio, ele queria o jogo no país.

Mas a única possibilidade seria em um estádio sem torcedores, o que seria deprimente.

E, ainda de acordo com a imprensa portenha, Macri teria usado sua influência e insistido com o presidente do Boca, Daniel Angelici, para que o clube desistisse dos recursos jurídicos para ser campeão na Justiça.

Macri também comandou o Boca Juniors.

Foi onde ganhou popularidade para ser presidente do país.

Além disso há uma pressão popular para que o clássico aconteça.

Veja mais: Klopp critica postura de Neymar: 'Agia como se estivesse morrendo'

E o jogo está marcado, confirmado.

O adiamento do dia 23 de novembro para 9 de dezembro é um desastre para o planejamento de quem for o campeão da Libertadores.

O time terá apenas nove dias de preparação para a estreia no Campeonato Mundial de Clubes, que será disputado nos Emirados Árabes.

Comemorar o título da Libertadores na Argentina seria uma loucura.

Mais perda de tempo.

Sair da Europa, voltar para a América do Sul e depois ir para a Ásia, seria caótico.

Mas além de privar do jogo, o vencedor da decisão privará seu torcedor da festa da conquista mais importante do continente?

A situação é cheia de ironias.

Até mesmo no nome do torneio.

José Gervasio Artigas, do Uruguai; Bernardo O’Higgins, do Chile; José Miguel Carrera, do Chile; Manuel Belgrano, da Argentina; Antonio José de Sucre, da Venezuela; José Joaquín de Olmedo, do Equador, são considerados os Libertadores da América. 

Veja mais: Neymar, Messi, Griezmann e mais: os destaques na Liga dos Campeões

O grande inimigo da independência na maioria dos países deste continente foi a Espanha.

E é justamente o país escolhido para a decisão de 2018.

Até mesmo a memória dos 'libertadores' do continente está sendo ridicularizada.

Além de corrupta, a Conmebol é administrada com muita incompetência....

Curta a página R7 Esportes no Facebook

Bruno Henrique, o ex-corintiano que conquistou os palmeirenses

    Access log