Cosme Rímoli Feio. Brasil não quis golear Zâmbia. Para fugir dos Estados Unidos

Feio. Brasil não quis golear Zâmbia. Para fugir dos Estados Unidos

Pia Sundhage colocou time misto e orientada a não golear Zâmbia, que ficou com um a menos. Escolheu o adversário das quartas das Olimpíadas. Venceu por 1 a 0, pegará o Canadá. Fugiu dos Estados Unidos e Suécia

  • Cosme Rímoli | Do R7

Zâmbia ficou sem uma jogadora a partir dos 13 do primeiro tempo. Brasil não quis mais gols

Zâmbia ficou sem uma jogadora a partir dos 13 do primeiro tempo. Brasil não quis mais gols

Molly Darlington/Reuters

São Paulo, Brasil

A Seleção Brasileira de Futebol Feminino fez algo triste. 

Fugiu da liderança do grupo F.

Escolheu ser segundo colocada.

Constrangedor, mas compreensível, para quem conhece o potencial de seu time e dos Estados Unidos e Suécia.

Pia Sundhage sabia que a Holanda iria trucidar a China, como o Brasil havia feito.

E elas não escolheram adversário, como o Brasil.

Venceu por 8 a 2.

Sem medo do futuro, do cruzamento com o grupo mais forte.

A técnica sueca decidiu não só poupar jogadoras, como também diminuir o ritmo de jogo contra Zâmbia, que havia perdido por 10 a 3 para as holandesas.

Tudo ficou ainda mais feio com a expulsão de Mweemba, aos 12 minutos do primeiro tempo.

Ou seja, o time africano, fraquíssimo, ainda tinha uma jogadora a menos. Ficou ainda mais evidente o quanto a Seleção Brasileira não estava interessada em golear. Não queria fazer gols para que a Holanda ficasse em primeiro no grupo. Para que ficasse com o segundo colocado do fortíssimo grupo G. Seria Suécia ou Estados Unidos. Acabou sendo as norte-americanas.

A Seleção Brasileira marcou um gol. Adriana, cobrando falta. Depois, esperou o tempo passar

A Seleção Brasileira marcou um gol. Adriana, cobrando falta. Depois, esperou o tempo passar

Molly Darlington/Reuters

O Brasil escolheu o segundo colocado do grupo E, o Canadá.

Mesmo com inúmeros improvisos, time desconfigurado, desentrosado, a Seleção venceu. 

1 a 0, em cobrança de falta de Andressa, da entrada da área. Bateu bem, a goleira Musole não conseguiu vencer.

A partir daí, não houve mais o interesse legítimo da Seleção Brasileira mista de marcar mais gols. Era evidente que a postura havia sido treinada, exigida por Pia.

Marta, a principal jogadora da história do país, fazia questão de manter o ritmo cadenciado, lento. Sem gana para buscar o ataque. Mesmo assim, foi substituída no intervalo.

Ficou ainda mais evidente a falta de interesse da Seleção no jogo. Estava claro que Zâmbia não tinha o menor potencial nem para empatar.

Pia. Fria, calculista, evitou o confronto com os Estados Unidos. Daí, o time misto e o ritmo lento

Pia. Fria, calculista, evitou o confronto com os Estados Unidos. Daí, o time misto e o ritmo lento

Sebastião Moreira/EFE/12-12-19

O segundo tempo foi ainda mais constrangedor.

Sem vibração.

Sem apetite de gols.

Pia conseguiu.

O Brasil escapou dos Estados Unidos.

Terá pela frente o Canadá, na sexta-feira.

Com a obrigação de vencer, já que escolheu a adversária.

A treinadora sueca teve coragem e enfrentou,mudou a filosofia ofensiva, goleadora do Brasil.

Para ela, vale tudo por uma medalha.

Que seu time mostre contra o Canadá...

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