Cosme Rímoli Everson foi espetacular e o Atlético eliminou o Boca da Libertadores

Everson foi espetacular e o Atlético eliminou o Boca da Libertadores

O goleiro, que havia falhado feio em gol anulado pelo VAR, teve uma atuação fantástica na decisão por pênaltis. Defendeu dois, fez o seu, o decisivo. Galo nas quartas de final

  • Cosme Rímoli | Do R7

Everson foi o grande personagem da decisão. De quase vilão. A herói do Atlético

Everson foi o grande personagem da decisão. De quase vilão. A herói do Atlético

Conmebol

São Paulo, Brasil

Foi enredo inacreditável.

Depois de viver oito minutos como vilão, por ter falhado infantilmente, no gol de Weigandt, anulado pelo VAR, até herói da classificação. Ao defender dois pênaltis e ainda marcar o seu, o decisivo, classificando o Atlético Mineiro para as quartas-de-final da Libertadores.

Eliminando o tradicional Boca Juniors, no Mineirão, por 3 a 1, depois de outro 0 a 0, nos 90 minutos, como aconteceu na Argentina.

A sequência das cobranças foi sensacional, emocionante.

Hulk cobra o primeiro pênalti na trave direita. Rojo bate forte, no canto esquerdo, sem chance de defesa para Everson. 1 a 0. Nacho Fernández cobra no meio do gol, Rossi caiu no canto esquerdo. 1 a 1. Villa bate no meio do gol, mas Everson não havia tentado adivinhar o canto. E defendeu.

Junior Alonso desloca Rossi. 2 a 1. Everson provoca e desconcentra Rolón, defendendo no canto direito. Hyoran escorrega, de maneira bizarra, e bate longe do gol. Izquierdoz corre, dá uma parada, olha Everson. E chuta por cima.

Everson vai para a cobrança decisiva. O goleiro bate fortíssimo. No canto esquerdo, no alto. Sem a menor chance para Rossi.

3 a 1.

Durante os 90 minutos foi a guerra prometida. 

Provocações, divididas fortes e briga por espaço. O Atlético começou de forma fulminante, marcando sob pressão o time argentino. O intuito de Cuca era surpreender o Boca Juniors, conseguindo a vantagem logo no início da partida. E a chance veio.

Brigando de forma frenética pela posse de bola, o Atlético retomou a bola na intermediária e Tchê Tchê deu uma passe perfeito para Zaracho. O argentino invadiu a área. E, livre, diante do goleiro Rossi, bateu muito fraco e Rossi defendeu.

Aos poucos, Miguel Ángel Russo conseguiu recompor seu time. Tratou de fortalecer a intermediária, passando do 4-3-3 para o 4-4-2. Cuca também tinha muita preocupação com os contragolpes do Boca. E a coragem foi diminuindo. Do 4-3-3, ele decidiu espelhar os argentinos. 4-4-2. 

Hulk fazia questão de se desdobrar, buscar a bola na intermediária, tabelar pelas laterais, abrir espaço. Nacho Fernández também lutava muito, tentava articular lances ofensivos, mas estava vigiado de perto.

O jogo teve raríssimos lances de gol.

E para piorar o clima do confronto, o Boca Juniors teve outro gol anulado, assim como a semana passada, o lance foi difícil demais para o juiz Esteban Daniel Ostojich decidir. Coube ao VAR avisar o uruguaio que o lance foi irregular. Marcou impedimento milimétrico.

Eram 17 minutos do segundo tempo.

Na cobrança de falta para a área, Everson rebateu uma bola fácil e o lateral direito Weigandt completou para as redes.

Só que o VAR chamou o árbitro Esteban Daniel Ostojich.

Antes mesmo de chegar perto do vídeo, jogadores dos dois times tentaram pressionar o juiz. Houve troca de empurrões, xingamento. E até ameaça de um atleta do Boca Juniors de jogar uma caixa de som em cima do time atleticano.

O ex-goleiro do Atlético, e hoje gerente, Victor foi expulso.

Por oito minutos, o lance foi checado em cada ângulo. E o VAR decretou que González estava impedido e atrapalhou o goleiro atleticano. Alívio de Cuca e, principalmente, de Everson.

O lance foi dificílimo. A imprensa argentina ficou revoltada. Assim como todo o time do Boca Juniors e seu treinador Miguel Ángel Russo.

"É uma vergonha. É uma vergonha", gritava, após a decisão da anulação.

A imagem do VAR que foi responsável pela anulação do gol. Impedimento milimétrico

A imagem do VAR que foi responsável pela anulação do gol. Impedimento milimétrico

Reprodução/Fox Sports

Porque no 0 a 0 na partida de Buenos Aires foi anulado um gol do Boca Juniors que a Conmebol considerou legal. E afastou por tempo indeterminado o juiz colombiano Andres Rojas e o árbitro de vídeo, paraguaio Derlis Lopez.

A partida seguiu tensa.

E terminou em outro 0 a 0, com o Boca jogando muito melhor que o Atlético.

Mas vieram os pênaltis.

E Everson teve uma atuação espetacular.

Everson chorando de emoção, depois da classificação do Atlético Mineiro

Everson chorando de emoção, depois da classificação do Atlético Mineiro

Reprodução/Fox Sports

O Atlético Mineiro seguirá na Libertadores. Enfrentará o vencedor de River Plate e Argentino Juniors na luta para chegar à semifinal da Libertadores.

O time de R$ 160 milhões sobreviveu.

Mas graças ao questionado Everson...

Últimas