Cosme Rímoli Escândalo de Caboclo encobre pesado rompimento entre Nike e Neymar

Escândalo de Caboclo encobre pesado rompimento entre Nike e Neymar

O jogador e seu rompimento com a Nike, com a alegação de assédio sexual, foram esquecidos. Por conta do escândalo de Caboclo. E a pressão sobre Tite

  • Cosme Rímoli | Do R7

Neymar tem muito a agradecer a Caboclo e seu escândalo. Rompimento com a Nike foi esquecido

Neymar tem muito a agradecer a Caboclo e seu escândalo. Rompimento com a Nike foi esquecido

CBF

São Paulo, Brasil

No dia 27 de maio, Neymar chegou à Teresópolis.

No seu helicóptero particular.

Não queria nenhum contato com a imprensa.

Ele estava mergulhado em uma questão muito pesada. O motivo do seu rompimento com a Nike, depois de 13 anos, teria sido revelado pelo importante jornal The Wall Street Journal.

O períodico norte-americano alegou que a empresa norte-americana decidiu cancelar o contrato em 2020, depois de uma denúncia de assédio sexual de uma funcionária, em 2016, em Nova York, que foi revelado em 2018.

E, de acordo com o The Wall Street Journal, depois que a funcionária levou dois anos para criar coragem para falar sobre o que teria sofrido em um hotel onde o jogador estava, participando de uma campanha para a Nike, Neymar foi chamado para dar sua versão dos fatos. Como não quis, a empresa teriar colocado fim na parceria, mesmo ainda faltando oito anos para o contrato acabar.

Revoltado, o pai de Neymar e também seu empresário deu o troco.

Disse que as chuteiras da Nike teriam sido responsáveis por lesão de seu filho.

Para piorar, Neymar foi a um jantar em São Paulo. Não usou máscara e posou para fotos sem distanciamento social. Péssimo exemplo.

Polêmicas pesadas no ar.

Já estava decidido pela Comissão Técnica que Neymar não daria entrevistas entre os jogos contra o Equador e Paraguai. Tite estava pronto para dizer que se tratava de uma 'questão pessoal'.

A Nike é patrocinadora da Seleção Brasileira desde 1995 e negocia para renovar contrato.

O assunto seria o principal, diante da desigualdade técnica entre o time de Tite e os equatorianos e paraguaios.

Mas, desta vez, Neymar ficou em segundo plano.

Com a desistência da Argentina da Copa América, por conta da pandemia do Covid-19, o Brasil se ofereceu, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, implorou para promover a competição. A decisão do dirigente era para passar a mensagem de quanto era importante no cenário sul-americano.

Neymar beija a chuteira Nike. Seu pai acusou o calçado de provocar 'lesão' no filho

Neymar beija a chuteira Nike. Seu pai acusou o calçado de provocar 'lesão' no filho

Divulgação/Nike

Caboclo provocou uma revolução. Os jogadores, principalmente os que atuam na Europa, não queriam disputar a Copa América no Brasil. Primeiro, por medo da contaminação. Depois, por respeito aos mais de 475 mil brasileiros que perderam a vida com a Covid.

Os atletas decidiam se jogariam ou ficariam apenas no manifesto contrário. Depois, vieram os ataques políticos a Tite por não barrar o motim. O treinador teria aderido não porque é contra a Copa América no Brasil, mas porque seria contra o governo Bolsonaro.

Neymar e a Nike já haviam sido escanteados, esquecidos.

Até que veio a denúncia oficial de assédio sexual do presidente da CBF, Rogério Caboclo. E seu afastamento da entidade, ontem.

Desta vez, Neymar deu sorte.

O 'caso Caboclo' foi amplamente favorável a ele.

E os ataques a Tite.

A possibilidade de o treinador ir embora.

A cena foi roubada com louvor.

Seu problema de patrocínio foi esquecido.

Desta vez, seu escândalo é menor.

Mesmo quando resolveu esconder o logotipo da Nike, em uma foto do treinamento da Seleção, no seu Instagram.

Está aliviado, brincalhão, na concentração.

Ele, que adora aparecer, está muito feliz em ser coadjuvante.

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