Cosme Rímoli Encolhido como time pequeno, o São Paulo mereceu a derrota para o Flamengo. 3 a 1 foi pouco

Encolhido como time pequeno, o São Paulo mereceu a derrota para o Flamengo. 3 a 1 foi pouco

O São Paulo, no Maracanã, não foi nem sombra da equipe com coragem que joga no Morumbi. Acovardado taticamente, escapou da goleada para o Flamengo. Derrota mais do que merecida por 3 a 1

  • Cosme Rímoli | Do R7

Gabigol comemora o primeiro gol do Flamengo. Muito superior ao acovardado São Paulo

Gabigol comemora o primeiro gol do Flamengo. Muito superior ao acovardado São Paulo

ALEXANDRE BRUM/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO - 17/04/2022

São Paulo, Brasil

De nada adiantou Rogério Ceni comandar o Flamengo por um ano e meio.

O treinador mostrou ter esquecido que o caminho curto para a derrota no Maracanã é manter seu time encolhido, permitindo que o toque de bola empolgue a torcida e torne o estádio um fantástico caldeirão.

Paulo Sousa teve coragem e adiantou a marcação do time carioca, assumindo o comando do jogo. E o Flamengo se impôs com personalidade, vibração, intensidade nas intermediárias.

João Gomes e Arrascaeta tiveram atuações empolgantes. 

Outro jogador desequilibrante foi Isla, autor do segundo gol flamenguista, que acabou com a esperança do intimidado time de Ceni de conquistar um empate.

O São Paulo não foi nem sombra do time envolvente, corajoso, quando atua no Morumbi. 

3 a 1 foi até pouco.

Se não fosse por Jandrei, que fez pelo menos três defesas sensacionais, o São Paulo deixaria o Rio de Janeiro goleado.

Inaceitável a postura de Rogério Ceni de não colocar em campo Luciano ou Rigoni. Ou até os dois. Seu time não teve força ofensiva do início ao final do jogo.

"A gente vem trabalhando, hoje a gente fez um bom jogo até sofrer o segundo gol. Logo em seguida sofremos o terceiro, mas a gente vem trabalhando durante a semana para jogar fora de casa da mesma forma que dentro de casa", disse Jandrei, tentando defender o indefensável. A postura tímida, sem iniciativa, do São Paulo no Maracanã.

O 4-1-4-1 fixo de Rogério Ceni foi incapaz de acompanhar a mobilidade da equipe de Paulo Sousa. O Flamengo, atuando no 3-4-2-1, com muita movimentação e personalidade, tratou de encurralar o time paulista no seu campo. Travava a saída de bola. Não permitia que o adversário respirasse. 

O tratamento era de time pequeno mesmo.

Foi uma farra para o Flamengo. O time teve um adversário encolhido, esperando ser derrotado

Foi uma farra para o Flamengo. O time teve um adversário encolhido, esperando ser derrotado

Marcelo Cortes / Flamengo (17.04.2022)

A velha tática de Ceni de colocar Pablo Maia para perseguir individualmente o principal articulador adversário não deu certo. Porque Sousa foi inteligente. Fez Arrascaeta muitas vezes buscar a bola na intermediária do Flamengo. O que abria espaço para infiltrações do versátil João Gomes, Lázaro e Everton Ribeiro, que finalmente foi escalado na sua posição: meia canhoto jogando na direita.

O São Paulo não reagia. Tinha dois laterais muito presos. Rafinha e Welington tinham de fechar seus setores. Desciam muito pouco ao ataque. Rodrigo Nestor se desdobrava em frente à grande área. Corria muito e era vencido graças à formação ofensiva em bloco, pelos lados do campo, do Flamengo.

Jandrei já havia feito duas defesas espetaculares nos primeiros 15 minutos de jogo, até que, aos 24 minutos, o Flamengo rouba a bola na intermediária do São Paulo, Rodrigo Nestor bobeia, Arrascaeta toca para Lázaro. O passe, entre a zaga paulista, é fantástico, para Gabigol tocar na saída do desesperado Jandrei. Flamengo 1 a 0.

O Flamengo seguia melhor, criando, articulando chances. Até que, aos 40 minutos, em rara escapada de Rafinha, o veterano lateral fez ótimo cruzamento. Calleri subiu com Rodinei e testou forte, sem chance para Hugo. 1 a 1. Gol caído do céu, literalmente, para o São Paulo.

No intervalo, Rogério Ceni trocou o perdido Pablo Maia por Gabriel Sara. Recuando de vez Igor Gomes e Alisson, que viraram dois volantes. Rodrigo Nestor ficaria na "cabeça de área". 

A substituição foi ótima para o Flamengo, que ganhou de vez as intermediárias. E trocava passes, com infiltrações mais à vontade. Logo aos cinco minutos, Jandrei evita o gol de Arrascaeta, que escapou da zaga e, cara a cara, chutou e o goleiro defendeu.

Arrascaeta comemora com Everton Ribeiro o segundo gol do Flamengo. O uruguaio foi muito bem

Arrascaeta comemora com Everton Ribeiro o segundo gol do Flamengo. O uruguaio foi muito bem

Marcelo Cortes/Flamengo

Faltava só objetividade ao Flamengo.

Paulo Sousa foi muito feliz ao trocar Rodinei por Isla. O chileno, que havia perdido o bom ambiente na Gávea por indisciplina, entrou bem demais no jogo. Aos 21 minutos, Arrascaeta havia cobrado falta na trave. Mas dois minutos depois não houve jeito.

Isla recebeu ótimo passe de João Gomes. O chileno se livrou como quis de Welington e bateu cruzado, sem chance para Jandrei. Golaço. 2 a 1, Flamengo. 

A partir daí, o São Paulo desistiu de vez do jogo.

Três minutos depois, aos 26 minutos, Marinho cortou da esquerda e chutou cruzado forte, de direita. A bola iria para fora. Mas Arrascaeta enfiou a cabeça e marcou 3 a 1, Flamengo.

O time carioca tinha a vitória nas mãos.

E tratou de diminuir o ritmo, poupar-se.

A torcida, empolgada, gritou por olé.

Não havia jeito de o São Paulo reagir.

Vitória fácil demais do Flamengo.

E derrota preocupante do time de Rogério Ceni.

Que demostra covardia tática e fraqueza emocional quando atua fora do Morumbi contra times grandes.

Foram 19 chutes ao gol do Flamengo.

Contra apenas seis do São Paulo.

O time de Ceni mereceria perder de mais gols.

Se não fosse por Jandrei...

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