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Empolgada com a Copa do Catar, Fifa declara guerra à UEFA. Mundial com 32 clubes em 2025. Será de quatro em quatro anos

O presidente da Fifa, Infantino, foi além do que a Uefa temia. O Mundial de Clubes não terá 16 clubes em 2025. Mas 32 equipes. 12 da Europa e oito da América do Sul. E será de quatro em quatro anos

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Empolgado com o resultado da Copa do Catar, Infantino enfrentará a Uefa. Mundial de Clubes com 32 times
Empolgado com o resultado da Copa do Catar, Infantino enfrentará a Uefa. Mundial de Clubes com 32 times

Doha, Catar

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou guerra.

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Resolveu enfrentar a Uefa.

E em vez de um Mundial de Clubes de 16 equipes, como ameaçava antes da pandemia, o que já enlouqueci os europeus, decretou hoje, aqui em Doha.

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Em 2025, Mundial de Clubes com 32 equipes

Em vez de oito equipes europeias, Infantino quer 12 times do Velho Continente, o que seria um desastre para o calendário da Uefa.

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Da América do Sul, seriam oito clubes.

A Conmebol não deverá criar qualquer problema, já que os sul-americanos valorizam muito o Mundial, ao contrário dos europeus.

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As doze restantes vagas seriam divididas pelos demais continentes.

A competição, se for mesmo realizada, terá duas funções.

A primeira, substituir a extinta Copa das Confederações e servir como teste para os países que sediarão a Copa do Mundo.

Por isso, a chance maior de o primeiro Mundial com 32 clubes ser nos Estados Unidos é imensa.

A segunda intenção da Fifa é fazer o Mundial de Clubes lucrativo.

No atual formato, mal empata o dinheiro investido pela Fifa. Tem dado até prejuízo.

A ideia de aumentar o número de clubes no Mundial é antiga.

Desde que assumiu, em 2016, ele já enxergava como despedício o torneio no atual formato.

E iria enfrentar a Uefa em 2021, se não fosse a pandemia.

Dirigentes da associação europeia ficaram revoltados quando Infantino cravou que faria o torneio com 16 times, em 2019.

Mas a pandemia travou a ideia.

Os sorrisos que distribuía, aqui no centro de imprensa de Doha sumiram quando o assunto foi a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá.

Ele também aumentará o número de seleções.

Em vez das atuais 32, serão 48.

Infantino alega que países que estão desenvolvendo o futebol precisam ter a chance de enfrentar os 'melhores'.

Só que a fórmula que a Fifa pensava apresentar se mostrou falha. Por um simples motivo: a suspeita de combinação, armação.

Meslhor explicando. 

Infantino e sua diretoria imaginavam 16 grupos de três equipes na primeira fase. Se classificando as duas primeiras. Só que haveria a chance de combinação. Ou seja.

Times que, por exemplo, empatassem seu primeiro jogo. Se enfrentariam precisando empatar, ainda por exemplo, por dois gols, para ficarem com saldo maior que a terceira seleção do grupo. Poderiam jogar e o placar acabar em 2 a 2.

Infantino percebeu logo que não poderia deixar essa possibilidade no ar.

E a Fifa já pensa em 12 grupos de quatro equipes. Se classificando as duas primeiras colocadas. E aí começariam os mata-matas.

Uma fase antes da atual fórmula com a fase eliminatória começando nas oitavas.

Infantino deixou claro que seu grande desejo atual é desenvolver o futebol masculino nos Estados Unidos. Quer aproveitar todo o potencial econômico que acredita que está sendo desperdiçado. Principalmente envolvendo transmissão de jogos. 

Daí ter decidido enfrentar a Uefa para estimular ao máximo a Copa do Mundo de 2026, marcada para os Estados Unidos, México e Canadá.

Entusiasmado com o sucesso da Copa no Catar, com a venda de 3,7 milhões de ingressos, o presidente da Fifa quer muito mais daqui três anos e meio.

Sonha em chegar a 5 milhões de entradas, com o maior número de jogos.

E mais dinheiro com a transmissão do próximo Mundial.

Está claro que não se deterá por conta da UEFA.

A 'nova' Copa das Confederações tem nome.

E será disputado de quatro em quatro anos. 

O Mundial de Clubes da Fifa.

"Será a Copa do Mundo dos Clubes", promete Infantino...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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