Duelo entre Abel e Filipe Luís prova. A elite do futebol da América é portuguesa
Os últimos seis títulos da Libertadores são brasileiros. E quatro deles de treinadores portugueses. Não é só o Brasil. Os lusos dominam a América do Sul

Não importa se o treinador que levou Portugal à Copa de 2026 é o espanhol, o catalão Roberto Martínez.
No Brasil, na América do Sul, o cenário atual pertence à escola portuguesa.
Palmeiras, de maneira óbvia, tem seu comandante nascido em Penafiel, Abel Ferreira.
Flamengo tem seu ‘português’, nascido em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, Filipe Luís.
A marcação alta, o preenchimento de espaço, as triangulações pelos lados do campo, a troca de passes de um lado do outro para abrir espaço na defesa adversária, a força física, tudo leva aos treinadores portugueses mais influentes desta década.
Luiz Castro e José Mourinho influenciaram Abel. Jorge Jesus impôs seu estilo ao pupilo Filipe Luís.
Os três técnicos portugueses são rígidos no comando, exigem respeito hierárquico.
Tanto o Palmeiras e o Flamengo se comportam em campo como equipes competitivas, que nada lembram a ‘maneira brasileira’ que consagrou, por décadas, o improviso. A estrutura tática chega a ser pragmática.
Como os dois clubes são, disparados, os mais ricos do Brasil, com balanços que passam R$ 1,2 bilhão, eles conseguiram montar os elencos com maior potencial da América do Sul. Não estão lutando pelo primeiro tetracampeonato brasileiro na Libertadores por acaso.

Abel e Filipe Luís mudaram a perspectiva do futebol deste país no continente.
Dos último seis títulos da Libertadores, todos brasileiros, quatro foram conquistados por técnicos portugueses. Jorge Jesus, Abel Ferreira duas vezes e Arthur Jorge. Só Dorival Júnior e Fernando Diniz foram exceções.
Se Carlo Ancelotti não quiser seguir na Seleção Brasileira, depois de 2026, Abel e Filipe Luís são os candidatos naturais à vaga.
Eles sabem disso.
Assim como o peso da decisão de amanhã, em Lima.
Qual treinador vencer subirá de status internacionalmente. E ganhará mais conceito na CBF.
Mas não há como negar que seja palmeirense ou flamenguista o dono do título, o vencedor é Portugal.
Os portugueses mudaram de vez o futebol decadente que este país mostrava, com técnicos ultrapassados, que apenas copiam estratégias europeias, com dois três anos de atraso.
Portugal descobriu o Brasil.
De novo...
Oferecimento Ademicon, Amstel, Friboi, Magalu, Natura e Philco.















