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Cosme Rímoli Domènec deixou o Flamengo ser Flamengo. 5 a 3 no Bahia

Domènec deixou o Flamengo ser Flamengo. 5 a 3 no Bahia

Espanhol teve o bom senso de aproveitar a força ofensiva. Deu liberdade do meio para a frente, para troca de posições. Como o time gosta

  • Cosme Rímoli | Do R7

 Domènec aproveitou o que o Flamengo tem de bom. 5 a 3 no Bahia, em Salvador

Domènec aproveitou o que o Flamengo tem de bom. 5 a 3 no Bahia, em Salvador

Alexandre Vidal/Flamengo

São Paulo, Brasil

Já são 24 titulares em sete partidas.

Mas o que importa na impressionante vitória do Flamengo, diante do Bahia, em Salvador, por 5 a 3, foi a alegria dos jogadores, após a partida.

Como não acontecia desde que Jorge Jesus foi para Portugal.

Porque os atletas saíram convictos que estão conseguindo começar a adaptar o futebol de muita movimentação, troca de posições, marcação alta, que tanto deu certo em 2019.

O 4-2-3-1, desta vez, foi envolvente, com o time atacando em bloco, trocando passes, se movimentando com personalidade, ambição com a bola dominada.

Laterais com coragem de atacar, fazer triangulações.

Isla e Arrascaeta foram muito bem. O lateral chileno teve liberdade para atacar

Isla e Arrascaeta foram muito bem. O lateral chileno teve liberdade para atacar

Alexandre Vidal/Flamengo

O Bahia, do já demitido Roger Machado, ajudou. Deu todo o espaço para o time carioca fazer o que bem entender. 

Conseguiu marcar três gols, em falhas individuais flamenguistas.

Mas os cinco gols que o Flamengo marcou mostrou progresso. Futebol coletivo, espaço para improvisação, velocidade e força física.

O trio Pedro, Arrascaeta e Everton Ribeiro teve um desempenho impressionante.

No geral, foi a melhor partida do time, desde que o português se foi.

"Foi muito importante ganhar dois jogos consecutivos. Teremos muitos jogos em setembro. Vamos trabalhar, chegamos amanhã ao Rio, vamos treinar de tarde e no sábado já jogamos de novo.

"Estamos felizes por ter vencido, mas foi apenas um jogo. Precisamos melhorar muitas coisas. Defensivamente. Estar focado os 90 minutos", disse, Domènec Torrent, aliviado.

Ele foi muito questionado por não ter levado Gabigol e Gerson para Salvador. O espanhol impôs seu rodízio.

Se o celebrado Gabigol não fez falta, o mesmo não pode ser dito de Gerson. O time perdeu intensidade, racionalidade na marcação. E menos facilidade na saída de bola.

Os dois gols de Pedro, os dois de Arrascaeta e o de Everton Ribeiro animam, dão confiança.

Domènec optou pela movimentação que o time gosta. E o fez campeão da Libertadores

Domènec optou pela movimentação que o time gosta. E o fez campeão da Libertadores

Alexandre Vidal/Flamengo

Mas a movimentação do Flamengo anima muito mais.

O posicional, com cada atleta preenchendo seu setor, está ficando para trás.

A troca de posição do meio para a frente, como os jogadores adoravam, em 2019, voltou.

Bom senso de Domènec.

Não é um time vencedor da Libertadores que precisa se adaptar, mudar sua essência.

É o treinador que tem de saber usar a herança preciosa que recebeu.

E implementar, aprimorar, melhorar.

Não desprezar o trabalho brilhante de Jorge Jesus.

A goleada em Salvador foi um grande progresso...

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