Cosme Rímoli Diego Alves espetacular. Flamengo bicampeão da Supercopa 

Diego Alves espetacular. Flamengo bicampeão da Supercopa 

Depois de um empate, em 2 a 2, de tirar o fôlego entre Palmeiras e Flamengo, goleiro se impôs nos pênaltis. Vitória do time carioca

  • Cosme Rímoli | Do R7

Diego Alves foi sensacional. Três defesas e a catimba sobre Danilo. Flamengo campeão

Diego Alves foi sensacional. Três defesas e a catimba sobre Danilo. Flamengo campeão

Alexandre Vidal/Flamengo

São Paulo, Brasil

Flamengo e Palmeiras mostraram porque são os dois melhores times do país.

Em outro patamar, como gosta de destacar Bruno Henrique.

Em uma partida de tirar o fôlego, enquanto a bola rolou, um empate emocionante em Brasília, por 2 a 2. Dois gols de Raphael Veiga, além de Gabigol e Arrascaeta.

A tensão chegou a dez cartões amarelos e dois vermelhos.

Além de uma briga no vestiário que a transmissão da CBF fez questão de esconder, no final da partida.

A Supercopa do Brasil seria decidida nos pênaltis.

Filipe Luís, que fez ótima partida, bateu seu pênalti no travessão.

Matheuzinho cobrou e Weverton fez sensacional defesa no canto direito.

Luan cobrou no canto direito alto e Diego Alves fez ótima defesa.

Raphael Veiga, Gustavo Gómez, Gustavo Scarpa, Arrascaeta e Vitinho marcaram.

Estava 3 a 2, quando o garoto Danilo foi para a bola.

Diego Alves conseguiu desconcentrar o volante.

Alegou que a bola estava fora da marca, o que não era verdade.

Pura catimba, que deu certo.

O palmeirense chutou para fora.

Gabigol empatou a decisão. 

3 a 3. 

Viña cobrou a sexta penalidade e marcou, 4 a 3.

João Gomes foi para a cobrança. 

Weverton tocou na bola, mas ela morreu no fundo do gol.

4 a 4. 

Gabriel Menino bateu a sétima cobrança.

Deu paradinha, mas a bola foi no meio do gol.

Diego Alves defendeu.

E a chance veio para Pepê.

O chute saiu fraco no canto direito.

Weverton salvou.

A emoção era absurda.

Gabriel Verón bateu no alto, no canto direito.

5 a 4.

Michael foi escalado para a oitava cobrança.

No meio do gol, forte, no alto.

5 a 5.

Mayke assumiu a nona cobrança.

Bateu no canto esquerdo, a meia altura.

Diego Alves fez a terceira defesa.

Rodrigo Caio foi tentar redimir sua falha no jogo.

Bateu no canto esquerdo.

Deixou paralisado Weverton.

Flamengo 6 a 5.

Bicampeão da Supercopa do Brasil.

O Palmeiras caiu de pé.

Diego salva gol de Breno, em cima da risca. Jogo frenético. Com inúmeras chances

Diego salva gol de Breno, em cima da risca. Jogo frenético. Com inúmeras chances

Marcelo Cortes/Flamengo

Por conta da programação da Globo, a partida aconteceu entre 11 horas e 13 horas. Verdadeiro desrespeito aos dois clubes. Os jogadores acabaram a partida exaustos.

O primeiro tempo foi sensacional.

Teve de tudo.

Golaços de Raphael Veiga e Arrascaeta, expulsão de Abel Ferreira, pênalti marcado e anulado por Leandro Vuaden.

Diego salvando uma bola em cima da linha, chutada por Breno Lopes.

Deixou mais do que evidente que se encaravam os dois principais times do país.

E que mereciam duelar pela hegemonia do Brasil.

A grande surpresa foi o Palmeiras.

Abel Ferreira, mesmo com 18 dias de desvantagem na preparação em relação ao Flamengo, pela folga depois da Copa do Brasil e pela paralisação do Paulista, teve coragem.

Colocou seu time aberto, marcando sob pressão a saída de bola carioca. Marcação altíssima, como se a equipe de Rogério Ceni fosse pequena. 

Sem Luiz Adriano, Abel colocou três atacantes, de forma explícita. Breno na direita, Wesley na esquerda e Rony improvisado no meio, com liberdade para se alternar pelos lados do campo.

O Flamengo não esperava essa pressão.

E logo a um minuto, veio o gol sensacional de Raphael Veiga.

Diego Alves repôs mal a bola, Felipe Melo cortou de cabeça. A bola foi para Veiga, que pegou a defesa flamenguista mal recomposta. O meia deu um genial toque de calcanhar. Acabou sendo um drible da vaca que enganou completamente Willan Arão. E ainda completou com consciência para as redes. 

Palmeiras 1 a 0. 

Mesmo sem o mesmo preparo físico, o time paulista seguiu marcando forte. Até demais. Orientado por Abel, seus jogadores faziam faltas em demasia. O ritmo estava muito forte para o veterano Felipe Melo e para o lento Zé Rafael.

Nas intermediárias, o Flamengo mostrava a recuperação do controle do jogo. E, principalmente, o emocional. 

A equipe carioca partiu com consciência para buscar a virada.

Depois de um erro de passe de Luan, Arrascaeta deu ótimo passe para Filipe Luís. O lateral deu um drible humilhante em cima do desesperado Gustavo Gómez. E acertou a trave. A bola procurou Gabigol, que empurrou para as redes.

Aos 22 minutos, 1 a 1.

O Palmeiras seguiu vibrante, agressivo. E, aos 28 minutos, Wesley descobriu Breno nas costas de Arão. O atacante driblou Diego Alves e chutou. Diego salvou em cima da risca.

O jogo seguiu tenso, disputado, cheio de chances de gols. Mas com entradas duras. Abel Ferreira não se conteve e reclamando demais, acabou expulso. Aos 37 minutos do primeiro tempo.

Três minutos depois, Leandro Vuaden se precipitou e marcou pênalti para o Palmeiras, em falta de Isla em Wesley. Só que o VAR o corrigiu. E avisou que foi fora da área. Lance muito complicado. Só a tecnologia pode comprovar que não houve a penalidade.

Weverton fez uma defesa fabulosa, depois de jogada que parecia fatal de Bruno Henrique.

Quando o primeiro tempo parecia que terminaria empatado, Arrascaeta recebeu de Bruno Henrique. O uruguaio se aproveitou do espaço que Felipe Melo deu e bateu com toda consciência. 2 a 1, Flamengo.

Abel Ferreira trocou os dois volantes no intervalo.

Colocou a juventude, a explosão muscular de Gabriel Menino e Danilo, nos lugares de Felipe Melo e Zé Rafael.

O Palmeiras buscava mais vibração, com jogadores descansados e jovens. Partia de novo, para tentar a pressão sobre o Flamengo.

Só que com o segundo tempo em pleno meio-dia, as duas equipes diminuíam o ritmo, desgastadas.

Diminuíram as chances de gols.

Mas não a luta.

Aos 15 minutos, Abel tratou de colocar Mayke e Veron nos lugares de Marcos Rocha e Wesley.

Ceni percebeu que precisava melhorar a marcação.

Colocou Matheuzinho e João Gomes, nos lugares de Isla e Diego.

Mesmo assim, o Palmeiras seguiu pressionando.

Raphael Veiga fez um gol espetacular. Marcou os dois pênaltis que cobrou. Ótima atuação

Raphael Veiga fez um gol espetacular. Marcou os dois pênaltis que cobrou. Ótima atuação

EDU ANDRADE/FATOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO 11.04.21

A partida estava muito tensa, até que Everton Ribeiro, que jogou mal, errou passe, Danilo lançou, de primeira, para Rony.

Rodrigo Caio o marcava. O palmeirense chegou antes, mas corria para a linha de fundo. 

De forma precipitada, inexplicável, o zagueiro puxou a camisa de Rony.

Pênalti bobo, infantil.

Raphael Veiga bateu forte no canto esquerdo de Diego Alves.

2 a 2, aos 28 minutos.

Decisão aberta.

O Palmeiras seguia melhor.

A troca de volantes era fundamental para o time paulista.

Era o Flamengo que buscava os contragolpes.

O papel estava invertido.

E Vitinho conseguiu, aos 39 minutos, se livrar da zaga palmeirense e chutar forte. Weverton tocou na bola, que bateu na trave esquerda e voltou para suas mãos.

Emocionado, o goleiro beijou a bola.

Aos 48 minutos, Gabigol desceu pela direita e, com pouco ângulo, bateu para o gol.

Weverton conseguiu espalmar e segurou a bola em cima da linha.

Lance inacreditável.

João Martins, auxiliar de Abel Ferreira, foi expulso também por reclamar de Vuaden.

Situação inaceitável para o atual campeão da Libertadores.

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Conmebol

Vinha a decisão por pênaltis.

E Diego Alves conseguiu três defesas.

Fora anular psicologicamente Danilo.

O Flamengo segue com a hegemonia do Brasil...

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