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Desiludido, abalado. O Flamengo tem a difícil missão de reanimar Gabigol. Depois de Tite virar as costas ao maior artilheiro pós-Copa

Nenhum brasileiro marcou mais gols depois do fracasso da seleção na Rússia. Foram 151 gols. Neymar, o segundo, fez 87. Decisivo nas Libertadores de 2019 e de 2022, tinha certeza que iria ao Mundial. Está abalado

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Gabigol ficou muito abalado por não ir para a Copa do Catar. Tite virou as costas ao artilheiro
Gabigol ficou muito abalado por não ir para a Copa do Catar. Tite virou as costas ao artilheiro

São Paulo, Brasil

A sensação na Gávea foi quase como perder um título.

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A não convocação de Gabigol para a Copa do Mundo trouxe desalento à diretoria, a Dorival Júnior, ao elenco.

E, lógico, ao principal interessado: o jogador.

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O atacante estava muito confiante porque acredita que "se reinventou" como atleta de futebol.

Com nutricionista, preparador físico particulares, ele está no auge de sua forma física, aos 26 anos.

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Dentro de campo, Dorival Júnior mostrou que poderia ser muito mais útil ao time, jogando um pouco mais atrás, partindo com a bola dominada entre os lados e o meio da defesa adversária. Entrando, lógico, quando quisesse, na área, para fazer o que melhor sabe: gols.

Aliás, nenhum brasileiro marcou mais gols do que Gabigol depois do fracasso da seleção na Copa do Mundo da Rússia.

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Foram nada menos do que 151 gols. O segundo colocado é Neymar, com 87.

Gabigol marcou quatro gols em três finais de Libertadores e se tornou o brasileiro com maior número de gols na competição. Na história.

Gabigol tinha certeza que os gols nas finais da Libertadores o levariam à Copa. Jogador decisivo
Gabigol tinha certeza que os gols nas finais da Libertadores o levariam à Copa. Jogador decisivo

Campeão da Copa do Brasil e da Libertadores, reconhecido pela imprensa esportiva brasileira pela excelente temporada e como o segundo maior ídolo do Flamengo, clube mais popular do Brasil, só atrás de Zico, ele esperava ter a chance de disputar a Copa do Mundo.

De acordo com jornalistas do Rio de Janeiro, foi um baque. Não estar na lista de nove atacantes, que marcaram muito menos gols que ele, desde a Rússia, foi uma situação muito difícil.

E que ele até evitou se manifestar nas redes sociais.

Após o anúncio da escolha de Tite, Gabigol se conformou em publicar a homenagem que o Congresso fez ontem, tornando o hexacampeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, cidadão hononário brasileiro.

Nem uma palavra sobre futebol, seleção, Tite, nada.

Aliás, repórteres ligados à comissão técnica brasileira trataram de divulgar os supostos motivos que levaram o treinador a virar as costas ao atacante flamenguista.

O principal deles está exatamente na mudança tática que Dorival Júnior fez para que ele encaixasse seu futebol com o de Pedro.

Tite não estaria precisando de um definidor que jogue pelos lados do campo sem ser um velocista. A movimentação de Gabigol em diagonal, das pontas para o meio, atrapalharia, por exemplo, Raphinha, Richarlison, Vinícius Júnior. E até mesmo Neymar.

O principal esquema da seleção brasileira não supõe um jogador fixo na frente, como joga o Flamengo, com Pedro. Tanto que o companheiro de Gabigol foi convocado como um reserva, que pode ser usado quando a dificuldade exigir um cabeceador. Ou um pivô.

Dorival Júnior, conciliador que é, vai explorar o fato de Gabigol ter "apenas" 26 anos para consolá-lo. Lembrar que, assim como Neymar, poderá estar na Copa de 2026, nos Estados Unidos. Basta manter o foco na carreira.

O treinador sabe muito bem quanto seu atacante é temperamental. E precisará de apoio para suportar a decepção.

A direção do Flamengo sente nos cofres a desilusão.

O atacante tem multa rescisória de 40 milhões de euros, cerca de R$ 202 milhões. O site especializado em transações Transfermarkt avalia o atleta em 24 milhões de euros, cerca de R$ 121 milhões.

Há a inevitável desvalorização com a não ida para a Copa do Mundo.

Gabigol recebeu o apoio dos companheiros, e até de Pedro, por não estar na lista de Tite.

Há preocupação generalizada na sua reação, já que o Flamengo disputará o Mundial de Clubes, no início de 2023. Que deverá acontecer entre fevereiro e março. E tem os Estados Unidos muito interessados em sediá-lo, já para começar a criar o clima para a Copa de 2026.

Gabigol havia acabado de receber a "autorização" de Zico e passará a usar a camisa 10 do Flamengo, no próximo ano, com a despedida do futebol de Diego Ribas.

Estava animado com sua participação musical como Lil Gabi, seu alter ego, cantor.

Só faltava a convocação para a Copa do Mundo.

Ela não veio.

E o jogador terá de encarar a realidade.

Foi um baque não só para ele.

Mas também para todo o Flamengo.

O sentimento de revolta domina a direção do clube.

Mas ninguém poderá fazer nada.

A escolha, ou o desperdício, foi de Tite...

Guia da Copa: confira ranking da Fifa, participações e melhor desempenho dos 32 países

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