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Desastre. Ceni errou demais. Flamengo eliminado

Treinador escalou mal. Substituiu pior ainda. Tirou Arrascaeta e Everton Ribeiro. Acabou com a articulação do time. Justa eliminação para o Racing, no Maracanã

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Rodrigo Caio, Gustavo Henrique, Arão e, principalmente, Ceni sabotaram o Flamengo
Rodrigo Caio, Gustavo Henrique, Arão e, principalmente, Ceni sabotaram o Flamengo

São Paulo, Brasil

Herói e vilão.

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Arão conseguiu dar esperança, onde não tinha.

O gol salvador veio de quem menos esperava.

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O Flamengo caminhava para o desastre.

Com apenas dez jogadores em campo.

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Rodrigo Caio foi expulso infantilmente.

Deixou seu time com dez jogadores, aos 17 do segundo tempo.

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Gustavo Henrique falhou feio, de novo.

Sigali havia marcado, se aproveitando de erro absurdo do zagueiro flamenguista.

Rogério Ceni havia cometido dois pecados mortais.

Sacou Arrascaeta e Everton Ribeiro.

E manteve, por exemplo, Vitinho.

O treinador tirou o cérebro, a inteligência, o poder de articulação do time.

Perdia por 1 a 0 para o Racing até os 47 minutos do segundo tempo.

Foi quando Diego cobrou escanteio.

E Willian Arão subiu mais do que toda a zaga do Racing.

E cabeceou com força, direção, desviando de Arias.

1 a 1, no Maracanã.

A decisão da vaga para as quartas-de-final da Libertadores iria para os pênaltis.

Nas cobranças, a ironia.

O mesmo volante que havia dado sobrevida ao Flamengo foi o responsável prático pela eliminação.

Cobrou mal demais.

No meio do gol, facilitando a defesa de Arias.

O Racing venceu por 5 a 3 e se classificou para as quartas da Libertadores.

Enfrentará Boca Juniors ou Internacional.

Racing fez festa em pleno Maracanã, com a vaga
Racing fez festa em pleno Maracanã, com a vaga

Foi um desastre em todos os sentidos para o Flamengo.

Primeiro financeiro.

A diretoria acreditava que a competição serviria como uma compensação por um ano tão difícil, por conta da pandemia.

Rodolfo Landim acreditava piamente na conquista da Libertadores, de novo.

Jamais imaginaria a eliminação nas oitavas-de-final.

A queda refletirá também, de forma negativa, para a sequência de trabalho de Rogério Ceni.

Ele foi mal demais na partida de hoje.

O responsável intelectual pela queda.

Tirar Arrascaeta e Everton Ribeiro em um jogo tão importante, por mais que tivesse dez jogadores, é algo inaceitável.

E que custou caro demais ao clube.

A escolha por Gustavo Henrique, ao lado de Rodrigo Caio, que estava sem ritmo, voltando de contusão, também foi um gravíssimo erro.

O técnico já havia decepcionado, com a eliminação diante do São Paulo, na Copa do Brasil.

Agora cai, diante do Racing, equipe com elenco muito mais fraco do que o seu.

Embora no início, seu trabalho pode e deve ser questionado.

Também graças a erros de Ceni, o Flamengo está eliminado da competição que mais desejava em 2020.

O especialista em perder gols, Vitinho. Ceni errou em escalar e manter o atacante
O especialista em perder gols, Vitinho. Ceni errou em escalar e manter o atacante

Acabou de vez o sonho da hegemonia na América do Sul, como prometia o ex-treinador flamenguista, Jorge Jesus.

Agora, resta apenas o Brasileiro.

E a obrigação de classificar o time para a próxima Libertadores.

Ceni terá muito o que explicar sobre a eliminação.

O Flamengo até que começou bem o jogo.

O Racing o respeitava demais, preferindo defender e apostar em contragolpes.

Rodrigo Caio fazia uma partida muito boa, transmitindo segurança ao time.

Ceni apostou errado, guardou Pedro para o segundo tempo.

Já que sabia que ele não teria condições para suportar o jogo todo, deveria ter colocado o artilheiro para começar a partida, não insistir com Vitinho, que tem insiste em mostrar duas características: correr muito de cabeça baixa e perder gols.

O time já não tinha Gabigol, contundido.

Filipe Luís tratava de não atacar tanto.

Ceni sabia que a preferência dos contragolpes argentinos era pelo lado direito.

Em compensação, o treinador liberava Isla para atacar.

Everton Ribeiro e Arrascaeta se mexiam bem, complicavam a marcação do Racing.

O jogo estava controlado.

Até que Rodrigo Caio deu uma entrada violenta em Lisandro López. E recebeu, com justiça, o segundo amarelo.

Foi expulso.

Rodrigo Caio fez falta dura, infantil, na intermediária. Expulso, corretamente
Rodrigo Caio fez falta dura, infantil, na intermediária. Expulso, corretamente

Ceni foi imaturo, precipitado.

Tirou Arrascaeta e colocou Gomes como volante, para ocupar o lugar de Arão, que havia se transformado em zagueiro.

Um minuto depois, sem Rodrigo Caio, Gustavo Henrique errou de forma absurda, perdendo o tempo da bola, e a ajeitando para Sigali marcar. Racing 1 a 0.

Ceni, entorpecido pela necessidade de sobreviver, colocou Pedro. Mas tirou o único jogador que não poderia: Everton Ribeiro.

O Flamengo passou a viver de cruzamentos, desesperado, diante do Racing, que recuou muito, mesmo com um homem a mais.

Os argentinos também demonstravam cansaço.

O desastre parecia se consumar para os brasileiros.

Até que Arão empatou o jogo e levou a decisão para os pênaltis.

E justamente ele errou para o Flamengo.

Diego Alves não conseguiu defender nenhuma cobrança.

Nem a última do Racing, de Fabrício.

Que determinou a derrota do Flamengo por 5 a 3.

Enquanto Sebastián Beccacece comemorava, Ceni ia para os vestiários.

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