Cosme Rímoli Daniel Alves e a 'modernidade' na troca de Cuca por Diniz

Daniel Alves e a 'modernidade' na troca de Cuca por Diniz

O jogador não gostava da pressão de Cuca para que jogasse como lateral. Com Diniz, atua onde quiser. Até na lateral. Como contra o Fortaleza

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Daniel Alves mostrou o quanto estava insatisfeito com Cuca

Daniel Alves mostrou o quanto estava insatisfeito com Cuca

São Paulo

São Paulo, Brasil

Após a suada vitória do São Paulo contra o Fortaleza, Daniel Alves aproveitou para deixar muito claro o que Cuca acreditava ser boatos.

O quanto o capitão da Seleção Brasileira estava incomodado com o ex-treinador do São Paulo não querer ceder, insistir para que ele atuasse  como lateral, posição que o levou à elite do futebol mundial, no Barcelona, Seleção Brasileira, Juventus, PSG.

Mas o São Paulo, o jogador de 36 anos insistia em ser meia, o que não concordava Cuca. 

Bem ao contrário de Fernado Diniz, técnico que o ex-coordenador Vagner Diniz confirmou ter sido pedido por Daniel Alves.

"A gente agradece ao nosso presidente por ter nos proporcionado um treinador com ideias muito bem claras. A gente está muito feliz porque entendemos o conceito, sabemos que os conceitos são muito modernos e vão nos ajudar a conseguir coisas importantes", garante o jogador.

Daniel Alves não deixou dúvidas sobre o quanto acredita que o São Paulo se deu bem com a troca.

Disse que com Fernando Diniz, o clube ganhou um 'up', modernidade.

"São duas ideias bem opostas. O Cuca prezava por marcação individual, algumas coisas conceitualmente a equipe consegue assimilar, outras nem tanto.

"O Diniz veio dar um "up" no nosso time, sem marcação individual, mais posicionamento, organização tática, personalidade para jogar independentemente da zona, do lugar.

"Se planta um pouco da modernidade do futebol, que cresceu nos últimos tempos."

Daniel Alves quer seguir como meia. E Juanfran na lateral

Daniel Alves quer seguir como meia. E Juanfran na lateral

São Paulo

Sim, sem meias palavras.

A modernidade veio com Diniz.

Cuca, que descansa em Curitiba, sabia muito bem da resistência de Daniel Alves a seu trabalho.

Como o blog publicou, o capitão da Seleção Brasileira foi o pivô da saída do técnico.

Cuca decidiu não responder Daniel Alves.

Não quer polêmica.

Ele sabe que com Fernando Diniz, Daniel Alves faz o que quer em campo. 

Joga como meia, como volante, como ponta.

Todas as posições.

Menos a que mais rende.

A de lateral direita.

Tanto que a sua atuação pela posição, hoje, nos últimos minutos contra o Fortaleza, mudaram o jogo.

Diniz reconheceu o quanto Daniel Alves contribuiu atuando onde não quer mais no Morumbi.

“O Daniel Alves taticamente é isso mesmo, trabalhamos para que ele e o Hernanes peguem muitas vezes na bola. Quem tem qualidade tem que fazer de tudo para deixar esses jogadores perto da bola. Tínhamos a necessidade de fazer o gol, colocamos onde ele [Daniel Alves] é o melhor jogador do mundo na posição (na lateral), e ele contribuiu", elogiou o treinador.

No São Paulo, com Cuca, o jogador disse que 'não'.

Só voltou ao futebol brasileiro para ser meia.

Troca de posição que Cuca jamais concordou.

Por isso é chamado, sutilmente, de antiquado...