Crespo demitido. E com a desconfiança que o São Paulo já contratou outro técnico. O sonho era Filipe Luís. A realidade, Roger Machado
A súbita demissão de Crespo pegou o argentino de surpresa. Mas a direção já articulava sua saída na semana passada. Houve o sonho de verão, Filipe Luís. Mas a realidade está na conversa já adiantada com Roger Machado. De salário muito mais baixo. E pronto para trabalhar

O desejo era enorme.
Tanto na diretoria como entre conselheiros.
E principalmente na coordenação de futebol.
Depois da demissão de Crespo, confirmada no início desta manhã, só um nome era repetido à exaustão no Morumbi.
Filipe Luís.
O ex-treinador do Flamengo era visto como homem ideal para comandar uma reformulação no futebol do São Paulo.
Montar uma equipe competitiva, moderna, vibrante.
Mas algo importantíssimo surgiu.
A impossibilidade de pagar o salário de Filipe Luís.
Ele recebia R$ 2,1 milhões no Flamengo.
Houve o contato, mas não o acerto finaceiro.
Completamente inviável para a equipe paulista.
A direção do São Paulo pagava cerca de R$ 1 milhão para Crespo e seus auxiliares.
Ele foi demitido no final de semana.
O argentino realmente não esperava essa decisão da direção. Mas o treinador e seus auxiliares, que foram dispensados, ficaram com a certeza que o clube já tem outro nome para assumir o time.
Motivos para a demissão de Crespo ficam cada vez mais evidentes, com o passar das horas.
Futebol defensivo no jogo eliminatório contra o rival Palmeiras. Declarações que o São Paulo não aspirava lutar por títulos. E folga de três dias, após a eliminação.
Além de uma entrevista dada à ESPN, onde ele repetiu o que já disse: reafirmou a falta atual de investimentos e de infraestrutura do São Paulo.
Na verdade, são desculpas, buscas de explicações para a dispensa.
Ele não era o treinador dos sonhos, de total confiança do presidente Harry Massis. E sim de Júlio Casares, que renunciou para não sofrer o impeachment.

O argentino voltou também por uma dívida de R$ 3 milhões que o São Paulo não pagava, desde sua primeira dispensa e que ele ameaçava cobrar na Fifa.
Seu relacionamento não era bom com o grupo de jogadores. As lideranças se cansaram de ouvir suas declarações que o grupo não precisava de reforços.
Mesmo no Fluminense, Alisson não deixou a oportunidade passar. Ele chegou a ser afastado do grupo de atletas por Crespo.
O atleta postou assim que foi confirmada a demissão do argentino.
“Não mecho (sic) em rede social. Mas hoje é um dia totalmente diferente. Deus nunca dorme, a verdade sempre aparece. Caráter pra mim nunca se negocia. Vida que segue e tenho certeza que quando você faz o certo a vida ela mostra.”
O nome de Roger Machado ganhou força por estar completamente disponível.
Ele é experiente.
Tem uma filosofia de trabalho ofensiva.
Sempre se mostrou técnico ‘de diretoria’ ou seja, não critica o clube publicamente onde trabalha.
Tem muita personalidade.
Isso desde os tempos como jogador.
Além disso, ganhava R$ 800 mil no Internacional, seu último clube.
Os dirigentes estão animados.
Acreditam que ele poderá trabalhar já na quinta-feira, no Morumbi, contra a Chapecoense.
Os nomes de Rafael Guanaes, do Mirassol, e até de Davide Ancelotti, filho do treinador da Seleção, foram levados por conselheiros ao presidente.
Mas todas as indicações levam a Roger Machado.
O São Paulo deve cerca de R$ 1 bilhão.
Está se reestruturando financeiramente.
O sonho Filipe Luís não será realizado.
Pelo menos agora...












