Cosme Rímoli Corinthians não consegue se livrar de Luan. Nem de graça

Corinthians não consegue se livrar de Luan. Nem de graça

Jogador tem contrato até o final de 2023. Recebe R$ 800 mil a cada 30 dias. Foi comprado por R$ 28 milhões. Dez minutos que jogou contra o Atlético inviabilizam seu empréstimo para clubes da Série A. Erro de Sylvinho

  • Cosme Rímoli | Do R7

Luan. Com as chegadas de Giuliano e Renato Augusto, espaço acabou de vez

Luan. Com as chegadas de Giuliano e Renato Augusto, espaço acabou de vez

Rodrigo Coca/Corinthians

São Paulo, Brasil

Atlético Goianiense, América Mineiro, Palmeiras, Bragantino, Internacional e Fortaleza.

Seis jogos, desempenho pífio. 

Nenhum gol, nenhuma assistência.

No elenco limitado, ele já era reserva.

Caminhando para ser reserva do reserva.

R$ 800 mil mensais.

O clube já encaminhava a chegada de Renato Augusto e Giuliano.

Não havia motivo racional para colocá-lo ao 42 minutos do segundo tempo, contra o Atlético Mineiro, no lugar de Cantillo.

Nem mesmo desespero, agonia para  empatar o jogo que perdia por 2 a 1, em Itaquera.

Ele entrou e, como de costume, nada fez.

Só que esses dez minutos que ficou em campo, o jogo acabou aos 52 minutos, inviabilizaram sua transferência 

Foi um erro infantil e caríssimo para o Corinthians.

Luan completou sete jogos no Brasileiro e não pode atuar por outra equipe da Série A.

A diretoria já estudava negociá-lo há tempos, para tentar resgatar uma parcela dos R$ 28,9 milhões que pagou ao Grêmio por 50% dos seus direitos.

Ou até não perder mais dinheiro, já que banca R$ 800 mil mensais. Seu contrato vai até dezembro de 2023.

O departamento de futebol falhou.

Sylvinho também tem participação efetiva nessa postura equivocada, sem sentido. 

O treinador já havia testado Luan no meio, na esquerda, na direita, como falso centroavante. E o resultado, o mesmo. Improdutivo.

'Rei' em 2017. Reserva do reserva em 2021. A carreira de Luan em declínio

'Rei' em 2017. Reserva do reserva em 2021. A carreira de Luan em declínio

Reprodução

Desde que estreou no Corinthians, em janeiro de 2020, a mesma decepção. A expectativa se transformou em frustração crônica.

Empresários tentam negociá-lo para o Exterior desde janeiro. Mas mesmo clubes onde o futebol não é forte, como nos Estados Unidos, Arábia Saudita, Japão, os dirigentes analisam a fundo as contratações. E desde 2018, o jogador não é titular. Já era reserva em 2019, no Grêmio. Mesma situação no Corinthians.

Ele se tornou caro, inviável.

Mesmo por empréstimo.

A não ser que o presidente Duilio Monteiro Alves aceite seguir pagando boa parte do salário.

No Brasil, com o Corinthians escalando Luan em sete partidas na Série A, a Série B se mostra como o único caminho a curto prazo. Coritiba, Goiás, Vasco, por exemplo, poderiam levá-lo. Desde que também pagassem parte muito menor do seu salário.

Destacando que o empréstimo fosse gratuito.

Luan segue cumprindo a obrigação.

Como recomenda seu empresário, Paulo Pitombeira.

Tem treinado, se concentrado, e assistido aos jogos do Corinthians do banco de reservas. Não há motivo para procurar o clube e assinar rescisão de contrato.

E jogar fora um contrato tão lucrativo.

A diretoria resolveu deixar vazar a informação que pretende negociá-lo por empréstimo, de graça.

A tentativa é motivar algum dirigente.

Da Série B ou do Exterior.

Mas está muito difícil.

Até as 15 horas de hoje, 29 de julho de 2021, não havia interessados.

Situação absurda, para quem, em terminou 2017, como o 'Rei da América', depois de campanha inesquecível do Grêmio, campeão da Libertadores.

Luan é parte da herança do ex-presidente Andrés Sanchez.

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